outubro 7

Segunda edição de Limiar

Eis que a segunda edição de Limiar chegou e eu nem tive tempo de compartilhar mais essa conquista com os queridos leitores que acompanham meu trabalho. Peço desculpas e para me redimir, seguem abaixo fotos do lindo trabalho que a Editora Literata fez com meu livro.

Essas são a contracapa e a capa novas:

E essas são a primeira página do livro e à direita, uma mostra de como estão as primeiras páginas de cada capítulo:

A minha preferida, sem dúvida alguma é esta: A ilustração do itapevense Rodrigo Monteiro exatamente no meio do livro. Maravilhosa!

E na semana passada, também chegaram meus novos marcadores de página, seguem a frente e o verso pra vocês verem:

E aí, gostaram das novidades? Eu AMEI!

setembro 26

Resenha: O Ritual de Jéssica Anitelli

            Quero iniciar esta resenha de uma forma um pouco diferente. Todo mundo sabe que eu e a escritora Jéssica Anitelli somos muito amigas, certo? O que vocês não sabem é que eu sou a PIOR leitora beta do mundo e mesmo assim, ela continua confiando em mim e sempre que peço ela me envia seus textos para que eu possa analisá-los antes que sejam publicados. Mas depois de alguns capítulos, acabo desistindo porque prefiro ler livros impressos e falo pra ela: “Leio quando publicar”. Ela sempre responde apenas: “O.K.” E continua sendo minha amiga, rs. Pois então, acontece que com O Ritual, o mesmo sucedeu-se, logo que terminei O Punhal, o primeiro livro da série, pedi a ela que me enviasse o segundo pois estava ansiosa pela continuação, mas como já lhe disse, desisti da leitura na metade porque eu sou uma DROGA  de leitora beta, rs. Na Bienal do Rio de Janeiro, como sempre, dividimos o mesmo quarto de hotel e a primeira coisa que fizemos ao nos encontrar foi “trocar” livros. Dei a ela um exemplar de Abismo e ela me presenteou com um exemplar de O Ritual. Já na viagem de volta, vim lendo-o, a partir do ponto em que parara na versão digitalizada e como a viagem era muuuuuuuuito longa, deu tempo de terminar a história. Em seguida, prometi à Jéssica que logo logo faria resenha e ela, sempre tão compreensiva, ficou esperando pela resenha. E esperou, esperou e esperou. Jéssica, eu te adoro e sei que vai me perdoar pela demora, pois somos BFF, hehehe.

Enfim, vamos à resenha!

Sinopse: 

Será mesmo certo um humano conviver tão próximo ao seu maior predador? Júlia pensava que seu amor por Diogo era maior que tudo e que a partir daquele momento as coisas se ajeitariam e eles, finalmente, poderiam ficar juntos. Será mesmo? O Conselho dos vampiros não deixará a pobre garota em paz, pois ela carrega consigo a maior arma de eliminação da sua espécie. E se não bastasse essa perseguição que a deixa transtornada, há também Marta, que continuará a mexer com as emoções do jovem vampiro de olhos verdes e da menina ruiva. Observando tudo de cima está Henrique, que não abandonará o corpo de seu parente até que o ritual seja realizado e assim possa voltar ao que era há mais de 100 anos. Mas até que isso aconteça, este vampiro que não possui dentro de si nada de humano, causará conflitos e dores. O segundo livro da série promete arrebatar o leitor do começo ao fim e levá-lo a manifestar sentimentos dos mais variados.

Resenha:
O Punhal, foi o primeiro livro de Jéssica, escrito quando ela era ainda adolescente. Lembro-me que quando o li, vi ali uma autora jovem com muito potencial e uma história instigante, algo raro nessa nova seara de novos autores. Depois dele, Jéssica tem trabalhado em diversos livros, e com isso, adquiriu experiência e isso reflete-se muito bem em O Ritual. Um livro com certeza mais maduro, mais denso, mais impactante. O que achei mais interessante foi a forma como ela conduzia a história. Enquanto O Punhal é narrado em terceira pessoa, mas sempre pelo ponto de vista de Diogo, O Ritual também é narrado em terceira pessoa, porém desta vez, pelo ponto de vista da Júlia e em alguns momentos, do ponto de vista de outros personagens, tais como Miguel e Açucena, personagens apresentados neste volume da série. O foco também é um pouco “desviado” do casal protagonista do primeiro volume, pois agora eles tornaram-se parte de algo muito maior, parte de uma conspiração por ressurreição e poder. Novas e misteriosas criaturas  são apresentadas, além de rituais macabros e sinistros. Há ainda o princípio da história de Beatriz, a filha de Diogo e Júlia, que por ser uma “híbrida”, meio humana, meio vampira, é uma ameaça crescente para ambas as raças. 
No primeiro livro, odiei a Júlia, mas neste livro adorei como ela dá um “jeitinho” em sua rival, hahaha. Foi o ponto alto do livro! Ah, quero fazer uma pequena ressalva: Jéssica anda tão empolgada com os livros eróticos que acabou “apimentando” um pouco essa série também, por isso, para quem gosta, vai adorar certos trechos.


 Achei que Nelson perde um pouco a importância neste livro e Henrique também, esperava mais “aparições” dos dois. O grande trunfo do livro é mostrar que apaixonar-se por um vampiro têm lá as suas desvantagens, tais como: passar os dias sozinha,  acordar ao lado de um defunto, tudo é muito mais complicado, doloroso e estranho ao lado dele, enfim, que Crepúsculo é para os fracos, kkkkkkkk.
Recomendo a leitura e só para constar, já estou com O Conselho, o terceiro livro da série, em mãos, só que desta vez, vou terminar de lê-lo antes que seja publicado, afinal, serei sua revisora.

setembro 16

Resenha: Sentimento Fatal

Sinopse – Sentimento Fatal – Janethe Fontes

Por amor se mata? O amor destrói? E o ciúme, pode ou não ser controlado? Sentimento Fatal levará você a pensar nessas questões e rever seus conceitos… todos os seus conceitos em relação ao amor. “Dividida entre a paixão avassaladora do marido Roberto, que tem um ciúme doentio, e o grande amor de infância de Daniel, que ela torna a encontrar dez anos depois, Adriana Diniz Martinez terá de vencer o medo e reencontrar a si mesma… Lutar pela própria integridade e também pela filha Letícia, pela qual é capaz de tudo, sobretudo suportar a violência do marido, sobretudo suportar a própria infelicidade.”

Resenha:

Desde a primeira vez que vi a sinopse deste livro, fiquei com muita vontade de lê-lo. Porém, à época, ele estava esgotado na Editora e eu não conseguia encontrar a autora para ver se haveria a possibilidade de conseguir um exemplar diretamente com ela. Adicionei o livro à minha lista de desejados no skoob, como última esperança de consegui-lo. Passados alguns meses, uma pessoa me procurou, dizendo que tinha o livro e que queria trocá-lo, mas que o mesmo continha uma dedicatória da autora para ela, e se eu não me importava. Se eu me importava? Adoooooro livros com dedicatória mesmo que não sejam pra mim, hehehe. Finalmente recebi o livro e é impossível descrever a felicidade que senti ao finalmente tê-lo em mãos. Me senti um colecionador maluco que acaba de conseguir o item mais raro de sua coleção (bom, talvez seja exatamente isso que eu seja: uma colecionadora maluca de livros, rs)
Em minha longa viagem para o Rio de Janeiro, precisava escolher um bom livro para me acompanhar e distrair-me. Não tive dúvidas e levei na mochila meu tão desejado “Sentimento Fatal”. Ao chegar à cidade maravilhosa, ainda não havia encerrado minha leitura, mas continuei madrugada adentro lendo-o, pois não conseguia largar, ficava repetindo pra mim mesma: só mais esse capítulo. E assim foi até à uma hora da manhã finalizei o livro. E a sensação foi: uau!
Eu não sabia nada, ou pelo menos quase nada, sobre a autora antes de ler o livro. Mas logo no início da leitura, você percebe que trata-se de uma pessoa com profundo conhecimento sobre o assunto, algo que depois acabei descobrindo. A autora não apenas convive, no trabalho cotidianamente com essas situações, como também é um ativista em prol dos direitos femininos. Mais motivos de aplausos pra ela!
É claro que o livro possui alguns traços que denotam tratar-se de uma primeira obra, com algumas pequenas falhas, como por exemplo, demorar-se demais em contar certos episódios do passado a meu ver, desnecessários ou contados de uma forma “estranha”. Mas no geral, os personagens são muito bem construídos, e o enredo, articulado de forma envolvente e brilhante.   
Para mim, um bom livro é aquele que consegue despertar emoções no leitor e “Sentimento Fatal”, o faz com maestria. Você fica com vontade de matar a Adriana, a protagonista, por ser tão burra e aceitar o que ela aceita do marido, o Beto, um crápula machista e possessivo. E o Daniel, apesar de apaixonante, também é um banana, que demora muito para agir. Seguindo na direção contrária do furor de “Cinquenta tons de cinza”, “Sentimento fatal” mostra que apanhar do companheiro por ele ter ciúmes doentio e ser controlador não é nada romântico, nem prazeroso.
A boa notícia é que “Sentimento Fatal” está disponível novamente para compra, bastando acessar o link: http://www.ciadoslivros.com.br/sentimento-fatal-p500700/.
Espero que tenham a oportunidade de saborear essa leitura densa e forte, mas profundamente verdadeira.

junho 5

Resenha: Para Sempre – Livro 1 da série Os Imortais

Sinopse – Para Sempre – Os Imortais – Livro 1 – Alyson Noël

Ever Bloom tinha uma vida perfeita: era uma garota popular, acabara de se tornar líder de torcida do principal time da escola e morava numa casa maravilhosa, com o pai, a mãe, uma irmãzinha e a cadela Buttercup. Nada no mundo parecia capaz de interferir em sua felicidade, o céu era o limite! Até que um desastre de automóvel transformou tudo em um pesadelo angustiante. Ever perdeu toda a sua família. Mudou de cidade, de escola, de amigos, e agora, além de todas essas transformações em sua vida, ela precisa aprender a conviver com uma realidade insuportável: após o acidente, ela adquiriu dons especiais. Ever enxerga a aura das outras pessoas, pode ouvir seus pensamentos e, com um simples toque, é capaz de conhecer a vida inteira de alguém. É insuportável. Ela foge do contato humano, esconde-se sob um capuz e não tira dos ouvidos os fones do i-pod, cujo som alto encobre o som das mentes a seu redor. Até que surge Damen. Tudo parece cessar quando ele se aproxima. Só ele consegue calar as vozes que a perturbam tão intensamente. Ever não entende o porquê disso, mas é incapaz de resistir à paz que ele lhe proporciona, à sensação de, novamente, ser uma pessoa normal. Ela não faz ideia de quem ou o quê Damen realmente é. Sua única certeza é estar cada vez mais envolvida… e apaixonada.

Resenha: 
Como sempre, vou iniciar a resenha falando de como este livro veio parar em minhas mãos. Um dia estava “navegando” no site do submarino e encontrei a coleção Os Imortais em promoção. Comprei os 6 primeiros livros da série por apenas R$ 30,00. Ah, não sei se vocês sabem, mas existem 3 coisas que não resisto quando vejo em promoção: sapatos, chocolate e livros!!! Enfim, num impulso, comprei a coleção sem saber se ela era boa ou ruim, sem nenhuma recomendação, simplesmente porque estava barato, rs.
Ela acabou ficando um tempão “mofando” na minha estante, sempre sendo “preterida” quando eu recebia qualquer outro livro novo. Certo dia, na falta de opção melhor, decidi começar a ler o primeiro livro da série: Para sempre.
A minha primeira impressão foi que a autora simplesmente pegou elementos de Fallen, Crepúsculo e Harry Potter e “bateu no liquidificador”, resultando numa história insossa, previsível e igual a tantas outras do gênero. Lembrei na hora do livro Escolhida, da série House of Nigth, o  qual larguei após os 3 primeiros capítulos, justamente porque ele me deu essa mesma impressão, e meu Deus, como aquela mistura ficou RUIM! Porém, como eu havia comprado os SEIS livros da coleção Os Imortais, me recusei a dar-me por vencida e insisti na leitura, determinada a chegar até o final do primeiro livro, ao menos.
Até que a história não é tão ruim e tem seus pontos altos, devo admitir. O grande trunfo fica por conta de Miles, o amigo de Ever, um gay assumido super alto astral e o personagem mais original da trama. Quanto à mocinha, Ever, é igual a todas as outras: insegura, problemática, órfã (eles sempre são órfãos, não?). O mocinho, Damen, também é igual a todos os outros: lindo, deslumbrante, aparentemente um galinha, mas no final, é um gentleman que faria tudo pela mocinha. Um saco, pra dizer o básico. Não ajudou muito o fato de Ever ser especial, ter poderes e tudo o mais, mas pelo menos foi um diferencial, o que não sei até que ponto foi bom, pois talvez isso dificulte o surgimento de empatia por ela por parte do leitor, que afinal de contas, é uma pessoa comum.  Lá pelo meio do livro, ao menos a autora conseguiu instigar a minha curiosidade de afinal de contas que criatura o Damen era e isso acabou me ajudando a terminá-lo. A decepção ficou por conta do final, quando a ex dele morre de um jeito MUITO forçado.
Apesar disso tudo, li o livro rapidamente, em apenas 2 dias e como adquiri toda a coleção, já iniciei o segundo livro, agora sem muitas expectativas. A linguagem é de fácil compreensão e a leitura flui agradavelmente, mas sinceramente, só recomendo este livro se você realmente não tiver nada melhor pra fazer (ou ler). 
Elaine Velasco é autora da série Limiar, para mais postagens, acesse: elainevelasco.blogspot.com.br

junho 5

Resenha: Para Sempre – Livro 1 da série Os Imortais

Sinopse – Para Sempre – Os Imortais – Livro 1 – Alyson Noël

Ever Bloom tinha uma vida perfeita: era uma garota popular, acabara de se tornar líder de torcida do principal time da escola e morava numa casa maravilhosa, com o pai, a mãe, uma irmãzinha e a cadela Buttercup. Nada no mundo parecia capaz de interferir em sua felicidade, o céu era o limite! Até que um desastre de automóvel transformou tudo em um pesadelo angustiante. Ever perdeu toda a sua família. Mudou de cidade, de escola, de amigos, e agora, além de todas essas transformações em sua vida, ela precisa aprender a conviver com uma realidade insuportável: após o acidente, ela adquiriu dons especiais. Ever enxerga a aura das outras pessoas, pode ouvir seus pensamentos e, com um simples toque, é capaz de conhecer a vida inteira de alguém. É insuportável. Ela foge do contato humano, esconde-se sob um capuz e não tira dos ouvidos os fones do i-pod, cujo som alto encobre o som das mentes a seu redor. Até que surge Damen. Tudo parece cessar quando ele se aproxima. Só ele consegue calar as vozes que a perturbam tão intensamente. Ever não entende o porquê disso, mas é incapaz de resistir à paz que ele lhe proporciona, à sensação de, novamente, ser uma pessoa normal. Ela não faz ideia de quem ou o quê Damen realmente é. Sua única certeza é estar cada vez mais envolvida… e apaixonada.

Resenha: 
Como sempre, vou iniciar a resenha falando de como este livro veio parar em minhas mãos. Um dia estava “navegando” no site do submarino e encontrei a coleção Os Imortais em promoção. Comprei os 6 primeiros livros da série por apenas R$ 30,00. Ah, não sei se vocês sabem, mas existem 3 coisas que não resisto quando vejo em promoção: sapatos, chocolate e livros!!! Enfim, num impulso, comprei a coleção sem saber se ela era boa ou ruim, sem nenhuma recomendação, simplesmente porque estava barato, rs.
Ela acabou ficando um tempão “mofando” na minha estante, sempre sendo “preterida” quando eu recebia qualquer outro livro novo. Certo dia, na falta de opção melhor, decidi começar a ler o primeiro livro da série: Para sempre.
A minha primeira impressão foi que a autora simplesmente pegou elementos de Fallen, Crepúsculo e Harry Potter e “bateu no liquidificador”, resultando numa história insossa, previsível e igual a tantas outras do gênero. Lembrei na hora do livro Escolhida, da série House of Nigth, o  qual larguei após os 3 primeiros capítulos, justamente porque ele me deu essa mesma impressão, e meu Deus, como aquela mistura ficou RUIM! Porém, como eu havia comprado os SEIS livros da coleção Os Imortais, me recusei a dar-me por vencida e insisti na leitura, determinada a chegar até o final do primeiro livro, ao menos.
Até que a história não é tão ruim e tem seus pontos altos, devo admitir. O grande trunfo fica por conta de Miles, o amigo de Ever, um gay assumido super alto astral e o personagem mais original da trama. Quanto à mocinha, Ever, é igual a todas as outras: insegura, problemática, órfã (eles sempre são órfãos, não?). O mocinho, Damen, também é igual a todos os outros: lindo, deslumbrante, aparentemente um galinha, mas no final, é um gentleman que faria tudo pela mocinha. Um saco, pra dizer o básico. Não ajudou muito o fato de Ever ser especial, ter poderes e tudo o mais, mas pelo menos foi um diferencial, o que não sei até que ponto foi bom, pois talvez isso dificulte o surgimento de empatia por ela por parte do leitor, que afinal de contas, é uma pessoa comum.  Lá pelo meio do livro, ao menos a autora conseguiu instigar a minha curiosidade de afinal de contas que criatura o Damen era e isso acabou me ajudando a terminá-lo. A decepção ficou por conta do final, quando a ex dele morre de um jeito MUITO forçado.
Apesar disso tudo, li o livro rapidamente, em apenas 2 dias e como adquiri toda a coleção, já iniciei o segundo livro, agora sem muitas expectativas. A linguagem é de fácil compreensão e a leitura flui agradavelmente, mas sinceramente, só recomendo este livro se você realmente não tiver nada melhor pra fazer (ou ler). 
Elaine Velasco é autora da série Limiar, para mais postagens, acesse: elainevelasco.blogspot.com.br

maio 19

Resenha: “A Elite” de Kiera Cass


Sinopse – A Elite – The Selection – Livro 02 – Kiera Cass

A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Só uma se casará com o príncipe Maxon e será coroada princesa de Illéa. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Quando ela está com Maxon, é arrebatada por esse novo romance de tirar o fôlego, e não consegue se imaginar com mais ninguém. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto, dominada pelas memórias da vida que eles planejavam ter juntos.

America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, perdida em sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer — e ela está prestes a perder sua chance de escolher. E justo quando America tem certeza de que fez sua escolha, uma perda devastadora faz com que suas dúvidas retornem. E enquanto ela está se esforçando para decidir seu futuro, rebeldes violentos, determinados a derrubar a monarquia, estão se fortalecendo — e seus planos podem destruir as chances de qualquer final feliz.
Resenha:

A série  A Seleção trata de uma distopia, ocorrida num futuro remoto, onde os Estados Unidos foram destroçados por guerras e crises econômicas intermináveis, e um novo país foi erigido por Gregório Iléa, cujo nome foi adotado também por esse nova nação, que passou a chamar-se Iléa e cuja população encontra-se dividida em castas e onde cada pessoa só pode desenvolver-se profissionalmente e casar-se, constituir família, de acordo com a casta à qual pertence. Para citar algumas, saiba que existe a casta Um, dos mais ricos, a Três, dos professores e escritores, a Cinco dos artistas e a Oito, que é a última, dos serviçais. America pertence à casta Cinco e está apaixonada por Aspen, que pertence à casta Seis quando é selecionada para concorrer ao coração do príncipe Maxon e à coroa de Iléa juntamente com mais 35 candidatas. Ao firmar uma bonita amizade com Maxon, ela sente seu coração ficar dividido entre Aspen e o príncipe, entre ser um pobre membro da casta Seis ou pertencer à casta Um, mas acima disso, ela sente uma ferrenha vontade de mudar o injusto sistema que classifica as pessoas conforme seu nascimento e não conforme suas aptidões, um sistema que não dá oportunidades nem perspectivas de melhora.
Não sei se foi o fato de ter lido A Elite enquanto ainda enfrentava uma forte ressaca literária por causa de Jogos Vorazes – cuja protagonista é uma garota forte, politizada, determinada, que não mede esforços para libertar seu povo – mas o fato é que não gostei do livro. Achei que a autora “se perdeu” enquanto escrevia este livro. America, que no primeiro livro – A Seleção (resenha aqui: http://elainevelasco.blogspot.com.br/2012/09/resenha-selecao-de-kiera-cass.html) – era uma jovem determinada, politizada, lutadora, em A Elite tornou-se uma garota fútil e vazia, preocupada apenas com o próprio umbigo e com o amor do príncipe. Para mim, a autora fugiu completamente da proposta do primeiro livro. O livro não traz surpresa alguma, ela não descobre nada novo com relação aos rebeldes que tentam invadir o palácio nem faz avanço algum em relação a ajudar seu povo a sair do sistema injusto no qual vive. Até mesmo Maxon, antes tão perfeito, revela-se um cafajeste egoísta e mimado. E Aspen, antes importante peça no triângulo amoroso, torna-se apenas um acessório, um “estepe”. Para mim, foi um livro que apenas “encheu lingüiça”, deixando todos os fatos importantes para o livro final, o que é um risco, pois a autora pode acabar deixando tudo muito “corrido”, mal explicado, mal trabalhado. Eu ganhei o primeiro livro da trilogia na edição do Fantasticon do ano passado, das mãos da editora da Seguinte, que lá estava por ocasião de uma palestra e confesso que ele foi uma grata surpresa, o que me levou a adquirir o segundo livro, porém, A Elite, ao menos para mim, deixou a desejar e muito. 
Elaine Velasco é autora da série Limiar e leitora voraz de literatura Young Adult, especialmente quando esses tratam de Literatura Fantástica. Para saber mais sobre ela, acesse: elainevelasco.blogspot.com.br
maio 16

Conto do Fantastiverso – Capítulo 2

Este conto é uma proposta do meu grupo literário Fantastiverso, afim de divulgar nosso trabalho e nossos livros. 

Sinopse: O anjo caído Samael está reunindo um exército composto de criaturas sobrenaturais. Os anjos tentarão impedi-lo. Mas descobrirão que o único sentimento mais forte que a vingança é o amor…
Nesse segundo capítulo, participam Samael (Limiar– Entre o céu e o inferno de minha autoria) e Ariel O Ceifeiro de Al Gomes), para quem não leu o primeiro capítulo, acesse: http://www.aartedeescrever.com/?p=167
Capítulo 2
Empoleirado sobre o teto do Masp, Samael observa a metrópole adormecida. Absorto em pensamentos, nem mesmo a tempestade que assola a cidade parece incomodá-lo. Apenas a chegada de um ser feito de pura energia, que aos poucos toma a forma de um homem com imensas asas é capaz de fazer com que ele mova a cabeça para a direita. Entretanto, ao constatar sua identidade, ele volta à sua apatia e sua posições iniciais, limitando-se a cumprimentar o visitante:
– Olá Ariel.
– Boa noite comandante.
– Não sou mais seu comandante há milênios, Ariel.
– Porém, jamais deixei de respeitá-lo Samael, por tudo que passamos juntos quando liderava o exército dos ceifeiros.
Samael soltou um suspiro entediado.
– Afinal, o que o traz até aqui velho amigo? Sei que não se trata de uma visita cordial.
– Sei o que está planejando Samael, e muitos de nossas hostes também o sabem. Vim pedir para que pare. É loucura, não vai dar certo.
– E que escolha tenho eu Ariel? Se nosso Pai me deu as costas e estou agora preso nessa guerra entre Ele e Lúcifer? Já sofri demais por não tomar partido.
– Sei que não é isso que o motiva. De verdade.
O silêncio imperou entre os dois por longos instantes, até que o antigo comandante o quebrou:
– Quem é você para me julgar Ariel? Bem sei que andas envolvido com aquela humana, aquela cuja alma deveria ceifar…
– Como sabes disso?
– As notícias correm, meu irmão. Toma cuidado.
– Não é o que estás pensando.
– Não? Já vi muitos anjos caírem Ariel, sei bem como tudo começa…
–  Acaso refere-se a Leuviah? Ele já vinha se corrompendo há muito tempo…
– Não fale desse maldito diante de mim! – dizendo isso, o anjo de asas cinzentas pôs-se em pé, punhos cerrados encarando o antigo companheiro.
– Acalme-se Samael, não vim reabrir velhas feridas. Só vim avisar-lhe.
– Pois então, fica também você com um aviso: Se continuares pelo caminho que estás trilhando, logo estarás ao meu lado, lutando contra as legiões de nosso Pai, logo serás mais um anjo caído.
Tomado de assombro pela severidade das palavras emitidas pelo antigo comandante, Ariel enrolou-se em suas asas e transformou-se numa imensa bola de energia que sumiu nos céus tão rapidamente quanto havia surgido.
maio 9

Conto do Fantastiverso

Olá amigos do blog!
Talvez não seja do conhecimento de todos que faço parte do grupo literário Fantastiverso, um grupo composto por 14 autores do gênero de Literatura Fantástica, unidos no intuito de difundir e divulgar esse gênero no Brasil. Para maiores informações, acesse: fantastiverso.blogspot.com.br.

Para 2014, estamos preparando uma antologia com um conto de cada um de nossos autores, afim de divulgar nosso trabalho. O livro será organizado por mim e publicado pela Editora Literata. Com vistas a este trabalho, também estamos escrevendo um “conto bônus”, escrito por 7 dos autores integrantes do grupo, envolvendo nossos 7 livros e seus personagens. É uma forma de divulgar não apenas nosso trabalho, mas também nossas obras e nossa futura antologia. Esse conto bônus será publicado em diversos blogs e sites, inclusive no A Arte de Escrever, semanalmente. Gostou da proposta? Então confere aí o primeiro capítulo dessa história fantástica que traz Samael, um personagem do meu livro Limiar e Diogo e os demais vampiros de seu covil do livro O Punhal da minha querida amiga Jéssica Anitelli.

Capítulo 1
Mesmo antes de abrir a porta, Diogo já podia sentir a enorme força que emanava da criatura atrás dela. Colocou a mão na maçaneta e a girou devagar, sem saber o que o esperava. Deparou-se com um homem alto, esguio, de cabelos negros e olhos azuis que o fitavam com interesse.
– Boa noite. Você deve ser o Diogo.
– Sim, eu mesmo. Desculpe, mas eu te conheço?
Abrindo um meio sorriso, ele se apresentou: – Creio que não. Meu nome é Samael. Quero falar com Augusto.
Se antes Diogo já estava com um péssimo pressentimento, isso apenas se agravou ao ouvir o estranho mencionar o seu nome e o de seu mestre. Eles nunca recebiam visitas, apenas dos humanos que os serviam, mas jamais de outras criaturas sobrenaturais, quanto mais uma daquela magnitude. Diogo não sabia exatamente o que aquele homem era, mas sabia que não era humano, nem vampiro, mas algo muito, muito mais poderoso. Ele que há pouco se acostumara com a existência de vampiros, jamais imaginou encontrar outra espécie ainda mais poderosa que a dele e isso o amedrontava.
– Não vai me convidar para entrar?
Diogo hesitou por um instante, perguntando-se se aquilo era sensato.
– Ora Diogo, se eu quisesse, já teria invadido a casa e destruído todos vocês, você sabe disso. Vim em missão de paz. – dizendo isso, o homem mexeu os ombros e duas enormes asas cinzentas surgiram em suas costas.
Aquela visão deixou Diogo completamente estarrecido.
Um anjo! – pensou consigo – Caraca, agora fudeu!
– Co-co-co-mo sabe o meu nome?
– Eu sei muitas coisas sobre você Diogo, coisas que nem mesmo você sabe. Conheci Henrique, de quem você herdou esses belos olhos verdes e conheci também os planos que ele teceu para você.
– O que?
Foram interrompidos por Samantha, que assomou à porta, querendo saber com quem Diogo conversava. Ao deparar-se com o anjo, pôs-se a analisá-lo por um instante, em seguida abriu um sorriso malicioso e o cumprimentou:
– Samael, há quanto tempo! Veio ver Augusto?
– Sim Samantha, poderia chamá-lo para mim?
– Claro, entre, por favor.
Diogo saiu da frente da porta, dando passagem para o estranho entrar. Agora estava ainda mais intrigado com a presença daquela estranha criatura na casa que ele dividia com outros 16 vampiros.
Quando o anjo chegou ao centro da sala, já estavam reunidos ali todos os companheiros de Diogo, exceto Augusto que agora surgia no alto da escada, precedido por Samantha.
– Samael, que bons ventos o trazem? – saudou o líder do grupo.
– Receio que não sejam bons os ventos que me trazem Augusto. – respondeu o anjo, com um ar pesaroso.
– Tenho ouvido rumores. Veio dizer-me que eles são verdadeiros?
– Receio que sim.
– Venha até meu escritório, lá poderemos conversar em particular.
O anjo atendeu ao convite de Augusto e o acompanhou até a porta que o outro indicava, enquanto 15 pares de olhos curiosos acompanhavam seus passos. Assim que a porta se fechou atrás deles, Diogo virou-se para Samantha e a cobriu de perguntas, que os demais acompanhavam interessados:
– Quem é ele Samantha? Ele é um anjo? Você o conhece? O que ele quer com o Augusto?
– O nome dele é Samael, como você já sabe. Ele é um anjo caído, antigo braço direito de Lúcifer, antes da Grande Queda. Poderia dizer que ele é o nosso “pai”.
– Pai?
– Sim. E quanto ao que ele quer com Augusto, creio que não gostaremos nem um pouco da resposta…
abril 23

Não crie expectativas demais

Já mencionei em uma postagem anterior neste blog, a quantidade de autores iniciantes que tenho conhecido e quantos deles tenho visto desanimar e desistir da carreira de escritor. Se você for perguntar a eles, darão a você mil justificativas: o Brasil não é um país de leitores, não se apoia a Literatura Nacional, o livro é caro, as editoras não divulgam direito e só nos exploram, etc, etc, etc. Tá, isso tudo realmente é verdade, mas não é o verdadeiro motivo que os faz desanimarem e desistirem, isso é o que eles dizem a si mesmos e ao público para convencerem-se a si próprios. A verdade é que, via de regra, a culpa é deles mesmos. E sabe por que? Porque criam expectativas demais.
Muitos acham que seu livro é uma obra-prima repleta de originalidade e que em apenas um mês, mesmo sem apoio, sem revisão ou uma divulgação decentes, ele vai bombar! Que ele se tornará o novo Paulo Coelho ou até mesmo a nova J. K. Rowling. Gente, pensa comigo: Um professor, faz uma faculdade de 4 anos para poder ingressar na carreira, um médico, no mínimo 6 e um advogado, 5. Por que raios algumas pessoas acham que a carreira de escritor se faz em um mês? Por que tantas pessoas se acham “iluminadas” a ponto de explodirem com um livro prodígio?
As coisas não são assim. É preciso pé no chão, ou o que fatalmente acontecerá é que terá seus sonhos destroçados e será mais um a desistir. Volto a insistir: a carreira de escritor demanda tempo, dedicação e esforço, não é algo que acontece instantaneamente.
Alguns me dirão: mas J K Rowling, Stephenie Meyer e E L James estouraram com o primeiro livro! Sim, isso é verdade, mas o mercado internacional é muito diferente do nosso. Lá, os autores iniciantes contam com a ajuda (e o crivo) de um agente literário e com o trabalho de editores sérios e competentes que realmente editam os livros, sugerem mudanças e alterações para que o livro de fato venda. Além disso, só estamos vendo a situação agora que elas já são um sucesso, mas não sabemos tudo pelo que passaram até chegar lá. Garanto que não foi fácil nem instantâneo. O próprio Paulo Coelho – que você pode até não gostar, mas tem que dar o braço a torcer e concordar que o cara é milionário e seus livros já foram traduzidos para diversas línguas – chegou a renegar seu primeiro livro (O Manual Prático do Vampirismo), devido ao fracasso de vendas que ele foi. Seu segundo livro, O Diário de um mago, também não foi um sucesso imediato. Sua primeira edição, feita por uma editora média vendeu muito pouco. Sua carreira só deslanchou quando ele conseguiu uma editora maior, que reeditou o livro. Lembre-se ainda que ele não era um ilustre desconhecido quando iniciou, ele já conhecia muita gente influente devido a anos de parceria com o Raul Seixas. Agora veja bem, você lançou seu livro há 6 meses, é um anônimo que publicou por uma editora pequena e está reclamando por que seu livro não “aconteceu” como você queria?  
Vou falar da minha própria experiência para elucidar o fato: Quando comecei a escrever Limiar, não pensava muito em publicá-lo, era apenas uma terapia recomendada pelo meu psicólogo como auxílio no meu problema de compulsão alimentar. Depois, comecei a sonhar um pouco mais alto e a pensar em publicá-lo para meus alunos, foi nessa fase que decidi ambientá-lo em minha cidade para que eles se identificassem mais com a história. Em seguida, preocupei-me em construir um enredo para quem não estava habituado a ler, principalmente Fantasia. A minha meta era escrever um livro que despertasse em meus alunos o gosto pela leitura e poder discutir com eles as impressões que tiveram sobre a história. Quando uma editora se interessou por Limiar, mal pude acreditar. Fiquei muito feliz com isso e logo comecei a imaginar como divulgaria e trabalharia com meu livro aqui na minha região. Entretanto, logo o livro começou a chamar atenção na internet e nas redes sociais e quando dei por mim, Limiar estava “correndo” o Brasil. Apenas seis meses depois, consegui uma nova Editora que me ofereceu condições melhores para publicar meu segundo livro, o que corroborou meu trabalho de forma muito satisfatória. Resumindo: apenas 10 meses após seu lançamento, Limiar já superou todas as minhas expectativas, tanto, que hoje invisto na carreira de escritora como algo sólido, algo que jamais imaginava fazer há cerca de um ano atrás, quando finalizei minha história. Limiar não é um Best-seller, tampouco uma obra-prima. Porém, ele já me ensinou muita coisa, dentre elas a ter humildade, manter os pés no chão – sem deixar é claro de sonhar – e principalmente a não desistir, nunca.
Para finalizar, quero deixar uma frase que meu pai sempre repete pra mim: Se for pra criar alguma coisa, crie peixe e não expectativa! 




Elaine Velasco é autora da série Limiar, cujo primeiro volume foi publicado pela Editora Dracaena e o segundo volume, intitulado Abismo será lançado ainda neste ano pela Editora Literata.
Para acompanhar mais postagens de Elaine Velasco, acesse: elainevelasco.blogspot.com.br
abril 16

Narração em Primeira e Terceira Pessoa

Tenho percebido que muitas pessoas ainda têm dificuldade em diferenciar uma narração em primeira pessoa de uma narração em terceira pessoa, por isso, decidi escrever esse artigo aqui, afim de tentar lançar um pouco de luz sobre esse assunto e ainda discutir os prós e os contras de cada tipo. Primeiro, vamos à diferenciação entre elas e suas subdivisões:

Narrador


Derivado do latim narro  (dar a conhecer, tornar conhecido). É aquele que transmite a mensagem da narrativa. Quem conta a história.
A narração pode ser feita em primeira ou em terceira pessoa, sendo assim podemos classificar os narradores como narrador em 1ª pessoa e narrador em 3ª pessoa.
Narrador em primeira pessoa
Narrador personagem: além de contar a história em primeira pessoa, faz parte dela, sendo por isso chamado de personagem. É marcado por características subjetivas, opiniões em relação aos fatos ocorridos, sendo assim uma narrativa parcial, já que não se pode enxergar nenhum outro ângulo de visão. A narrativa é dotada de características emocionais daquele que narra. Esse tipo de personagem tem visão limitada dos fatos, de modo que isso pode causar um clima de suspense na narrativa. O leitor vai fazendo suas descobertas ao longo da história junto com a personagem.
NARRADOR PROTAGONISTA: o narrador é a personagem principal da história. Todos os acontecimentos giram em torno de si mesmo, e por isso a narrativa é a mais impregnada de subjetividade. O leitor é induzido a compartilhar dos sentimentos de satisfação ou insatisfação vividos pela personagem, o que dificulta ainda mais a visão geral da história.
NARRADOR COMO TESTEMUNHA: É uma das personagens que vivem a história contada, mas não é a personagem principal. Também registra os acontecimentos sob uma ótica individual, mas como é personagem secundário da trama não há uma sobrecarga de emoções na narração.
Narrador em terceira pessoa
Narrador onisciente: É aquele que sabe de tudo. Há vários tipos de narrador onisciente, mas podemos dizer que são chamados assim porque conhecem todos os aspectos da história e de seus personagens. Pode por exemplo descrever sentimentos e pensamentos das personagens, assim como pode descrever coisas que acontecem em dois locais ao mesmo tempo.
NARRADOR ONISCIENTE NEUTRO: Relata os fatos e descreve as personagens, mas não influencia o leitor com observações ou opiniões a respeito das personagens. Fala somente dos fatos indispensáveis para a boa compreensão da narrativa.
NARRADOR ONISCIENTE SELETIVO: Narra os fatos sempre com a preocupação de relatar opiniões, pensamentos e impressões de uma ou mais personagens, influenciando assim o leitor a se posicionar a favor ou contra eles.
Narrador observador: é o que presencia a história, mas ao contrário do onisciente não tem a visão de tudo, mas apenas de um ângulo. Comporta-se como uma testemunha dos fatos relatados, mas não faz parte de nenhum deles, e a sua única atitude é a de reproduzir as ações que enxerga a partir do seu ângulo de visão. Não participa das ações nem tem conhecimento a respeito da vida, pensamentos, sentimentos ou personalidade das personagens.
Fonte: http://www.infoescola.com/redacao/tipos-de-narrador/
E aí, deu pra entender mais ou menos as diferenças? Bem, isto posto, vamos discutir as vantagens e as desvantagens de cada tipo de narração.
Narração em primeira pessoa: A vantagem ao se usar esse tipo de narração, é que o leitor se sentirá mais “envolvido” com a personagem que narra, por partilhar com ela seus sentimentos, emoções e impressões, portanto, será mais fácil criar uma empatia por ela. Entretanto, daí deriva a primeira desvantagem desse tipo de narração: Se o leitor achar a personagem/narradora odiosa, ele dificilmente irá prosseguir com a leitura, por não concordar com a “visão de mundo” da personagem. Outra desvantagem, é que não se poderá narrar cenas aonde a personagem não esteja presente, tampouco narrar os sentimentos e pensamentos das outras personagens, apenas poderá narrar-se a impressão que a narradora tem acerca desses assuntos.
Narração em terceira pessoa: A vantagem desse tipo de narração é que o autor torna-se mais “livre”, podendo narrar cenas independentes, bem como sentimentos e pensamentos de inúmeras personagens, de modo que, se o leitor não se identificar com o protagonista, ele poderá se envolver com algum personagem secundário ou ainda apenas com situações ocorridas. A desvantagem é que esse tipo de narração torna o leitor mais “distante”, é mais difícil para ele sentir “dentro” da história ou “na pele” do protagonista. 
Certa vez, acompanhei uma palestra com o editor da Tarja, e o questionei sobre esse assunto. Perguntei-lhe, se na opinião dele, era mais fácil trabalhar com a narração em primeira ou em terceira pessoa. Ele me disse que atualmente os escritores tem optado por trabalhar mais com a narração em primeira pessoa, embalados pelo recente sucesso de livros que utilizam esse artifício, entretanto, ele julga que isso é um equívoco, pois a narração em primeira pessoa é muito mais difícil, pois a construção da personagem deve ser feita de forma meticulosa e suas impressões sobre o mundo e as pessoas, muito bem exploradas, algo que um escritor iniciante com certeza terá dificuldade em fazer. Também acompanhei uma entrevista certa vez com Stephenie Meyer, autora da série Crepúsculo e ao ser perguntada se guardava algum arrependimento sobre a série, ela declarou: Arrependo-me apenas de tê-lo escrito em primeira pessoa, pois não pude explorar os sentimentos e pensamentos dos outros persongens como eu queria. 
Meu primeiro livro publicado, Limiar – Entre o céu e o inferno, é narrado em terceira pessoa, pois de fato, julguei esse tipo de narração mais adequado para o que eu queria. Entretanto, no momento, trabalho num outro livro, no qual uso narração em primeira pessoa. Diante de minhas experiências, posso afirmar que cada tipo de narração deve ser utilizado de acordo com o que se pretende atingir, tendo cada uma suas vantagens, desvantagens e regras, cabendo a cada autor saber pesá-las bem.
E você? O que acha?
Para acompanhar mais postagens de Elaine Velasco, acesse: elainevelasco.blogspot.com.br