março 15

MI 5 – Sobrevivendo à críticas





MI 5 – Sobrevivendo à críticas

Olá amigos do blog!

Hoje trago para vocês um assunto polêmico, porém muito importante para nós autores iniciantes.

Antes de começar, gostaria que refletissem um pouco em um post anterior que coloquei aqui no blog já faz algum tempo, sobre os 7 pecados capitais do escritor dentre eles em especial o 4º 5º e 7º que transcrevo logo abaixo:

  
4)    IRA

Também conhecido como escritor Robert Bruce Banner. Ficam furiosos e se transformam em verdadeiros monstros quando erram. Não admitem imperfeições. Os aposentos onde escrevem é lotado de papéis rasgados. Jamais usam laptops, costumam escrever nos desktops, pois um teclado quebrado custa mais barato do que um laptop.

Nunca visite um na época que ele estiver enviando originais para as editoras, pois a recusas podem se transformar em um dia de fúria e colocar sua vida em risco. Criticá-lo então é colocar sua vida em risco.

5)    A INVEJA

É o escritor que não compreende por que Dan Brown, J Benitez,  J.K. Rowling  vendem milhões de exemplares sendo que o livro que escreveu é anos luz melhor do que os deles. Acreditam que só escrevem Best sellers que estão aguardando para serem editados.

7)    VAIDADE

É o escritor que a foto aparece já na capa do livro destacando-se mais do que o titulo da obra. Apenas supervalorizam o que escrevem e jamais leem outros autores. Geralmente evitam o espelho nos locais de produção literária para evitar distrações.  Amam escrever auto- biografias.

Fundamentando-se nestes pecados capitais – que por sinal fazem parte da índole humana -, após seu livro publicado prepare-se: nem tudo são flores.

Um grande problema que tenho observado, é que vários autores perderem a compostura, seja pessoalmente ou até mesmo nas redes sociais, quando recebem uma crítica.

Não pensem que isso acontece apenas com o autor iniciante. Já vi uma palestra em que um renomado autor foi chamado de louco, devido a seu livro tratar de aparições ufológicas, porém, o autor sabiamente manteve-se diplomático e elogiou a crítica recebida esquivando-se com sabedoria e colocando seu algoz inquisidor a refletir.

Receber críticas é bom, pois é através delas que podemos encontrar um termômetro – desde que seja uma crítica bem fundamentada – pois ela nos ajuda a mensurar falhas como autor ou até mesmo falha da editora nos quesitos: capa, diagramação, revisão, distribuição. Acredite, em todas as etapas haverá alguém que irá descer a lenha em algum ponto. Talvez pela minha profissão, aprendi a sobreviver com críticas, pois trabalho no SUS e recebo diariamente toneladas de reclamações.

O brasileiro tem a índole de criticar, porém “poucas” são plausíveis, e muitas delas na verdade são um desabafo. Se quando estamos em uma fila e o atendimento é demorado imediatamente começamos a reclamar. Vivemos em um país que nada é perfeito e tudo tem defeito, seja a saúde, educação, governo, vida pessoal, vizinhos, e por aí vai; por que não deveria existir uma crítica com relação a seu livro?

O problema é que muitos autores são como mãe coruja: apenas o próprio livro é perfeito – um best seller – , e com 100 % de perfeição.  Se você pensa assim, meu amigo, certamente o mercado literário e blogs irão lhe devorar vivo, mastigar seus ossos e beber seu sangue. Aprenda a sobreviver com isso. Já recebi criticas de leitores quanto a erros gramaticais em meus livros anteriores. O que fiz? Anotei todos e conferi na obra, e encaminhei para a editora para que fosse reajustado nas próximas edições – o legal foi que o custo foi zero kkkkkk.

Já recebi uma crítica muito bem fundamentada sobre minha narrativa, o que fiz? Comprei dois livros sobre narrativa, sendo um deles em inglês e considerado um best seller internacional – na parte técnica –  e aprimorei minhas falhas.

Não adianta brigar com blogueiros, postar comentários desaforados contra as pessoas que lhe criticam. Pasme ou não, uma critica é a apreciação de seu trabalho, sendo ela positiva ou não. Caberá a você ter o bom senso e compreender se existe veracidade nela ou não e com certeza ela irá lhe ajudar a aprimorar seu trabalho e detectar pontos falhos em seu processo de escrita.

O mais importante é saber separar o joio do trigo. E não dar importância quando uma crítica não é bem fundamentada. Existem sim pessoas maliciosas que gostam de denegrir o trabalho de um autor, porém, o que é uma crítica sem fundamento no meio de mil elogios? Caberá a você decidir se irá dar atenção à ela ou não.

Já recebi muitos comentários sobre meu blog, sobre meus livros, e graças a Deus, até hoje soube fazer bom uso deles e tenho me lapidado para apresentar cada vez mais um produto de melhor qualidade, seja aqui no blog ou na escrita literária.

Cabe ao bom autor – quando a crítica for diretamente relacionada ao conteúdo de sua obra -, procurar aprender com os erros e seguir em frente. Seja otimista e procure lapidar o seu lado falho – se é que houve.

Quanto as criticas direcionadas a editora – diagramação, capa, revisão -, não caberá a você ajustá-las, porém, você pode direciona-la a seu editor, pois para ele – caso o editor tenha bons olhos para recebê-las -, também é uma forma de melhorar seu produto, pois um livro é sim um produto que é vendido em uma livraria destinado a um consumidor onde sabe-se que atualmente existe uma briga de foice entre grandes editoras. Aquele que oferece um produto de má qualidade sairá perdendo espaço e consequentemente autores e leitores.

Então, conclui-se que aquele – autor / editor -, que for capaz de absorver uma crítica com conteúdo, meu amigo, posso lhe assegurar que certamente o mundo será dele.

Um forte abraço a todos!