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resenha: Origem – Autor Dan Brown

Olá amigos do site a arte de escrever. Após um período de ausência, venho trazer a vocês a resenha do novo livro do renomado autor Dan Brown

Título: Origem

Autor: Dan Brown

SBN-13: 9788580417661
ISBN-10: 858041766X
Ano: 2017 / Páginas: 432
Idioma: português 

Resenha – sem spoiler

A trama do livro inicia-se com a reunião secreta de um cientista ­— Edmond Kirsh — com alguns líderes expoentes das principais religiões do mundo, onde Edmond informa aos lideres que encontrou a resposta para a seguinte pergunta: “De onde viemos e para onde vamos”. Até aí, tudo bem, porém a trama se inicia, a partir do momento que Edmond coloca em xeque a existência de “Deus”, deixando esses líderes de cabelo em pé com a descoberta de Edmond, que está prestes a ser anunciada globalmente.

Prevendo uma represália, Edmond Kirsh, agenda o anúncio da descoberta no Museu de Guggenheim Bilbao, na Espanha, onde a curadora do museu, Ambra tinha até certo envolvimento com a pesquisa de Edmond, sem conhecer os resultados. Para apimentar a trama, Ambra Vidal, é noiva do jovem príncipe da Espanha, prestes a se tornar rei, devido ao pai estar em estar em estágio terminal (amparado pelo bispo Valdespino -um dos que já conhecia a descoberta de Edmond, que abriu mão de se tornar cardeal para estar ao lado do rei da Espanha em seus últimos momentos).

Robert Langdon é convidado para participar pessoalmente do anúncio da revolucionária descoberta, devido a Edmond Kirsh, ser amigo e ex-aluno de Langdon.

Bem, no anúncio da descoberta, algo surpreendente acontece, a a partir deste momento a trama pega fogo, deixando o leitor empolgado até o final para conhecer o desenlace da história.

O que posso adiantar é que o final temos as reviravoltas — típicas de Dan Brown — e Langdon, tem um novo “aliado” – Winston, um computador de inteligência artificial.

Uma trama cheia de reviravoltas, assassinatos, suspense e enigmas, que vale a pena ser conferida.

 

Comentário – com spoiler

Dan Brown é um de meus autores favoritos, e já li todos os livros do autor.

No meu ponto de vista, os melhores livros do autor são respectivamente: Ponto de Impacto, O Código da Vinci, Anjos e demônios.

Percebe-se que o autor realizou uma enorme pesquisa, envolvendo-se em diversas áreas da ciência, obras de arte incluindo ciências da computação — o que se pode perceber no final da trama com os agradecimentos —, porém o livro Origem, está muito distante de ser considerada a melhor obra do autor. Neste livro o vilão é a inteligência artificial, e confesso que achei superficial a forma da participação do “computador vilão” como quis colocar o autor, ou seja, o computador criou uma trama “a pedido do cientista” — que estava em vias de eutanásia por causa de um câncer terminal — para promover a própria descoberta. A meu ver o ponto fraco do autor foi em querer transformar A inteligência Artificial em vilã, porém ele deixou de lado o ponto básico dos computadores, que são programados para executar a função que lhes é solicitada e ponto final; ainda que seja uma inteligência artificial. Se Edmond pesquisava a melhor forma de morrer e de divulgar sua descoberta, a inteligência artificial uniu o útil ao necessário e o fez, a contento e a pedido de seu criador.

Outro fato que me incomoda nas obras de Dan Brown, é o velho clichê: Langdon, acompanhado de uma maravilhosa mulher (co protagonista), envolvem numa trama que ameaça a humanidade. Me perdoem, mas já virou clichê. Tenho certeza que no próximo livro, acontecerá o mesmo, assim como foi em Inferno, Código da Vince, O Símbolo Perdido, Anjos e Demônios e por isso eu considero Ponto de Impacto, um de seus melhores livros.

Como escritor, considero um livro extremamente trabalhoso para ser escrito, que envolveu muita pesquisa – ponto para o autor -, porém, a plasticidade de Langdon tem me incomodado em seus últimas publicações, deixando de lado a jornada do Herói – de Campbell — para trás. O mesmo Langdon em todos os livros, com a mesma personalidade e fobias. Acredito que por tudo que R. Langdon tenha vivenciado, com certeza o mudaria sua personalidade, assim como Frodo, personagem do livro O Senhor dos Anéis, não era o mesmo Frodo ao final da história. Mestre moldar a personalidade dos protagonistas é Stephen King, como acontece no livro O Iluminado.

De qualquer forma é uma obra belíssima, e se possível deve ser lida ao lado de um tablet/celular ou pc, para consultar os belíssimos locais que são citados na trama.

Apesar das críticas, Dan Brown continua sendo um de meus escritores favoritos, ao lado de nomes como Conan Doyle, Stephen King, Tolkien, Hemingway, dentre outros.

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