maio 16

Conto do Fantastiverso – Capítulo 2

Este conto é uma proposta do meu grupo literário Fantastiverso, afim de divulgar nosso trabalho e nossos livros. 

Sinopse: O anjo caído Samael está reunindo um exército composto de criaturas sobrenaturais. Os anjos tentarão impedi-lo. Mas descobrirão que o único sentimento mais forte que a vingança é o amor…
Nesse segundo capítulo, participam Samael (Limiar– Entre o céu e o inferno de minha autoria) e Ariel O Ceifeiro de Al Gomes), para quem não leu o primeiro capítulo, acesse: http://www.aartedeescrever.com/?p=167
Capítulo 2
Empoleirado sobre o teto do Masp, Samael observa a metrópole adormecida. Absorto em pensamentos, nem mesmo a tempestade que assola a cidade parece incomodá-lo. Apenas a chegada de um ser feito de pura energia, que aos poucos toma a forma de um homem com imensas asas é capaz de fazer com que ele mova a cabeça para a direita. Entretanto, ao constatar sua identidade, ele volta à sua apatia e sua posições iniciais, limitando-se a cumprimentar o visitante:
– Olá Ariel.
– Boa noite comandante.
– Não sou mais seu comandante há milênios, Ariel.
– Porém, jamais deixei de respeitá-lo Samael, por tudo que passamos juntos quando liderava o exército dos ceifeiros.
Samael soltou um suspiro entediado.
– Afinal, o que o traz até aqui velho amigo? Sei que não se trata de uma visita cordial.
– Sei o que está planejando Samael, e muitos de nossas hostes também o sabem. Vim pedir para que pare. É loucura, não vai dar certo.
– E que escolha tenho eu Ariel? Se nosso Pai me deu as costas e estou agora preso nessa guerra entre Ele e Lúcifer? Já sofri demais por não tomar partido.
– Sei que não é isso que o motiva. De verdade.
O silêncio imperou entre os dois por longos instantes, até que o antigo comandante o quebrou:
– Quem é você para me julgar Ariel? Bem sei que andas envolvido com aquela humana, aquela cuja alma deveria ceifar…
– Como sabes disso?
– As notícias correm, meu irmão. Toma cuidado.
– Não é o que estás pensando.
– Não? Já vi muitos anjos caírem Ariel, sei bem como tudo começa…
–  Acaso refere-se a Leuviah? Ele já vinha se corrompendo há muito tempo…
– Não fale desse maldito diante de mim! – dizendo isso, o anjo de asas cinzentas pôs-se em pé, punhos cerrados encarando o antigo companheiro.
– Acalme-se Samael, não vim reabrir velhas feridas. Só vim avisar-lhe.
– Pois então, fica também você com um aviso: Se continuares pelo caminho que estás trilhando, logo estarás ao meu lado, lutando contra as legiões de nosso Pai, logo serás mais um anjo caído.
Tomado de assombro pela severidade das palavras emitidas pelo antigo comandante, Ariel enrolou-se em suas asas e transformou-se numa imensa bola de energia que sumiu nos céus tão rapidamente quanto havia surgido.
março 2

Resenha O Ceifeiro


Olá amigos do blog!

Hoje trago para vocês mais uma nova resenha.
Dizem que o maior chamariz para a leitura de um livro é a capa e posso lhes afirmar que isso é verdade. Quando vi a capa do livro O Ceifeiro ─ criada pelo César Oliveira ─, realmente fiquei com aquela vontade gostosa de saborear o livro, automaticamente entrando o livro para minha humilde lista de leitura. A capa é muito convidativa e transmite mistério e religiosidade principalmente pelo anjo estar com as mãos em prece, por trás de um cenário de uma grande cidade.  Também tive a oportunidade de conhecer pessoalmente o autor Al Gomes no evento literário em Itapeva – SP ─ minha cidade natal ─, e posso lhes assegurar que o autor carrega como marca pessoal a timidez e isso dá um tempero especial a obra. Então vamos lá!

Autor: Al Gomes
Gênero: Ficção
ISBN: 9788582180150
Nº de páginas: 216
Dimensão: 14×21
Editora: Dracaena
Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/221066

Sinópse:
Acordar nos braços de um anjo seria a última coisa que Duda Vasques teria pensado quando tentou se suicidar. No entanto, foi exatamente isso que aconteceu.
O anjo Ariel, que se apresenta como sendo o seu suposto Ceifeiro – após recuperar sua memória – a leva através de uma jornada por lugares do além-vida como a Geena e o Hades.
Porém, quando a alma de Duda desaparece misteriosamente antes que cheguem a Cidade dos Suicidas, Ariel terá que correr contra o tempo para encontrá-la antes que Seth, seu General Celeste, descubra que ele perdeu a conexão com aquela cuja alma ele deveria ceifar.
Enquanto isso, refém de entidades sombrias que se alimentam da energia produzida por seus sonhos, a alma de Duda ameaça cruzar a frágil linha que separa os sonhos da realidade.
Conseguirá ela escapar e voltar para o seu corpo físico? 

Ou sua consciência se perderá para sempre no Mundo dos Sonhos?
Um lugar onde realidade e fantasia se misturam e nada é o que parece ser.

Resenha

Primeiramente, o Ceifeiro é um livro para ser lido com a mente aberta, deixando de lado todos nossos estigmas referentes a religiosidade. É por isso que o livro é classificado no gênero de ficção e dentro da literatura fantástica.
Nossa protagonista, chama-se Duda Vasques, uma modelo que trabalha na agência Beauty Models  do namorado Gabriel, entrando em uma fase não muito boa da carreira, pois sofre de anorexia nervosa. Apesar de alertada pela mãe e pelo namorado – diversas vezes -, chega um momento em que o namoro entra em crise e ela sutilmente é convidada a afastar-se da agência.
Então vocês podem imaginar o resultado da seguinte fórmula: modelo + anorexia nervosa + demissão.
Examente… O resultado é uma terrível depressão seguida da tentativa de suicídio, o que coloca Duda Vasques em coma por um longo período.
Bem, é nesse ponto que o livro começa.
Duda acorda em outro mundo, aos cuidados de seu Ceifador, o Anjo Ariel, que se apaixona por ela, porém não pode tocá-la, ao menos que fosse permitido através de um julgamento em um tribunal de anjos, porém, raríssimas vezes os julgamentos foram a favor do romance entre anjos e humanos.  Caso ocorresse o romance sem a permissão, Ariel se tornaria um anjo caído, o seja, seria abolido pelo céu e pelo inferno.
Em vários momentos o livro me lembrou uma mistura do filme Cidades dos Anjos com o livro a Divina Comédia de Dante Alighieri, porém de forma bem resumida, com algumas citações religiosas no meio da obra ─ por isso minha menção inicial no início da obra para ler o livro com a mente aberta ─, que acrescem muito o plot da história.
Quanto ao final… bem, não posso contar se não vira spoiler. Porém, confesso que não foi o que eu esperava ─ talvez pela religiosidade envolvida e meu gosto pessoal─, mas posso lhe assegurar que muitos leitores irão amar.
Um livro simples, com uma escrita fluída e cativante. Al Gomes nos mostra mais uma vez que temos uma safra especial de autores nacionais a caminho capazes de nos surpreender e nos conduzir a uma viagem ─ ainda que curta ─ ao “inferno”, “purgatório” e “paraíso”.
Um livro de ótima qualidade editorial, boa diagramação e boa revisão.
Recomendo a todos que curtem o gênero.

Sobre o Autor

 
Al Gomes é natural de Alagoas, tem 37 anos e é formado em magistério. Em 1997 mudou-se para São Paulo onde vive e trabalha como Suporte Técnico há dez anos. Adora ouvir música, preferencialmente da década de 80 e 90, ler e escrever, sempre acompanhado de uma boa xícara de café. Seu primeiro livro, O Ceifeiro, é um romance sobrenatural voltado para jovens e adultos.