Beleza Oculta (Collateral Beauty), 2016

Olá pessoal, tudo bem?

O filme de hoje não foi bem o que imaginava mas foi um filme que me conquistou, me emocionou e me fez refletir sobre uma série de coisas, principalmente sobre as relacionadas ao Tempo. Um filme que foi muito negativado pela crítica especializada, mas que para mim, apesar de seu enredo óbvio, cumpriu seu papel, deixou sua mensagem. Não deixem de conferir!

Howard Inlet (Will Smith) é um dos sócios/donos de uma agência de publicidade juntamente com seus amigos Claire (Kate Winslet), Whit Yardsham (Edward Norton) e Simon (Michael Peña). A agência vai muito bem até que uma tragédia pessoal afeta Howard, afetando todo o sucesso da agência.

Três anos se passam e Howard ainda não se recuperou da tragédia, a agência começa a perder clientes e as coisas começam a ficar críticas. Enquanto a agência desmorona Howard apenas se preocupa em construir pilhas de peças de dominós para derrubá-las, assistir a reuniões de um grupo de apoio de pessoas que sofreram uma grande perda pela janela do local e ficar em seu pequeno apartamento isolado do mundo, onde ele escreve cartas para o Amor, o Tempo e a Morte, uma espécie de terapia não convencional. O que Howard não esperava é que ele teria uma resposta de cada um deles. 

Um a um, a Morte (Helen Mirren), o Tempo (Jacob Latimore) e o Amor (Keira Knightley) aparecem para Howard e o ajudam a abrandar essa dor que sente.

Os amigos de Howard também vivem seus dramas pessoais, então além de tentarem resolver os problemas da agência também enfrentam suas dores. Whit luta para reconquistar o amor de sua filha após trair sua esposa. Claire luta contra o seu relógio biológico; durante toda sua vida se dedicou completamente ao trabalho e agora quer uma família, mas acha que seu tempo para isso já se esgotou. Simon luta contra um problema de saúde e teme deixar sua família sozinha e desamparada financeiramente.

Tantas histórias que no fim carregam a mesma mensagem, nos lembram que por mais que as coisas estejam difíceis devemos sempre procurar enxergar a beleza oculta.

Desde que vi o trailer de Beleza Oculta já quis ver o filme, ainda mais por sua trilha sonora trazer a música Let’s Hurt Tonight do OneRepublic que gosto muito, mas o filme não é bem o que imaginava, porém não deixa de ser um bom filme. A crítica especializada detonou completamente o filme, no entanto, não consegui compreender o motivo. É claro que o filme possui um enredo bem óbvio, o final foi tudo o que esperava, mas não achei que isso o tornou ruim, o filme te toca, em diversas cenas me emocionei muito.

A crítica também falou mal do cenário, mas eu, pelo contrário, achei lindo, o Natal em Nova York é mágico, lindo, todas aquelas luzes, acho que isso contribuiu ainda mais para o filme se tornar emocionante. Também não achei as cenas de Howard andando de bicicleta pela cidade maçantes, pelo contrário, achei lindas e cheias de sentimentos.

Não preciso nem falar que as atuações são ótimas, com esse elenco não tem como dizer o contrário, nisso até a crítica concorda, talvez seja esse o motivo do filme ter recebido tantas críticas negativas, com um elenco desses se esperava algo excepcional, e isso o longa não é.

O filme é curto, pouco mais de uma hora e meia, mas foi o suficiente para me tocar, me fez refletir sobre o uma série de coisas, principalmente sobre o tempo, no momento é o que mais me assusta, o tempo, tenho medo de não ter tempo para fazer tudo o que desejo, o longa me fez refletir que quanto mais corremos, menos tempo temos, que devemos aproveitar a dádiva do presente. Por coincidência também foi a atuação que mais me emocionou, Jacob com sua pouca idade foi incrível neste papel, quase se igualando a incrível Helen Mirren com sua atuação como morte.

Beleza Oculta foi diferente do que esperava, não me surpreendendo como esperava, mas me tocou mais do que imaginava, um filme lindo – não importa o que a crítica especializada tenha achado –  com certeza um filme que verei ainda muitas vezes, não deixem de conferir e tentem enxergar a beleza colateral o título original descreve muito melhor a intenção do longa de tudo o que aconteceu e está acontecendo em sua vida.

“Vocês todos adoram reclamar. ‘Não há tempo bastante’. ‘A vida é curta’. ‘Veja, estou ficando de cabelos brancos’. Um dia é tempo à beça. Sou abundante. Sou um presente. Mesmo quando você está aqui falando merda, estou lhe dando um presente e você o está desperdiçando […] Sabe, sou eu quem deveria estar escrevendo cartas furiosas […] O tempo não vai de janeiro a dezembro ou de meio-dia à meia-noite. Isso é produto da nossa imaginação.Você tem todo o tempo do mundo.”

 

“Só não deixe de perceber a beleza oculta.”

Título original: Collateral Beauty

Produção: 2016

Duração: 1h 37 min

Direção: David Frankel

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