Categoria: ação

População 436

População 436

 

Olá amigos do site A Arte de Escrever!

Não podia deixar de registrar minha impressão sobre este filme que assisti no Netflix.

Bem, para quem gosta de escrever, posso assegurar que o final é surpreendente e cheio de reviravoltas; então vamos a história.

Em uma pequena cidade dos EUA, chamada Rockwell Falls, um agente do censo (semelhante ao nosso IBGE), Steve Kady interpretado por Jeremy Sisto, vai até a cidade para investigar sobre a razão pela qual a pequena cidade, há décadas vêm mantendo a população com o número exato de 436 habitantes. Uma questão pertinente, de um número que não oscila no decorrer dos anos.

 Algo está errado nesta história e para descobrir esse problema, nada melhor do que uma investigação a pedido do censo americano.

Dizem que num bom roteiro, os primeiros 5 minutos de projeção tem que prender o leitor e acredito que neste filme, menos de dois minutos foram suficientes, pois o filme começa num ritmo contagiante, com um cidadão tentando fugir de Rockwell Falls, em meio à uma perseguição frenética pela polícia, ao mesmo tempo em que uma cidadã, entra em trabalho de parto. O que acontece? Óbvio (mas não subestime o filme). O “fugitivo” sofre um acidente e morre no exato momento em que a criança nasce, mantendo o equilíbrio de 436 habitantes.

Uma mistura moderada de religiosidade, associado a um médico doido adepto da lobotomia (confesso que essa parte me chamou a atenção pois é a segunda vez que vejo essa concepção instigante de “alguns roteiristas” onde a verdadeira e feliz família americana é lobotomizada). Sim, isso me chamou a atenção.

Em todo filme ou livro, gosto de dar uma atenção especial ao início e o final. Sabemos que temos finais positivos, negativos e neutros. Nessa história,  vou deixar para que você descubra qual deles se encaixa na trama — deixem nos comentários abaixo, que terei imensa satisfação em respondê-los.

Espero que vocês se surpreendam com a história. Vale a pena conferir.

Forte abraço!

O Atirador

Olá amigos do si te a arte de escrever.

Na última semana, o site foi alvo de um Hacker, e a postagem da série O Atirador foi retirada do ar e colocado no lugar uma mensagem deixada pelo invasor.

A segurança do site foi atualizada e novos recursos foram instalados, porém, nada é perfeito, então caso vocês se deparem com fato semelhante desconsiderem. 

De qualquer forma, consegui recuperar a postagem da série e a coloco novamente no ar…

Hoje trago a resenha de uma série que está no Netflix, chamada O Atirador – Shooter.

Bem, na verdade em meio a um oceano de séries, eu confesso que não tinha dado muita atenção a ela, se não fosse por recomendação de um colega de trabalho. “Hermes, assista a série o atirador. Você vai adorar!”. Foram exatamente estas palavras que me fizeram interromper minha jornada em meio ao Supernatural – temporada 6 -, e iniciar a primeira temporada da série “O Atirador”.

A boa notícia é que está no ar a primeira temporada, com seus 10 episódios (até a presente data desta resenha, e parou por aí, é claro que com espaço para continuação a critério do roteirista).
Bem, haja folego. Na verdade, quando li a sinopse da série, não criei muitas expectativas, pois em minha concepção como pode se mesclar ação com um protagonista atirador de elite, que teoricamente procura o melhor lugar e fica ali parado, escolhendo os alvos. Doce engano.

Considero uma excelente série de suspense e ação.

Tudo começa quando nosso protagonista Bob Lee Swagger, ou Bob Lee, um atirador de elite da marinha americana, vive sua vida pacata e tranquila, quando ele recebe a visita de um velho comandante, que lutou com ele no oriente médio, relatando a existência de uma conspiração contra o presidente dos EUA, onde um suposto atirador irá tentar matar o presidente durante um discurso a céu aberto, e nada melhor do Bob Lee, para poder calcular e tentar localizar o ponto para o tiro perfeito, prevenindo assim um atentado.

Bem, Bob Lee é um gênio, e a serviço da pátria, segue para as análises dos pontos para se abrigar um atirador que conspira contra os EUA.

O que era um plano de proteção, ao decorrer da história descobre-se que houve uma armação, e quem morre é uma importante figura política que estava ao lado do presidente dos EUA, e adivinha quem é culpado por tentar matar o presidente dos EUA?

O próprio Bob Lee.

A frase que me chamou a atenção foi quando a esposa que sabia que não era o marido que havia disparado o tiro. “Se fosse Bob Lee o assassino, o presidente estaria morto. Ele nunca erra.”

 A partir daí a trama pega velocidade e você fica na expectativa para descobrir o final.

Uma história empolgante, porém, após estudar alguns livros de roteiro, onde as tramas se repetem, ou ressuscitam de velhas histórias, acabei lembrando um pouco do filme Comando para Matar, interpretado por Arnold Schwarzenegger, em especial o início e a parte final da história.

Bob Lee é interpretado pelo ator Ryan Phillippe, (o mesmo do filme Eu sei o que vocês fizeram no verão passado).

Vale a pena conferir, apesar da trama conter alguns clichês de roteiro, não deixa de ser empolgante.

Confiram o trailer clicando aqui.

Entrevista com o autor Paulo Henrique G. Gontivo

“…acho maravilhoso na literatura é que você não precisa ter um tema estrondoso para chamar a atenção, mas sim  descrever estrondosamente um tema…”
Paulo Henrique Gomes Gontijo
Olá Amigos do Blog!
Hoje trago para vocês uma entrevista com o escritor Paulo Henrique Gomes Gontijo, autor do livro O Olhar dos Inocentes que de forma independente produziu seu livro. –Para quem não viu confira a resenha clicando aqui.
Confesso que foi uma leitura prazerosa e envolvente, portanto super recomendada.
Para quem não sabe, Paulo Henrique Gomes Gontijo (ou Paulo H. G.Gontijo) nasceu em Divinópolis/MG em 04/05/1971. Filho de comerciantes, é o mais novo de oito irmãos. Graduou-se em Direito, mas é na literatura que encontra sua identidade. “O olhar dos inocentes” é sua primeira publicação.
Um forte abraço a todos!
01)  Fale um pouco sobre quem é Paulo Henrique Gomes Gontijo.
Sou Divinopolitano, nasci em 04/05/1971, tenho formação em Direito e sou comerciante meio que por osmose pois meu pai  era comerciante, assim como minha mãe também  já teve uma  loja de tecidos.  Amo a família e a literatura.
02) Explique aos seguidores do blog como surgiu a sua vontade de escrever e o desejo de se tornar um escritor.
A vontade de ser escritor começou logo na minha infância., pois eu comecei a ler aos 10 anos.  Eu ficava fascinado com o poder que o livro tinha de me fazer viajar, emocionar e chorar mesmo estando dentro da minha casa. Era muito intenso. E pensava: que poder é este? E a cada livro que eu lia, eu me enchia de admiração pelo escritor, pela capacidade que ele tinha de, com suas palavras, evocar sentimentos tão arrebatadores no meu emocional.  Daí surgiu gradativamente a vontade de querer realizar nas pessoas o mesmo feito,  provocar nelas  o mesmo sentimento de viagem emocional que eu sentia desde lá na minha infância.
03)  Como se dá seu processo de escrita – desde as ideias até a concepção final do livro.
Eu acho que quem ama literatura isso se torna meio que instintivo. Um acontecimento mais banal do dia-a-dia dispara um turbilhão de idéias.  Lembro-me que durante as minhas aulas de direito penal na faculdade, a minha mente não parava de supor as mais inusitadas situações enquanto o professor explicava os diferentes tipos penais. E eu pensava: isso daria uma ótima estória. E o que eu acho maravilhoso na literatura é que você não precisa ter um tema estrondoso para chamar a atenção, mas sim  descrever estrondosamente um tema que, muitas vezes, é  convencional. A morte de Ivan Ilitch de Tolstói,  é um destes exemplos. O autor  descreve neste livro a morte do personagem— um tema relativamente corriqueiro —de uma forma tão estupenda que faz o corpo da gente estremecer de emoção.
04)  Vi que o livro O Olhar dos Inocentes, foi uma produção independente. Esclareça aos leitores do blog como se dá esse processo e o custo-benefício.
No meu caso especificamente, eu tinha engavetado há tantos anos este sonho, que, já estando com meus quarenta anos, não pensei duas vezes em pegar uma parte das minhas economias e publicar o meu livro. Sabemos que não é barato. Mas foi o preço de ver o meu sonho realizado o mais depressa possível, ao invés de arriscar numa eterna demora, ou mesmo , nunca vê-lo publicado,  enquanto eu ficasse à espera de que alguma editora se interessasse em editá-lo. Mas o processo em si é simples. Escrever, contratar um revisor, que no meu caso, ele elaborou também a capa, ajudou-me no título,  e arrumar uma gráfica que tenha um trabalho bacana.
05)  Em seu livro envolve gênero ação- policial, associado à um grande drama vivido pela protagonista Maria Clara. De onde surgiu a ideia para desenhar a protagonista.
Sempre gostei de livros cujos temas são dramas psicológicos dos personagens. Acho que é justamente isto que enriquece a estória;  é quando o leitor vivencia os conflitos internos do personagem diante de uma determinada situação e sua condição emocional  que está por trás de suas atitudes. Crime e Castigo, de Dostoiévski, é um exemplo clássico deste gênero.
06)  Quais são as maiores dificuldades que você encontrou para editar esse livro.
Uma vez já estando com o dinheiro em mãos, que, sem demagogia,  todos sabem, sem ele a gente não faz nada— em termos financeiros, obviamente— a  minha maior dificuldade  foi vencer  o medo. Medo da exposição, medo da repercussão, medo de perder o dinheiro investido, enfim… Mas eu o venci. Assim como todos nós temos que procurar vencer as dificuldades para atingir nossos objetivos. Sejam elas  o medo, a falta de dinheiro, a falta de incentivo ou tudo isso junto.  Temos que arrumar um jeito de vencer.
07)  Você poderia nos falar um pouco sobre seus novos projetos?
Tenho vários escritos, todos no meu computador. Um deles,  um livro já totalmente pronto ,  está na fase de negociação com uma editora.  Este segue o mesmo gênero de O olhar dos inocentes. Trata-se de um suspense policial.
08)  Percebi que você tem um dom em prender a atenção do leitor, fato esse que encontramos nas obras Best Sellers. Quais são os comentários que você tem recebido a respeito do Olhar dos Inocentes.
Acredito que a gente escreve aquilo que mais nos chama a atenção. Creio também que a grande massa de pessoas é atraída por estórias instigantes, que faça aflorar emoções. Sou fã de Sidney Sheldon, Agatha Christie,  Allan Poe , Rubem Fonseca , entre outros mestres. E as pessoas têm me dito exatamente isto:  que ficaram presas com a minha estória, que não conseguiram largar o meu livro. Um amigo disse-me que chorou em determinada parte dele. E pra mim, escutar isso é muito, mas muito gratificante. Sinto-me como se fosse uma criança que ganha um presente há muito esperado.
09)  De onde surgiu a ideia do titulo de seu livro?
O  livro, pra mim, tem a obrigação de nos fazer crescer;  a estória, por mais que ela seja trágica e violenta, tem que nos trazer uma lição. Isto é a literatura. E a estória de O olhar dos inocentes é tudo isso: trágica,  violenta e dramática. Mas apesar de todas as agruras pelas quais a protagonista passa, ela consegue encontrar, em meio a tudo isso,  o seu mar de águas tranqüilas, no olhar de uma inocente.
10)  Como foi a elaboração, a construção da estória do livro?
O olhar dos inocentes era pra ser um conto. A minha idéia era lançar um livro de várias estórias policiais e eu já havia escrito exatamente sete.  Mas quando mandei  os meus originais para o revisor, ele me disse: —Você ficou maluco? Cada estória dessas é um livro! — Decepcionei-me por um lado, mas animei-me por outro. A partir do momento em que fui convencido de que  cada “conto” meu era um livro, fui descobrindo que estava deixando de lado muitos detalhes importantes na estória a fim de enquadrá-la forçosamente  em conto. O resultado,  depois disso, achei muito melhor e constatei que se deixasse de pormenorizar a minha estória, ela iria ficar muito, digamos,  deficitária.
11)  Agradeço pela e entrevista e gostaria que deixasse uma mensagem aos seguidores do blog A Arte de Escrever?
Eu é que agradeço pela entrevista. Você não sabe o quanto estou honrado por poder estar aqui, falando sobre a minha obra, fruto de um sonho tão sonhado. Sinto que como escritor, vou ser eternamente aquele menino que ficava horas e horas, viajando nas estórias, querendo sempre que todas as pessoas entendam e compartilhem comigo este prazer imensurável que é o amor pela leitura. Quanto aos seguidores do blog, tenho a dizer o seguinte: Tenham, em tudo o que forem fazer na vida, a mesma emoção que eu descrevi quando eu viajava e ainda viajo pelas minhas estórias.  Emocione-se, sorria, chore, lute, vença todas as dificuldades. Escreva o seu livro. Publique-o. Ou guarde-o.  Consiga tudo o que for necessário para tornar possível  os seus sonhos. Trabalhe no que ame;  passe a amar o que tiver que fazer.  Um abraço a todos.

Resenha: O Olhar dos Inocentes

Olá amigos do Blog!
Bem, após as festividades do carnaval, estamos de volta trazendo novidades.
Enquanto muitos estavam sambando, eu preferi me recolher em meu escritório e folhear as páginas de um livro. Confesso que valeu a pena e fiquei pasmo ao ver que nossos talentosos escritores nacionais estão cada vez mais nos surpreendendo.

A resenha de hoje é referente ao livro “O Olhar dos Inocentes”, uma produção independente do advogado e autor mineiro: Paulo Henrique Gomes Gontijo, que é natural de Divinópolis –MG. Detalhe, meu livro foi autografado pelo autor – não fiquem com inveja…rs
Em meu ponto de vista, achei o livro fantástico e surpreendente além de conter uma trama emocional muito bem conectada prendendo desta forma o interesse do leitor até à última página. Acredito que para ser escritor, tem que ter esse dom, e o Paulo Henrique conseguiu mostrar brilhantemente que é capaz de realizar tal tarefa facilmente.
O livro O Olhar dos Inocentes, narra a estória da protagonista Maria Clara, casada com Jorge e mãe de 3 filhos que guarda um Graaaaaaannnnnndddddddeeee, mas grrrraaaaaaaaaannnnnnde segredo.
A maior parte da trama se passa na cidade de Divinópolis, porém, em alguns momentos parte dela acontece em Belo Horizonte.
A trama se inicia com Maria Clara a protagonista, dentro da prisão recebendo a visita do marido Jorge que reluta a compreender o porque a esposa foi presa. Então ela começa a contar a verdadeira história de vida.
A princípio achei algumas atitudes da protagonista estranhas, tipo vir para Belo Horizonte, ir a um shopping Center, seduzir um homem  dando um nome falso e na hora de marcar o local para consumar a traição, ela simplesmente desaparece deixando o parceiro na expectativa eterna.
Para agonizar ainda mais o questionamentos do leitor, após tal atitude ela chega na casa da mãe que mora em Belo Horizonte, tranca-se no chuveiro e desesperadamente começa a lavar com muito sabão as partes intimas num banho quase que eterno e depois vem as compulsões de choro.
Você vai ficando na expectativa e se questionando?  Porque ela foi presa? Por que ela faz isso se ela é bem casada? Será que ela é doida? Esquizofrênica?
Para piorar a vida conjugal de Maria Clara não vai muito bem, principalmente no lado sexual.
O marido Jorge não é nem um vilão não, pelo contrario, é uma pessoa que a respeita de forma incondicional e ela se esquiva até de Petrônio que foi um ex-namorado que não se conforma por ela ter casado com Jorge e ainda 25 anos depois, continua com as investidas. Para aumentar ainda seu martírio durante a leitura, você descobrirá que ela guarda um pequeno pedaço de papel, que toda vez que ela abre o armário e retira de um local secreto o pequeno papel ela cai em prantos convulsivos.
Felizmente o autor nos presenteia no meio da trama com parte da solução do enigma, mas a grande surpresa vem mesmo é no final. Diga-se de passagem, uma surpresa atrás da outra.
O livro é ótimo, portanto recomendadíssimo! Fez valer com menção honrosa as horas de leitura.  Outro fator que achei interessante é que por o autor ser advogado as partes técnicas e legais pertinentes a estória são transmitidas com muita veracidade.
Esse é mais um livro que vem provar que nós temos excelentes escritores nacionais capazes de nos prender a suas estórias e nos surpreender cada vez mais.
Em breve terá entrevista com o autor aqui no blog. Se alguém quiser fazer alguma pergunta pode enviar para meu email: hmsfenix@gmail.com
Um forte abraço a todos!
Titulo: O Olhar dos Inocentes
Autor: Paulo Henrique Gomes Gontijo
ISBN 97885912071-0-7
Produção Independente

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