Olá pessoal, tudo bem?

Hoje apresento a vocês alguns poemas do autor Samuel da Costa. Não deixem de conferir!

Foi ontem
 
Hei grande mulher!
Ontem te vi!
Caminhavas pela rua…
Andavas sozinha.
Tão bela!
Tão serena…
Tão trágica e distante de mim.


Hei! Luz da minha vida.
Fiquei sabendo pelos outros;
Que já não vives mais sozinha…
Tens outra pessoa…
Na tua vida.
Não queres mais,
Saber de mim!


Hei! Dama da noite…
Fiquei sabendo pelos outros…
Que te feri!
Magoei-te!


No dia de ontem.
Vi-te
Caminhando pela rua
Estavas sozinha.
Hei! Amor do passado
Hei! Solidão do presente


Ontem te parei na rua
Estavas tão amargurada
Tão triste!
Tão sozinha.
Frágil e distante de mim
Ontem soube por ti:
– Não estou mais sozinha, já te esqueci!
 
***
Quantos mistérios cabem no negro olhar teu
Para Vanessa Martins da Maia


Quantos mistérios…
Cabem no magnânimo…
No negro olhar teu?
O que tu escondes?
No cair da negra noite!
E todos foram dormir tranquilamente.



Amanheceu um novo dia
É hora de ganhar as ruas
Experimentar a luz do dia
Minha querida divinal musa



Mas quantos mistérios…
Podem caber…
No negro olhar teu?
Por quantos tortuosos caminhos…
Percorresses até chegar até aqui?



Quantos mistérios podem caber…
No magnânimo olhos teu?

 
***
 
Toda Mulher é Safira
 
 
No fundo toda mulher é a Safira Naal e Aluarki o homem mais esperado. Personagens de um cenário bem real, a África. Mas fora do cenário literário uma busca incansável pelo o amor. Safira batalha todos os dias pelo seu sustento. Em sua vida calos nos pés, fracassos, alegrias, derrotas, vitórias, tristezas… Um caminho árduo.
Uma luta interminável sem deixar de ser a princesa do mundo. Aluarki é apenas mais um detalhe complementar na sua vida. Digamos que um príncipe, que sabemos bem que não existe, mas aquele homem de verdade que faz toda diferença na vida de cada mulher Safira.
Safira é a representação da mulher guerreira atual na sua guerrilha diária do seu cotidiano cosmopolita. Uma guerrilha negra em tempo real, sem o acelerar dos minutos contados no relógio.
 
Clarisse da Costa é artesã e cronista em Biguaçu _ SC
 
Samuel da Costa

@ Todos os direitos reservados

Conto publicado com autorização do autor.

Apresentação do Autor:

Samuel da Costa é natural de Itajaí Santa Catarina, acadêmico do curso de letras da Uniasselvi de Balneário Camboriú, membro da Academia de Letras do Brasil seccional Itajaí. Editor dos fanzines: Formiga na boca, Nas nuvens e da revista O Estilingue. Publicou os livros: Horizonte vermelho (versos), Uma flor chamada margarida (versos e prosas) e Século XX negras linhas em páginas em branco (prosa).