novembro 27

Experiência

Olá Amigos do blog!

Hoje venho aqui para compartilhar um pouco mais da experiência do Caminho de Santiago Editorial.

Para quem vem acompanhando os últimos posts, estão sabendo que estou a procura de uma boa editora. Confesso que já tive propostas interessantes de editoras de pequeno porte.

 Juro que não tenho nada contra essas editoras — cada um ganha seu pão como lhe aprouver—, mas desta vez, quem me conhece sabe que estou à procura de uma editora com boa distribuição,  com custo zero para publicação e acima de tudo, procuro um editor parceiro.

Publicar é fácil. Qualquer um pode ter seu livro impresso ou convertido em e-book.  Agora ver seu livro bem distribuído nas livrarias é outros quinhentos, ainda mais no Brasil, onde a maioria das editoras valorizam autores internacionais, por razões exaustivamente já discutidas nesse blog.

O fato é que essa espera — para muitos, insuportável — mudou muito minha forma de pensar. Tornou-me mais paciente, presenteou-me com a oportunidade para ler novos livros e acima de tudo, mudou meu gênero literário de escrita — Fiquem tranquilos que ainda continuo com suspense, porém entrando fortemente no gênero de terror —, mas não terror espirra sangue pra todo lado, mas sim, um terror inteligente, dedutivo e carregado de suspense.

O motivo desta mudança foi que percebi que meus leitores ficaram apaixonados com o livro Faces de um Anjo, e nele, diga-se de passagem, havia algumas cenas ensanguentadas.

Tenho aproveitado essa espera de resposta de boas editoras, para trabalhar em dois livros ao mesmo tempo e isso tem me consumido algumas horas de meu já escasso tempo e desfocado a preocupação e ansiedade de resposta por parte das editoras.


A minha grande preocupação, vendo o lado clínico da situação — e isso não consigo cegar esse olhar médico—, é o conflito envolvido nessas “avaliações de originais”, sobre o lado psicológico de cada autor que submete um original para “avaliação”. O tempo e a recusa, pode feri-lo gravemente e as vezes transformar um autor — Dr. Jekill— num Mr. Hide.

Então meu conselho aos autores iniciantes é que enviem seus originais para editoras e esqueçam. Preocupe-se em escrever outros livros e lhes asseguro que quando menos esperaram, seu celular irá tocar ou haverá um e-mail solicitando seu contato para assinar o contrato de publicação. Se isso não acontecer, envie o livro que está escrevendo e assim sucessivamente.

A mensagem de hoje é:

“Não desistam de seus sonhos. E lógico que quanto maior o sonho, mais longo o caminho, porém jamais inatingível.”

Um forte abraço a todos!
novembro 12

A importância da Revisão

Olá Amigos do Blog!
Bem, hoje vamos falar um pouco sobre a importância da revisão gramatical.
Recebo diversas perguntas no e-mail, sobre quando é o momento ideal para fazer a revisão ou se a revisão é por conta da editora.
Cada autor tem uma forma de pensar. Porém, para aqueles que levam a publicação a sério sabemos que o mais importante quando enviamos um original para uma editora, é importantíssimo que seu livro já tenha sido revisado por um profissional do livro. Pense da seguinte forma, quem que nunca encontrou um erro gramatical em um livro? Já tive oportunidade de ver autores serem crucificados por causa da danada da revisão. É ruim, você estar no meio da leitura de um livro e encontrar a “aeromossa”. Isso é de matar e conheço muitos leitores que abandonam a leitura por excesso de erros.
Ah, mas a editora faz a revisão. Com certeza. Uma editora séria que respeite seu nome, jamais irá querer colocar no mercado livros com erros grosseiros. É o mesmo que você ter um açougue e querer vender carne vencida. É certo que seus clientes / leitores irão lhe abandonar.
Concordo que nenhum escritor obrigatoriamente tem que ser um professor Pasquale na língua portuguesa, mas vocês não imaginam as atrocidades gramaticais que já deparei em alguns livros. Porém, no meu caso sei que a culpa não é do autor, e sim do revisor, que avaliou o livro e comeu muitos pastéis  — *pastéis nesse caso se referem a erros que o revisor deixou passar por não ter visto —, só que infelizmente, muitos leitores irão condenar o autor.
Comigo aconteceu algo interessante quando escrevi um de meus livros — mostro a cena, mas não revelo o nome dos personagens kkkkk —, pois um de meus leitores trabalhava na área de revisão gramatical e ele encontrou uma monstruosidade de erros que passaram por duas revisões prévias em uma de minhas publicações.
Para os que me conhecem e sabem que aprendo com o erros, obviamente me aliei ao revisor e desde então tenho encaminhado originais para revisão gramatical dos olhos certeiros do Plácido Rodrigues — e lhes garanto que quando ele correr os olhos neste post escrito em azul, ele irá encontrar uma fartura deles.
Quem tiver um original em mãos e quiser entrar em contato para ser avaliado pelos olhos críticos do Plácido é só entrar em contato.
Coloquei no mesmo post algumas pertinentes que ele achou importante agregar a esse post.

  

Sobre o revisor:

Plácido Rodrigues é formado em Letras pela UnG (Universidade Guarulhos) e pós-graduado pela PUC-SP em Língua Portuguesa, com ênfase na análise de diálogos literários e na representação da oralidade em textos escritos.

 

  1. Quem deve contratar um revisor?

Mesmo um revisor deve submeter seu escrito à revisão, feita por outro profissional. Tentar revisar o que escrevemos pode ser algo que não funcione, pois, naturalmente, as idéias e construções frasais estarão tão enraizadas em nossa mente que os detalhes, como acento, pontuação, concordâncias verbais e nominais, coesão, coerência passarão despercebidos. Claro que o escritor deve reler e aprimorar seu texto quantas vezes julgar necessário, mas ainda assim deve submetê-lo ao crivo de um profissional.

 

  1. Por que contratar uma revisão?

 Um texto bem redigido, com mensagens claras, é o ponto crucial para o sucesso do seu conteúdo e, consequentemente, o sucesso do escritor.

 

  1. Como a revisão é feita?

A revisão é feita tendo como base a norma culta da língua, respeitando o estilo de redigir do escritor, sobretudo em textos literários, que têm um caráter naturalmente estético. Todo o trabalho é feito baseado no NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO da Língua Portuguesa.

A revisão é dividida em duas partes fundamentais.

Ø  PRIMEIRA: Analisa as questões ortográficas, coesão entre os termos, concordâncias, regências verbal e nominal, pontuação, colocação pronominal, acentuação gráfica, uso da crase etc.

Ø  SEGUNDA:  Analisa a coerência textual, repetição de palavras, ambiguidades, trechos truncados, o uso inadequado de vocábulos, dentre outros problemas que tornam a leitura arrastada e dificultosa. Também é feita uma preparação do texto, ou seja, sua estrutura visual: escolha de fontes, espaços entre linhas, dentre outras coisas.

Essas duas partes da revisão são feitas concomitantemente, sempre visando à clareza da mensagem. Automaticamente, o revisor corrige e prepara o texto, sempre respeitando o estilo do autor e o conteúdo da mensagem, buscando sua clareza e valorização do emprego adequado da Língua Portuguesa.

  1. O texto literário

É importante salientar que  o texto literário tem uma função estética, portanto sua revisão tem de levar em conta o que o autor pretendeu com o tipo de linguagem utilizada, e não simplesmente corrigi-la gramaticalmente. Em virtude de os diálogos literários serem uma tentativa de criação dos diálogos reais, haverá neles recursos orais que estão sendo representados pela escrita, como gírias, falta de concordância, repetição de palavras, frase truncadas, mas isso pode ser apenas um recurso estético, que embora se pense que não, enriquecem o texto literário, demarcando o status social das personagens e a época em que se passa o fato narrado no texto. Portanto, se assim o cliente o desejar, tais recursos serão mantidos.

5.      Materiais consultados na revisão.

Um revisor não é uma gramática ambulante. Tampouco domina todas as regras da Língua Portuguesa. Porém, é um profissional que trabalha para deixar clara a mensagem do texto e, para tal, vale-se de seus conhecimentos gramaticais e de recorrentes consultas e pesquisas. A seguir alguns dos materiais que mais consulto:

Ø  Dicionário Prático de Regência Verbal, de Celso Luft

Ø  Dicionário Prático de Regência Nominal, de Celso Luft

Ø  Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP)

Ø  Dicionário Houaiss

Ø  Dicionário Aurélio

Ø  Nova Gramática do Português Contemporâneo, Celso Cunha e Lindley Cintra

Ø  Moderna Gramática Portuguesa, Evanildo Bechara

Ø  Só vírgula, Maria Tereza de Queiroz Piacentini

Ø  Dentre outros materiais.
 

Entre em contato e faça um orçamento sem compromisso.

E-mail: revisorplacido@yahoo.com.br


 
novembro 2

Decepções de um lado, escrita a parte.


Olá Amigos do blog.
Bem, estou de volta trazendo algumas novidades.
Primeiramente anuncio a vocês, que continuo oficialmente – e espero que “momentaneamente”  – sem teto editorial por um tempo indeterminado. 
Isso não quer dizer que vou parar de escrever. Isso só vai acontecer quando eu fechar meus olhos para a eternidade; então, enquanto isso não acontece vocês irão ver muitos livros meus rodando por aí.
Um escritor jamais deixa de escrever. Isso é fato. 
Apesar de todas as turbulências editoriais pelas quais estou passando, em nenhum momento parei de escrever e por incrível que pareça, isso está me fortalecendo. Percebi que meus textos estão mais maduros e principalmente minha forma de escrita mudou por completo. Posso lhe assegurar, que vocês irão se surpreender com minhas próximas publicações.
Hoje passeando pelo facebook, tenho percebido a grande insatisfação de diversos escritores com o mercado editorial brasileiro. De fato, compreendo a dor de cada autor, e é certo que cada um tem a sua cicatriz. Porém não desistam! Continuem a escrever. A publicação será uma consequência, cedo ou tarde.
Neste período de estresse literário, encontrei refugio na amazon.com
Lá vocês irão encontrar algumas publicações de minha autoria no formato kindle e podem perceber, que com toda a adversidade e correria que tenho – trabalho em média 64 horas semanais -, em nenhum momento parei de escrever. Pelo contrário, tenho lido e cada vez mais, e cada dia, tenho aprimorado e aperfeiçoado minha técnica de escrita.
Outra novidade é que sempre fui fã das obras de Dan Brown, porém, nunca escondi de vocês que sempre achei Robert Langdon um personagem plástico. Pelo menos pelo que aprendi nas aulas do MIT de desenvolvimento de personagem, e pelo que podemos perceber nos livros de técnicas; o personagem no início do livro jamais será o mesmo do final do livro. Ele passa por um carrossel de emoções, conflitos, decisões e desastres. Te pergunto, se um dia você for sequestrado, você acha que no dia seguinte e nos dias que se sucederão, você irá agir da mesma forma? É óbvio que não.
O fato é que continuo sendo fã de Dan Brown e acredito que jamais deixarei de sê-lo. Por outro lado tive a oportunidade de ler alguns livros de Stephen King. Ele simplesmente é um gênio e perfeccionista em sua arte de escrever. Confesso que ele ocupou o lugar que Dan Brown outrora ocupava em meu pedestal de autores venerados, ao lado de JJ Benitez – que por sinal tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, ou já se esqueceram das fotos que tirei por aqui com ele?
Acredito que conhecer Stephen King, será meio impossível, mas para este pobre escritor que desde os 14 anos sonhava em conhecer Benitez, o sonho se realizou, e a partir desse dia, comecei a acreditar que nada é impossível.
Agora, aproveito para deixar o link de meu novo livro na versão kindle: O Último Pedido.
Também em especial, gostaria muito de agradecer o escritor e revisor Plácido Rodrigues pelo belíssimo trabalho de revisão gramatical, e principalmente por ele não ter se preocupado apenas com o texto e também com a coerência da estória. Me orgulho em poder trabalhar ao lado de excelentes profissionais.
Detalhe: As capas são de minha autoria. Dá pro gasto não?
Quem se interessar é só clicar nas imagens. 
Um forte abraço a todos!
SINÓPSE:

Durante a viagem de lua de mel, um jovem casal sofre um acidente em um voo para o Rio de Janeiro, caindo em algum lugar do oceano Atlântico. A deriva, com poucos recursos um casal terá que lutar pela sobrevivência.
Vivendo em um ambiente adverso, questões serão colocadas em xeque onde poderão encontrar a resposta para uma nova dimensão do verdadeiro amor.


R$ 2,91

SINÓPSE

Um livro com reflexões sobre a vida, morte, alegrias, tristezas, preconceitos e até mesmo sobre fatos inexplicáveis.
A maior parte dos textos foram premiados em antologias nacionais e internacionais, com excelente aclamação dos mais variados e exigentes leitores.


R$ 2,17

outubro 14

Depressão Literária

Olá amigos do blog!
Bem hoje vou falar um pouco com vocês sobre a depressão literária.
Confesso que nunca imaginei que fosse cair nas garras da famigerada depressão literária, porém, aconteceu, e devido a minha forma de ser – ou seja, de ver o lado bom de tudo, incluindo dos fatos não agradáveis que se manifestam em nossas vidas -, decidi criar esse post.
A princípio, cheguei a acreditar que já havia passado por tudo nessa minha jornada literária, e confesso que algumas pedras no meio de do meu caminho editorial me incomodavam, e isso doía demais, quando alguns de meus leitores me procuravam com a seguinte pergunta “ Hermes, em qual livraria que eu encontro teu livro?”.
Teoricamente eu já sabia a resposta, por ter publicado em algumas editoras com pouca ou quase nenhuma distribuição em livrarias físicas.
Em momento algum quero criticar as editoras com as quais trabalhei, pelo contrário, todas elas me forneceram experiência que agregaram meu conhecimento e claro, boas amizades.
O fato é que vivenciando esse estresse literário, um dia, uma de minhas leitoras me mandou uma mensagem dizendo de certa forma tudo aquilo que já me incomodava. Foi como tirar a “casca” de uma ferida recente…  e essa leitora estava coberta de razão.
Então, decidi de certa forma jogar tudo pro alto — rescisões contratuais — e começar do zero, ou seja, pegar as trouxas e amarrar nas costas, e começar o caminho de Santiago em busca de uma editora comercial.
Nesse momento vocês irão compreender o grande problema da depressão literária.
Imagine você, depois de conquistar um espaço relativamente bom no meio editorial, ter que jogar tudo pro alto. E pior, ver seu livro gradativamente sendo retirado dos poucos sites de venda e tendo que cumprir prazos e sem sequer poder colocar seu livro com seu nome a venda nem que seja no formato e-book, por cláusulas contratuais. Ou seja, ver todo seu trabalho se escoar no ralo da pia do mercado editorial.
Isso deprime. E o pior, ter que começar a enviar novamente os originais para algumas editoras comerciais e cair novamente na longa e eterna espera.
Vale a pena?
Com certeza vale.
Estou seguro de que escolhi o melhor caminho e nem sempre os melhores caminhos são cobertos de flores.
Já tive algumas propostas, porém até agora estão sendo analisadas, mas lhe asseguro que para o escritor que já tem alguns modestos livros publicados isso não é fácil. A boa notícia é que com o tempo você se acostuma e o legal, é que então compreendemos a nos conhecer, nos superar e acrescentamos mais uma página de experiência em nosso curriculum literário.
Aprendi com tudo isso a dominar meu autocontrole, paciência, persistência e a coragem por se aventurar em uma nova jornada.
Quanto a resposta, é simples:
“Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.”

Fernando Pessoa
setembro 15

Primeiros Passos para se escrever um bom livro.

Olá Amigos do Blog!
O primeiro passo para se escrever um bom livro é ler. Não basta apenas ler, tem que ler muito.
Depois sim, pensar na premissa de sua estória e estudar técnicas para fazê-lo com êxito.
Confesso que, em minhas primeiras publicações eu desconhecia as técnicas de escrita e cometi graves erros que foram utilizados em meu eterno processo de aprendizado. — Afinal, temos que aprender com nossos erros.
Me explico:
Muitos daqueles que se aventuram a escrever o primeiro livro, cometem um erro grave. Colocam uma estória no papel sem ter técnica e acabam publicando com facilidade — isso já foi falado aqui no blog anteriormente.
Com isso surgem uma cascata de problemas que vocês irão compreender a seguir:
Um livro escrito sem conhecimento de técnica, irá já de inicio ser recusado por “boas” editoras. Isso irá frustrar o autor, que não irá compreender por que o “Best-seller” que escreveu foi recusado — digo Best-seller, pois todo autor acredita que seu livro é um Best seller — e isso irá deprimi-lo, bem como colocá-lo numa fase de ansiedade aguda. O segundo passo desse autor, será disparar e-mails metralhadoras para todo tipo de editoras, pois a publicação torna-se uma obsessão: “Tenho que publicar meu livro!”.
Infelizmente temos algumas “editoras” que se aproveitam desse momento e propõe parcerias ou que o autor custeie parcial/ integralmente a publicação — geralmente pequenas tiragens e com má distribuição — cuja preocupação é o lucro — isso acontece na quase maioria das editoras. O fato é que o autor terá o livro publicado.
Pronto. Agora temos um livro mal escrito — pelo desconhecimento de técnicas —, um livro publicado por uma editora que não se preocupa com o autor e sim com o lucro, que na maioria das vezes colocam um livro mal feito no mercado — mal revisado, capa ruim, péssimo acabamento, papel qualidade inferior, impressão má qualidade, diagramação e distribuição que ficam a desejar.
Agora junte tudo isso e coloque num coquetel de lançamento. Muitos dos convidados irão ao coquetel em respeito ao autor e a amizade e por isso irão adquirir o livro, o que alimenta falsas expectativas.
Amigos seguidores. Já li livros, com ótimas premissas — diga-se de passagem, capazes de virar um ótimo roteiro de cinema —, porém, sem esboço, sem construção de cena, ou seja, sem uso dos mínimos recursos de técnica de escrita. Isso destrói o livro e junto com o livro, a imagem do autor, da editora e da literatura nacional como um todo.
Tenho diversos amigos escritores que sempre dizem o mesmo. A falta de técnica de escrita prejudica muito o novo autor, que tem muitas vezes o sonho “explorado” e no final se transforma em pesadelo, resultando em um livro que não terá saída, que terá resenhas negativas em blogs literários — e meus amigos, conheço blogueiros inquisidores vorazes,  que devoram livros e não pesam a mão na hora de digitar as resenhas que por sinal são muito bem elaboradas —, que irá deprimir ainda mais o autor.
Então temos: livro mal escrito, mal publicado, mal distribuído, criticado, editora ruim — Ah! Isso também serve para a editora —, escritor deprimido e com impressão negativa pelos leitores, conceito de literatura nacional ruim.
Agora vocês entendem por que o autor internacional tem mais valor por aqui?
Então o que fazer?
Primeiramente não tenha pressa, estude, leia, participe de cursos e oficinas que prezem e ensinem estas técnicas de escrita, para que você um dia, envie um original dentro dos mínimos parâmetros de qualidade.
Existe inúmeros materiais de escrita literária, mas infelizmente poucos em nosso idioma. Quem tem um pouco de conhecimento de inglês irá encontrar uma diversidade incrível de livros técnicos em inglês , e tome cuidado, pois existem muitos cursos de escrita criativa, que prometem o mundo, mas na verdade, são pequenas amostras dos livros em publicação em língua inglesa — pois lá isso não é nenhuma novidade  que são traduzidas e vendidas a preço de ouro em alguns cursos nacionais de escrita criativa.
Também, não quero generalizar, pois existem muitos livros bons, que não recebem a devida atenção por parte da editora, afinal, investir num novo autor sai caro, e a editora que já o fez, mantém esse autor na linha de frente, liderando a lista dos mais vendidos nacionalmente.
O fato é, não tenha pressa. Persista e lute pelo seu sonho, mas não se esqueça que para isso será necessário muito esforço.
Um exemplo que sempre utilizo é o do motorista. Se você não sabe dirigir e entra em um carro pela primeira vez e quer sair por aí; meu amigo… você sabe que isso resultará em uma catástrofe. O mesmo acontece com as primeiras publicações.
 Então estude, aprenda e transforme a escrita em um passeio que você possa levar seu leitor em uma viagem segura, pelo mundo da imaginação.

Um forte abraço a todos!
agosto 14

Quero escrever um livro e agora?

Olá Amigos do Blog!

DEVIDO A PROBLEMAS TÉCNICOS DO BLOGSPOT, A ABA DE PERGUNTAS E RESPOSTAS FOI TRANSFERIDA PARA O FACEBOOK.
UM FORTE ABRAÇO A TODOS!

CLIQUE AQUI PARA POSTAR SUA DÚVIDA!

junho 16

Como escolher um título eficiente para seu livro


Hoje venho falar de uma experiência pessoal que vivi ao publicar meu primeiro livro. Quando escrevi Limiar, estava bem “por fora” do mercado nacional e vinha acompanhando apenas sucessos internacionais tais como Crepúsculo, Fallen e Hush Hush. Devido a isso, quando fui dar um título ao meu livro, julguei que seria interessante escolher um nome impactante, forte, uma palavra pouco usual.
Entretanto, essa minha ideia logo se mostrou falha. Compareci a n palestras onde sempre rolava a pergunta: Mas o que significa “Limiar”? Pois é, quis “enfeitar” tanto que acabei estragando. Pensa comigo: quem vai comprar um livro cujo título nem sabe o que significa?
Alguns me dirão: Bem, se a pessoa não sabe ao menos o que significa Limiar, não vai ler o livro mesmo… Mas isso não é bem real, pois quando escrevi meu livro, pensava justamente naqueles meus alunos que não tem o hábito de ler, que pouco conhecem do universo fantástico. Esmerei-me tanto em escrever um livro bem “didático” para esse público e veja só, pisei na bola justamente no título. Minhas suspeitas vieram a se confirmar na Feira do Livro que aconteceu em minha cidade em novembro do ano passado, quando atuei como organizadora e também como responsável pelo estande da Editora Dracaena. De todos os livros expostos, o que mais chamou a atenção da meninada, levando-as a folhear, ler a sinopse e comprá-lo mesmo sem conhecer a autora ou a editora, foi o livro O Último Beijo. Fiquei curiosa com tal fato e decidi “fazer uma enquete” com as pessoas que apanhavam OUB para analisá-lo. Perguntava, como quem não quer nada: “Por que esse livro chamou sua atenção?”  E a resposta era sempre a mesma: “Por causa do título. Ele é simples, direto, sei exatamente o que esperar deste livro, sei que haverá romance e isso já é o bastante para que eu me interesse por ele.” Quanto ao meu título tão original e elaborado, as pessoas diziam que ele não queria lhes dizer absolutamente nada. Apenas a imagem da capa ajudava, mas mesmo ela não conseguia sugerir que se tratava de um romance.
Nesse mesmo dia, tive a oportunidade de conversar com Carlos Augusto Segato, um escritor experiente e renomado, nascido na mesma cidade que eu, e de quem sou fã desde criança, já tendo lido quase todos os seus títulos. Batemos um papo justamente sobre esse tema e ele me contou que Pedro Bandeira, de quem ele é amigo pessoal, certa vez, mudou o título de um livro diversas vezes até que o mesmo “emplacasse”, pois um título é o mais importante numa história. É ele quem vai chamar a atenção, despertar a curiosidade do público. E cada povo tem uma preferência. Talvez lá fora títulos impactantes funcionem bem, mas aqui no Brasil, ele precisa ser simples, direto e objetivo. Haja visto o exemplo de tantos filmes americanos que ao chegarem aqui recebem títulos totalmente diversos dos originais, tais como My Girl (Minha garota) que aqui foi nomeado Meu primeiro amor ou Sundays at Tiffany’s (Literalmente: Domingo na Tiffany) que aqui chegou como Meu amigo imaginário ou ainda o filme 50 First Dates (literalmente: Cinquenta primeiros encontros) que aqui recebeu o nome de Como se fosse a primeira vez, e por que isso acontece? Será ao acaso? É claro que não. É óbvio que os empresários que trazem esses filmes para o Brasil, sabem muito bem “o que vende” e o que chama a atenção do público brasileiro, por isso fazem tais adaptações, além disso, eles o fazem amparados em amplas e criteriosas pesquisas, além de anos de experiência acumulada.
Mas um pobre autor incauto como eu era pode pensar: Mas a Editora não fará isso? Não, a Editora não fará isso e mais um sem número de coisas que ela deveria fazer. Ao menos não as que trabalham com autores iniciantes, mas isso já é assunto para uma outra postagem, por ora basta que você saiba que não poderá contar com ninguém além de você nesse quesito caro colega, e é por isso que lhe dou este conselho, ao escolher o título de seu livro, seja sucinto, direto e objetivo. Abaixo deixo exemplos muito bem sucedidos de livros que seguiram este padrão:  

 Elaine Velasco é autora da série Limiar, para mais postagens, acesse seu blog: elainevelasco.blogspot.com.br
junho 16

Como escolher um título eficiente para seu livro


Hoje venho falar de uma experiência pessoal que vivi ao publicar meu primeiro livro. Quando escrevi Limiar, estava bem “por fora” do mercado nacional e vinha acompanhando apenas sucessos internacionais tais como Crepúsculo, Fallen e Hush Hush. Devido a isso, quando fui dar um título ao meu livro, julguei que seria interessante escolher um nome impactante, forte, uma palavra pouco usual.
Entretanto, essa minha ideia logo se mostrou falha. Compareci a n palestras onde sempre rolava a pergunta: Mas o que significa “Limiar”? Pois é, quis “enfeitar” tanto que acabei estragando. Pensa comigo: quem vai comprar um livro cujo título nem sabe o que significa?
Alguns me dirão: Bem, se a pessoa não sabe ao menos o que significa Limiar, não vai ler o livro mesmo… Mas isso não é bem real, pois quando escrevi meu livro, pensava justamente naqueles meus alunos que não tem o hábito de ler, que pouco conhecem do universo fantástico. Esmerei-me tanto em escrever um livro bem “didático” para esse público e veja só, pisei na bola justamente no título. Minhas suspeitas vieram a se confirmar na Feira do Livro que aconteceu em minha cidade em novembro do ano passado, quando atuei como organizadora e também como responsável pelo estande da Editora Dracaena. De todos os livros expostos, o que mais chamou a atenção da meninada, levando-as a folhear, ler a sinopse e comprá-lo mesmo sem conhecer a autora ou a editora, foi o livro O Último Beijo. Fiquei curiosa com tal fato e decidi “fazer uma enquete” com as pessoas que apanhavam OUB para analisá-lo. Perguntava, como quem não quer nada: “Por que esse livro chamou sua atenção?”  E a resposta era sempre a mesma: “Por causa do título. Ele é simples, direto, sei exatamente o que esperar deste livro, sei que haverá romance e isso já é o bastante para que eu me interesse por ele.” Quanto ao meu título tão original e elaborado, as pessoas diziam que ele não queria lhes dizer absolutamente nada. Apenas a imagem da capa ajudava, mas mesmo ela não conseguia sugerir que se tratava de um romance.
Nesse mesmo dia, tive a oportunidade de conversar com Carlos Augusto Segato, um escritor experiente e renomado, nascido na mesma cidade que eu, e de quem sou fã desde criança, já tendo lido quase todos os seus títulos. Batemos um papo justamente sobre esse tema e ele me contou que Pedro Bandeira, de quem ele é amigo pessoal, certa vez, mudou o título de um livro diversas vezes até que o mesmo “emplacasse”, pois um título é o mais importante numa história. É ele quem vai chamar a atenção, despertar a curiosidade do público. E cada povo tem uma preferência. Talvez lá fora títulos impactantes funcionem bem, mas aqui no Brasil, ele precisa ser simples, direto e objetivo. Haja visto o exemplo de tantos filmes americanos que ao chegarem aqui recebem títulos totalmente diversos dos originais, tais como My Girl (Minha garota) que aqui foi nomeado Meu primeiro amor ou Sundays at Tiffany’s (Literalmente: Domingo na Tiffany) que aqui chegou como Meu amigo imaginário ou ainda o filme 50 First Dates (literalmente: Cinquenta primeiros encontros) que aqui recebeu o nome de Como se fosse a primeira vez, e por que isso acontece? Será ao acaso? É claro que não. É óbvio que os empresários que trazem esses filmes para o Brasil, sabem muito bem “o que vende” e o que chama a atenção do público brasileiro, por isso fazem tais adaptações, além disso, eles o fazem amparados em amplas e criteriosas pesquisas, além de anos de experiência acumulada.
Mas um pobre autor incauto como eu era pode pensar: Mas a Editora não fará isso? Não, a Editora não fará isso e mais um sem número de coisas que ela deveria fazer. Ao menos não as que trabalham com autores iniciantes, mas isso já é assunto para uma outra postagem, por ora basta que você saiba que não poderá contar com ninguém além de você nesse quesito caro colega, e é por isso que lhe dou este conselho, ao escolher o título de seu livro, seja sucinto, direto e objetivo. Abaixo deixo exemplos muito bem sucedidos de livros que seguiram este padrão:  

 Elaine Velasco é autora da série Limiar, para mais postagens, acesse seu blog: elainevelasco.blogspot.com.br
maio 28

Frases que você NUNCA deve dizer a um escritor:


Sei que talvez me achem rabugenta ou mesmo indelicada por abordar esse assunto, mas após ouvir pelo milionésima vez uma dessas perguntas, decidi fazer uma “enquete” com meus colegas escritores e listar aqui as 5 citações mais chatas e inoportunas que já ouvimos e não foi surpresa constatar que todas elas coincidiam. Escrevo isso aqui, na esperança de que se um dia cruzar com um de vocês queridos amigos que acompanham o blog, eu não seja obrigada a ouvir nenhuma dessas pérolas…
1 – “Eu não li o seu livro, mas…” ou “Eu não li seu livro porque…” – A verdade é que você não leu porque não ficou a fim – e isso aliás, é um direito seu, ninguém é obrigado a gostar ou interessar-se por algo. Só que você não vai dizer isso, vai inventar desculpas esfarrapadas. Portanto, melhor e mais educado não tocar no assunto.
2 – “Eu também sonho em escrever um livro, falando sobre a minha vida…” – Sinto destroçar seus sonhos, mas se você não é o Neymar, nem uma garota de programa ou algo que o valha, dificilmente esse seu sonho se tornará realidade… Ninguém se interessa pela vida de uma pessoa comum, não importa o quanto você se julgue incomum, se você não é milionário nem famoso, para os demais habitantes do planeta Terra você é tão somente mais um ilustre desconhecido.
3 – Tenho uma ideia legal, por que você não escreve um livro sobre isso? – Na verdade, nós escritores não escrevemos mais não porque não temos ideias o suficiente, mas porque, via de regra, não temos tempo suficiente. Acredite, já sofremos o suficiente com nossas próprias ideias não colocadas no papel para precisar de outras mais.
4 – Eu escrevi um texto/livro, você poderia ler e me dizer o que achou? – Na maioria das vezes, nós escritores, além de escrever, ainda temos que ralar num outro emprego de 40 horas semanais, cuidar da família, da casa e de tantos outros afazeres, portanto, sem querer magoá-lo, muito provavelmente, não teremos tempo para analisar seu manuscrito, melhor enviá-lo para um agente, um consultou ou editor, que além de tudo, são mais gabaritados que nós escritores para darem um parecer sobre seu texto.
5 – Você escreveu sozinho? – Quando ouço isso, tenho vontade de responder: “Claro que não, paguei um ghost writer para fazê-lo, afinal, sou tããão rica!!!” Ou então: – “Ah não, na verdade, eu tive ajuda do “além” para isso.”  
Elaine Velasco é autora da série Limiar, para mais informações e postagens, acesse: elainevelasco.blogspot.com.br
maio 28

Frases que você NUNCA deve dizer a um escritor:


Sei que talvez me achem rabugenta ou mesmo indelicada por abordar esse assunto, mas após ouvir pelo milionésima vez uma dessas perguntas, decidi fazer uma “enquete” com meus colegas escritores e listar aqui as 5 citações mais chatas e inoportunas que já ouvimos e não foi surpresa constatar que todas elas coincidiam. Escrevo isso aqui, na esperança de que se um dia cruzar com um de vocês queridos amigos que acompanham o blog, eu não seja obrigada a ouvir nenhuma dessas pérolas…
1 – “Eu não li o seu livro, mas…” ou “Eu não li seu livro porque…” – A verdade é que você não leu porque não ficou a fim – e isso aliás, é um direito seu, ninguém é obrigado a gostar ou interessar-se por algo. Só que você não vai dizer isso, vai inventar desculpas esfarrapadas. Portanto, melhor e mais educado não tocar no assunto.
2 – “Eu também sonho em escrever um livro, falando sobre a minha vida…” – Sinto destroçar seus sonhos, mas se você não é o Neymar, nem uma garota de programa ou algo que o valha, dificilmente esse seu sonho se tornará realidade… Ninguém se interessa pela vida de uma pessoa comum, não importa o quanto você se julgue incomum, se você não é milionário nem famoso, para os demais habitantes do planeta Terra você é tão somente mais um ilustre desconhecido.
3 – Tenho uma ideia legal, por que você não escreve um livro sobre isso? – Na verdade, nós escritores não escrevemos mais não porque não temos ideias o suficiente, mas porque, via de regra, não temos tempo suficiente. Acredite, já sofremos o suficiente com nossas próprias ideias não colocadas no papel para precisar de outras mais.
4 – Eu escrevi um texto/livro, você poderia ler e me dizer o que achou? – Na maioria das vezes, nós escritores, além de escrever, ainda temos que ralar num outro emprego de 40 horas semanais, cuidar da família, da casa e de tantos outros afazeres, portanto, sem querer magoá-lo, muito provavelmente, não teremos tempo para analisar seu manuscrito, melhor enviá-lo para um agente, um consultou ou editor, que além de tudo, são mais gabaritados que nós escritores para darem um parecer sobre seu texto.
5 – Você escreveu sozinho? – Quando ouço isso, tenho vontade de responder: “Claro que não, paguei um ghost writer para fazê-lo, afinal, sou tããão rica!!!” Ou então: – “Ah não, na verdade, eu tive ajuda do “além” para isso.”  
Elaine Velasco é autora da série Limiar, para mais informações e postagens, acesse: elainevelasco.blogspot.com.br