outubro 25

Manutenção do Site

Amigos do Site A Arte de Escrever,

Como vocês devem ter percebido, o site irá passar por algumas modificações e talvez até fique fora do ar por alguns dias.

Quem irá assumir a administração e manutenção do site é o Editor Gustavo Abreu – do Grupo Editorial Letramento, e lhes asseguro que em breve teremos novidades.

Um forte abraço a todos e minha gratidão pela compreensão e fidelidade ao site. 

Hermes M. Lourenço

maio 20

Em breve ele estará de volta!

Para quem não é da época, há tempos atrás, precisamente entre os anos de 1985 a 1992, tivemos a série do famoso MacGyver, cujo protagonista era interpretado por Richard Dean Anderson, que trabalhava como “resolve problemas” para a Fundação Phoenix, usando o seu famoso canivete suíço, mãos e cérebro. Hoje observando as notícias, vi que a série será refeita pelo canal americano CBS, sendo o primeiro episódio programado para ir ao ar no final deste ano.

Acompanhei de perto essa série em minha infância, e diga-se de passagem, dois objetos que a marcaram foi o manual do escoteiro mirim e anos depois o canivete suíço do MacGyver, acessório que resolvia qualquer problema, possibilitando ao protagonista fugas incríveis, capturas e perseguições cinematográficas.

Também na época, tínhamos piadinhas, como: MacGyver está no meio do deserto Saara, tem apenas o canivete nas mãos e uma laranja. Como ele faz para escapar?
Simples… Descasca a laranja e a chupa, pois todos sabem que a laranja tem VITAMINA C. Então ele tira o VITA e o C, ficando com a MINA. Enterra ela na areia do deserto, afasta-se e arremessa o canivete contra ela, ocasionando um TERREMOTO. Daí ficou fácil. Ele retira o TERRE, fica com a MOTO, sobe nela e vai embora.
Confiram o trailer abaixo!

maio 1

Dexter

Olá amigos do site A Arte de Escrever!

Bem, hoje trago a resenha, não de um filme, mais de uma série, com um serial killer.

Com um total de 8 temporadas e 96 episódios, lhe asseguro que você irá ficar apreensivo em vários episódios destas longas temporadas.

A História é sobre Dexter Morgan interpretado por Michael C. Hall, nosso protagonista que trabalha como analista forense no departamento de polícia no Condado de Miami.

Até aí, tudoDexter-2 bem. O que tem demais em se trabalhar num departamento de polícia, como analista forense?

Bem, concordo com você, porém, Dexter Morgan, não é um simples analista. Ele é um cão de caça, um psicopata treinado pelo pai que o adotou – após o menino assistir junto com o irmão a mãe ser dilacerada em vários pedacinhos dentro de um container, e ficando preso nesse contêiner (e com a cena bizarra da mãe dilacerada) por alguns dias até a polícia o salvar em especial, o policial que o adotou “Harry”, que identificou a psicopatia logo cedo no filho e o ensinou a canalizar seu transtorno de personalidade IRREMEDIÁVEL, de forma a fazer o “bem”, criando um predador justiceiro de predadores.

Como Dexter trabalha dentro da polícia como analista forense e é especializado em padrões de dispersões de
sangue, nosso protagonista foi treinado pelo pai a caçar, matar e desaparecer com os corpos dos verdadeiros assassinos/ serial killer, fundamentado em um código: o código de Harry (nome do pai de Dexter).

Em outras palavras, enquanto a polícia se prepara para prender um psicopata, DDexterexter já o
encontrou, “fez justiça”, e desapareceu com o corpo.

Em minha concepção, a série é fantástica, porém o último episódio não me agradou. É óbvio que se
você quiser conhecer o desfecho terá que assistir.

Outro ponto que gostei, é que a irmã de Dexter – que por sinal fala palavrões a perder de vista — trabalha no mesmo local que ele, e chega a ser graduada como tenente, sem desconfiar do irmão, que passa uma série de apertos, em especial quando o FBI entra na investigação para saber por que os psicopatas estão desaparecendo.

Uma série mais do que recomendada.

Abertura da série:

 

 

abril 16

Bienal de Minas

Olá Amigos do site A Arte de Escrever.

Bem, ontem começou a Bienal do Livro de Minas Gerais, e é claro, ideias novas, reencontros com antigos colegas de escrita, que hoje, merecidamente destacam-se em estandes de algumas editoras.

É claro, que remexendo minhas tralhas, encontrei minha velha câmera hd, e com ela a ideia de fazer algumas entrevistas e publicar os vídeos por aqui no site  A Arte de Escrever.

Hoje a tarde tô indo “prá lá” e entrevistas vão rolar no canal a arte de escrever, recém criado no youtube (em breve vou passar o link para vocês).

Quem quiser dar uma passadinha por lá, estaremos (pelo menos eu todo final de tarde e início de noite), no estande da Liga dos Autores Mineiros, onde vocês poderão prestigiar obras de talentosos autores.

Bem, segue algumas fotos e lembrem-se: Não posso perder a hora!

 

20160415_165407    20160415_161855                                     20160415_193749

fevereiro 20

Reencontro

Olá amigos do site A Arte de Escrever!

Bem, hoje trago para vocês, um conto de minha autoria.
Um forte abraço a todos!

 

Mehgan Heaney-Grier trying out a new style of swim fin in the waters of the Florida Keys.

Continue reading

fevereiro 9

Calcinha Listrada

Ana Luiza é uma jovem de uma família humilde, filha de pais separados e vive em atrito com a mãe por querer reencontrar com o pai e por um amor não correspondido. Ao aproximar-se de Fábio, seu primeiro amor, ela sofre uma queda e todos os colegas da escola descobrem que ela usa calcinha listrada. A partir daí, Ana Luiza começa a sofrer bullying, colocando em xeque o amor verdadeiro, onde as consequências podem leva-la ao limite da vida e da morte.
E você, já foi vítima de bullying?

 

 

 

Continue reading

dezembro 16

O Enterro do Meu Melhor Amigo

O Enterro do Meu Melhor Amigo

Ana Faria

                Jimmy e eu fomos amigos por muitos anos. Éramos vizinhos, colegas de sala e de gandaia. Andávamos sempre juntos. Curtíamos dos mesmos videogames e bandas de rock. Tínhamos realmente muita coisa em comum e isso nos fazia acreditar que em algum lugar no céu estava determinado que seríamos irmãos, mas algo acabou dando errado e nascemos em famílias diferentes. Jimmy sempre foi mais bonito e com mais habilidade na guitarra. Também pudera! Com esse nome, se o cara não soubesse tocar guitarra seria uma vergonha. O pai dele era alucinado com Led Zeppelin.

Eu e o Jimmy andamos juntos como unha e carne por mais de treze anos. Ele desistiu do vestibular para seguir a carreira de pseudo astro do rock. Eu acabei enfiado em um escritório. O que nos separou não foi o fato de escolhermos (ou escolherem por nós) profissões tão diferentes. Tínhamos muita coisa em comum para manter o vínculo. Muita coisa mesmo! Inclusive nos apaixonarmos pela mesma mulher. E aí, meu caro, não há amizade que resista.

Jimmy era mais legal, tinha um jeitão mais despojado. As meninas iam ao delírio com ele. Eu era um sujeito comum. A Lara realmente valia à pena e eu estava caidinho por ela. Mas por saber que o Jimmy também a amava, por reconhecer que ele era melhor do que eu e por tentar impedir que nossa amizade fosse destruída por causa de um rabo de saia, pensei em tirar o meu time de campo.

O problema é que a Lara não gostava do Jimmy. Ela gostava de mim. Eu não tive alternativa a não ser pedi-la em namoro, depois em noivado, e, em seguida, em casamento. Foi uma cerimônia linda, com música, risos e abraços. O Jimmy estava lá. Já não éramos mais tão amigos. Ele viajava muito e depois do meu casamento eu nunca mais o vi. Sabia que era inevitável, mas mesmo assim lamentei o fim de tudo. Foram bons aqueles tempos em que dirigíamos sem rumo pela cidade, tocávamos heavy metal na garagem e bebíamos até cair. Naquela época a morte nunca foi uma possibilidade. A gente não perdia tempo pensando nisso. Era como se a morte acontecesse só para caras como Kurt Cobain, Jim Morrison e Jimi Hendrix. Nossos planos iam até o infinito.

Anos depois, com a explosão das redes sociais e toda essa parafernália da internet, acabei encontrando o Jimmy como amigo virtual. Ele já tinha milhares de amigos e eu só consegui curtir a página. Mas ainda assim dava para acompanhar as fotos que ele postava sobre shows, festas e dos novos amigos que ele tinha feito. Eu não conhecia nenhum. Ele parecia ser um cara muito querido. Cada imagem ou vídeo que postava tinha milhares de visualizações e curtidas. Um sujeito muito popular. Ele parecia feliz.

Resolvi mandar uma mensagem para ele. Após uma semana sem resposta, acabei me esquecendo que havia escrito. Eu precisava trabalhar quase dez horas por dia para conseguir alimentar minha esposa e meus dois filhos. Não gostava de levar serviço pra casa, queria ter tempo para conversar, ler histórias, jantar todo mundo junto. Essas coisas que quase ninguém mais faz. Mas a Lara acha importante e eu concordo com ela. Quando meus filhos crescerem quero que se lembrem que eu os amo de verdade, não só da boca pra fora.

Foi numa noite dessas, em que o trabalho se acumula e não conseguimos escapar, que eu abri meu computador para virar a madrugada quebrando cabeça, e vi uma mensagem do Jimmy. Ele havia respondido. Fiquei meio eufórico, parecendo ter encontrado algo bem valioso que estava perdido. Ele tinha palavras jimmynianas… e eu conseguia entender tudo: “Cara, que viagem você aparecer logo agora. Sua mensagem me fez  mergulhar no passado de uma maneira fantasmagoricamente psicodélica. Você não sabe o quanto foi uma merda ser feliz sem meu brother. Choro o leite derramado todos os dias. Quando você roubou minha garota, foi como um soco no estômago. Meu ego nunca havia sido tão ferido. Odiei você por alguns anos, até que a saudade gritou mais alto. Só que eu sou mais orgulhoso do que sentimental e por causa disso nunca te procurei. Achei que ia morrer sozinho, mas então me apaixonei de novo. Conheci a garota mais bonita de todo o universo – depois da Lara, seu sortudo filho da mãe! – E por falar em morte… A minha está perto. Não vai ser explosiva como a do Cobain, nem entorpecedora como a do Morrison, mas mesmo assim vai ser morte. Um sujeito chamado Câncer conseguiu vencer. Miserável! Saio da vida para entrar para a história… Haha! Mesmo que seja a sua e a da minha mulher. Não se atrevam a me esquecer!”.

Ele terminou o e-mail assim, sem mais nem menos. Sem deixar um contato. Nada! Passei três dias tentando encontra-lo até ver a notícia de seu velório anunciada num jornal. Quando eu cheguei, Jimmy estava exposto no meio da sala e uma mulher chorava sozinha, respondendo às mensagens no celular que pareciam não parar de chegar com aqueles apitinhos irritantes.

– Olá. Sou amigo de infância do Jimmy. Meus sentimentos.

Ela se levantou, apertou minha mão e agradeceu a visita. Conversamos um pouco sobre ele, mas o celular não a deixava em paz.

– Onde estão todos?

– Quem? – ela fungou.

– Os amigos do Jimmy.

– Ele não tinha amigos.

– Mas ele tinha milhares de amigos nas redes sociais. Eu vi.

– Sim, sim. Estão aqui me mandando os pêsames. Estou esgotada de tanto digitar agradecimentos. Não vejo a hora de responder a todos e encerrar a conta dele. Eu ajudava nessa parte sabe… Jimmy odiava tecnologia. Pra ele só existia aquela guitarra, a mesma de vinte anos atrás.

Eu conhecia aquela guitarra. Olhei para o Jimmy. Estava mais magro e abatido. Mas era o mesmo amigo de sempre. O meu melhor amigo. Ela suspirava, respondendo às infinitas mensagens que chegavam. E então eu fiz a única coisa que poderia ter feito:

– Me passe a senha. Vou ajudá-la a responder às mensagens.

– Oh! Obrigada. Que gentileza!

E assim passamos o resto da tarde. Recebendo as condolências dos milhares de amigos virtuais do Jimmy. Todos sinceramente chateados pela perda. Mas nenhum deles fazia ideia de como Jimmy era um cara legal.

dezembro 11

Lançamento livro: A Hora da Bruxa

Medieval

dezembro 5

“Pseudo” Academias e o Ego Ostentativo Literário

Ego significa o eu de cada um, é o defensor da personalidade, é um termo muito utilizado na psicanálise e na filosofia. A principal função do ego é procurar harmonizar os desejos e a realidade, e posteriormente, entre esses e as exigências; os valores da sociedade.

O ego é o defensor da personalidade, pois ele impede que os conteúdos inconscientes passem para o campo da consciência, acionando assim os seus mecanismos de defesa. O ego é responsável pela diferenciação que o indivíduo é capaz de realizar, entre seus próprios processos interiores e a realidade que se lhe apresenta. A realidade é realizada pela percepção, pela capacidade de perceber do próprio indivíduo.

Ostentação é o ato ou efeito de ostentar, quer dizer “apresentar” ou “mostrar” num sentido exibicionista, estando ligado ao orgulho, à presunção ou simplesmente à vaidade. É o ato de alguém que exibe as suas riquezas ou as suas próprias qualidades, sublinhando a importância de algo que tem, que fez ou que é.

Fonte: http://www.significados.com.br

 

Olá Amigos do site A Arte de Escrever

Peço desculpas pelo sumiço temporário, mas é devido a essa ausência é que consigo encontrar tempo para ler e escrever, atitudes necessárias a qualquer aspirante a escritor ou aficionados e é claro, a razão pela qual tenho aumentado o time de colunistas do site A Arte de Escrever.

Há alguns meses tenho recebido e-mails, de alguns colegas escritores questionando-me a respeito da epidemia de “Academias literárias” que vem surgindo nesse nosso imenso país, e que muitas vezes, observo que tem ludibriado diversos escritores. Fica aqui um alerta, e “POR FAVOR NÃO ME INTERPRETEM MAL …” Penso que as palavras abaixo, sejam o resultado de escritor em eterno aprendizado que não pode fechar os olhos diante pessoas que se aproveitam da boa-fé de autores/ escritores iniciantes.

Quase que semanalmente recebo convites – vide modelo abaixo -, sendo alguns uma imposição, que faz com que o escritor menos desavisado, sinta-se como a essência e o suprassumo da nata dos escritores.  Lembram-se dos sete pecados capitais? A Vaidade e a Soberba, cuidado…

CONVITE

 Com muito orgulho e alegria informamos que em assembleia ordinária no dia xxx de janeiro de xxxx, após indicação, seu nome foi aprovado por unanimidade por nossa diretoria, para ingressar no quadro de Acadêmicos Correspondentes de nossa instituição, Sua presença na ACADEMIA BLÁ BLÁ BLÁ nos honra e nos enche de alegria na certeza de que estamos formando um belo laço fraterno dentro da arte e da cultura nacional. A posse acontecerá na Cerimônia Magna de Posse a realizar-se no dia 1º DE ABRIL DE 2526 no Hotel TAL TAL TAL.      Os custos referentes à chancela totalizam o valor de R$ ALGUMAS CENTENAS DE REAIS, referentes a confecção de medalha, pelerine e do diploma.Ps.: O pagamento pode ser efetuado de forma integral até o dia TAL TAL TAL, podendo ser parcelado.

Particularmente e dentro de minha área de atuação – me perdoem pelas que deixei de citar – as Academias que conheço e que são nacionalmente/ mundialmente respeitadas são: Academia Brasileira de Letras, Academia Mineira de Medicina, Academia Brasileira de Médicos Escritores e SOBRAMES– Sociedade Brasileira de Médicos escritores. Essas academias/ sociedades, são detentoras de registro, CNPJ e toda documentação necessária e isso inclui atas registradas em cartório, tesouraria, e recolhimento “anual” de taxas diversas (relacionados a registro de atas, despesa com cartórios) etc. Toda academia, obrigatoriamente tem cadeiras, na qual representam um patrono e consequentemente seus ocupantes. Já as sociedades culturais, são entidades culturais, na qual “não existem” cadeiras de ocupantes.

Posso lhes garantir, que no caso das “respeitáveis” academias, para que você possa ocupar uma dessas cadeiras não é nada fácil, pelo contrário, você terá de provar que é bom de escrita, e que seu livro traz importante papel cultural para a sociedade — e isso condiz com um número x mínimo de publicações “notórias” — e que você faz jus ao nome do patrono da referida cadeira. Basta observarmos que quando alguém consegue entrar para a Academia Brasileira de Letras, virá notícia nas principais mídias.

Sei que existem academias idôneas e talvez até deixei de citá-las por não fazerem parte de minha área de atuação ou desconhecê-las, mas as verdadeiras academias são a fina flor da sociedade cultural brasileira.

Porém, infelizmente temos as academias questionáveis que disparam convites em busca de associados “pagantes”.

Geralmente o belo convite vem acompanhado de taxas que variam de 300 reais para cima, que está relacionado a confecção de medalha, diploma (vale ressaltar que o preço de “uma” folha de A4 de linho deve custar 0,30 centavos de reais cada), além da pelerine, que uma camisa que não deu certo e que não custa mais do que 30 reais e qualquer costureira é capaz de fazer usando pena, fio dourado e tecido de terceira categoria.

É muito barato comprar uma medalha de honra ao mérito, diga-se de passagem, se consegue comprar até pela internet –: “4 unidades de medalha de honra ao mérito” por 7 reais, repito: 4 medalhas por SETE Reais.

medalha honra ao mérito

Medalha Gedeval Pequena Ouro (Contém 04Unids)

Por: R$8,80

 

Em resumo, o custo do material para o recém e belo integrante da academia não passa de 50 reais (na melhor das hipóteses), e para onde vai o resto do dinheiro? É claro que no valor não está incluindo o jantar, regado a vinho e muitas vezes com patrocínio. Imaginem 50 escritores indicados a neoacadêmicos, da Academia Xuxulenta de Esporos Bacilíferos Socrática, ou AXEBS, sendo que o homenageado terá que custear 600 Reais para a solenidade e 400 reais para o jantar de gala. Geralmente a solenidade é realizada em um algum lugar cedido por alguma instituição, e por se tratar de academia, é claro que “sem fins lucrativos”.

Aposto que um almoço para a Família em um excelente restaurante, sai bem mais em conta do que isso. São MIL reais por participante, e se os “50 homenageados” aceitarem o convite, estamos falando DE CINQUENTA MIL REAIS. Agora peço para que se lembrem do custo de uma medalha, que gira em torno de R 1,75 (UM REAL E SETENTA E CINCO CENTAVOS). 

Com certeza as supostas academias, irão disparar e-mails para toda lista de contato de escritores que aparecem nas redes sociais — afinal, qual o escritor que nunca divulgou seu livro no facebook? — E quem morder o engodo mordeu…

Isso sem contar que somos assombrados até pelo fantasma de academias do exterior – Só neste ano, fui convidado para duas academias das quais até na internet é difícil de achar, talvez na deepweb, sendo que um dos convites veio da Argentina e outro de Portugal. É óbvio que eu teria que colocar a mão no bolso para ser contemplado por imensa honraria… Aí vale questionar, e o mérito? Se minha obra literária é digna de ser imortalizada em uma academia, por que “eu” tenho que pagar tantas despesas? Pelo que sei, as despesas da posse da Academia Brasileira de Letras são custeadas integralmente pelo governo do estado da cidade natal do acadêmico indicado.

De que adianta eu participar da academia de Letras de Nova Zelândia? Peraí, eu moro no Brasil! Isso sem contar que a maior parte dos escritores “mau” (faço questão do mau com u), são divulgados no estado em que residem…

Imaginou o preço de viagem, estadia, e solenidade para uma posse no exterior? Ao menos que você esteja com dinheiro sobrando (e não é o que tenho observado na maioria dos escritores no Brasil atual) e queira fazer um turismo e gastar muito, você está no caminho certo. Parabéns, você terá mais um pedaço de papel para guardar e claro, ótimas recordações de um passeio.

Para aqueles que não conseguem custear a honraria e solenidade, ainda mais com o dólar beirando os 4 reais (me recuso mencionar euro e Libra), há outros que buscam patrocínio em busca de realizar um desejo de reconhecimento. Tudo é valido quando corremos atrás de um sonho, mas por outro lado, o escritor deixa de lado seu principal ofício que é escrever e parte como um leão faminto atrás de patrocinadores e isso mancha a imagem do autor/escritor. Bacana demais, eu tomando posse na England Academy of Literatury in Oxônia, com patrocínio do Motel Vil Prazer! Neste ponto surge o paradigma: Qual é meu objetivo como escritor?

Particularmente eu tenho minha resposta, que é simples: Escrever livros cada vez melhores para agradar meu público e ponto(.)

De nada adianta você dizer que pertence a Academia de Letras de Nova Zelândia. Lhes asseguro que alguém irá lhe responder: “Que legal!” E vai se esquecer em menos de 2 minutos. 

Diferente seria: Eu ocupo a cadeira XX da Academia Brasileira de Letras.  Aí meu amigo, até eu iria querer seu autógrafo. Já me perguntaram, sobre como essas “academias” sobrevivem. Simples, promoção da confecção de coletâneas, superfaturas exclusiva para os “neoacadêmicos”, e aí temos duas facadas, a primeira da publicação ( e lhes asseguro que a publicação é quase que sobre demanda) e a segunda do lançamento e aí temos nova solenidade, novo jantar e disparam a mandar mais medalhas e homenagens com custo, enquanto a conta bancária de “algum ilustre” vai só engordando.

Outro fato que os “contemplados com imensa honraria de tornarem-se acadêmicos” devem tomar cuidado é sobre anagramas… Aquilo que estudávamos em análise combinatória na matemática do colegial.

Exemplo:

Academia Brasileira de Letras – ABL; reconhecida mundialmente.

Olha só quantas combinações são possíveis: LBA, LAB, BLA, ALB, BAL …. Em todos os anagramas, temos a palavra academia, Brasileira, Letras e não estamos falando da verdadeira Academia Brasileira de Letras.

Então meu amigo escritor, cuidado! Preocupe-se em divulgar seu livro e quando receber um convite de uma academia, tenha certeza de que você esteja sendo convidado para uma instituição idônea, SEM FINS LUCRATIVOS, mas acima de tudo, não se esqueça de seu propósito básico como escritor, que é o de escrever bons livros, e isso demanda leitura, estudo e tempo que são presas fáceis para o Ego e a Ostentação.

Forte abraço à todos!