fevereiro 22

Confissões no Escuro – Luis Torneol

Olá pessoal, tudo bem?

Hoje apresento a vocês o conto “Confissões no Escuro” escrito pelo autor Luis Torneol. Não deixem de conferir!

 

Confissões no Escuro

21/9/1875- Inglaterra.

Meu nome é Morrissey tenho 23 anos de idade, sou de Áries e estou sendo acusado por ajudar as pessoas

E a verdade sobre mim é que eu sou uma pessoa boa porem ninguém entende, a verdade sobre mim é que eu liberto as pessoas de seus tormentos e mesmo assim todos querem me punir por isso… mas não importa não é mesmo ? Afinal é isso que as pessoas fazem elas costumam matar seus salvadores ou prega-los em cruzes.

Logo chegará o inverno e junto com ele minha execução, porém não sinto medo não sinto arrependimento não sinto tristeza alguma, sinto apenas dó daqueles que não conseguem entender o quão bom eu fiz ao libertar aquelas pessoas todos eles precisavam daquilo.

A começar por meu irmão mais novo, Edward, ele tinha 11 anos, porém já sentia o gosto amargo de se viver, tomava surras diárias das outras crianças em sua escola por conta de sua gagueira que fazia dele a criança com notas mais baixas por não conseguir realizar provas orais e muito menos se comunicar quando tinha dúvidas. Como se não já fosse o bastante ainda era surrado por meus pais quando chegava em casa com suas notas baixas, meu pai gostava de dizer que ele era apenas útil para descarregar sua raiva logo após a um dia estressante de trabalho.

Logo em seguida vinha a minha irmã Monick de 17 anos, ela não passava de um pequeno projeto de vagabunda que se deitava com os colegas de trabalho do meu pai para evitar que aquele saco de merda fosse demitido, não houvesse um segundo em que ela não estivesse com as pernas abertas para algum daqueles homens desprezíveis. Ah claro e quando não estava ela gostava de se queixar da inutilidade de todos os outros membros da família deixando subentendido que ela era o único sustento de todos os outros.

Então vinha meu pai Klaus de 40 anos, podemos dizer que ele era apenas um porco em forma de homem ele trabalhava nas minas de carvão ao Oeste de minha cidade durante alguns anos onde não era nada mais do que o capacho de todos que viviam rindo de sua inabilidade na profissão e de sua capacidade limitada para raciocinar, divertiam-se obrigando-o a responder perguntas sobre logica e conhecimentos gerais, em casa Klaus não se saia melhor era um escravo das vontades extravagantes de minha mãe e de minha irmã que o chantageava dizendo que contaria a todos que ele a molestava durante a infância se não fizesse suas vontades.

E por fim tinha minha mãe Mary de 37 anos de idade, descrevendo a em uma palavra eu a chamaria de vadia e em varias chamaria de uma vadia suja que molestava seu filho Morrissey enquanto ele ainda mal era uma adolescente e depois passou a fingir que nada aconteceu esperando que ele esquecesse, ela por diversas vezes roubava dinheiro de Klaus enquanto ele dormia e por diversas vezes dava lavagem aos seus filhos para que pudesse ficar com uma grande quantidade de comida para si, oh e claro que não podemos esquecer de seus diversos furtos aos mercados locais para aumentar sua poupança secreta para fugir com seu amante Guinsberg para o sul do Pais, e obviamente quando era apanhada rapidamente jogava os itens furtados nas mochilas de seus filhos para que eles fossem açoitados em seu lugar.

Posso dizer que para todos eles a libertação que os proporcionei foi muito melhor que a vida miserável que levavam.

Tudo que fiz foi levantar no meio da noite e caminhar pelo corredor de nossa velha casa contemplando os últimos suspiros de cada um deles…

Primeiro veio Edward ele dormia tranquilamente até que me ouviu entrando no quarto seus olhar não foi de confusão ou de medo ele apenas me olhava como se estivesse preste a tirar um grande peso de seus ombros. Ele sorriu então e com dificuldade disse.
-Fa Fa Fa Faça.

Eu consenti com a cabeça e então ele se virou e fechou os olhos eu apenas pinguei algumas cotas de veneno de ouvido que foi o suficiente para dar a meu irmãozinho uma morte rápida e tranquila.

Agora chegara a vez de Monick, ela dormia tranquilamente e nem sequer me ouviu entrando em seu quarto, sua nudez e sua janela aberta mostrava que ela havia recebido outras visitas antes da minha.

Tudo que precisava era um golpe preciso com o amassador de carne que peguei em uma das gavetas da cozinha porém não foi o bastante pra mim eu precisava e gostei de dar vários golpes seguidos em sua cabeça seu sangue combinou com os lençóis de seda…

E finalmente lá estava eu no corredor final de minha casa o quarto do feliz casal estava perto. Um chute na porta foi o bastante para arrancar a fechadura barata que meu pai havia comprado e colocado porcamente.

Os dois não se surpreenderam com minha visita. Por um momento achei estranho mais não quis me incomodar com tal coisa.

Eu havia furtado a arma do policial Wilkinson em um belo dia no mercado quando ele estava distraído flertado com uma das vendedoras, logo depois a escondi embaixo de minha cama e agora ela estava em meu punho.

Pedi que meu pai torna-se a se deitar e assim ele o fez com medo e receio me aproximei dele, e tampei seus olhos com minha mão dei um beijo em sua testa e logo em seguida um tiro em seu coração e meus assuntos com ele estavam acabados.

Minha mãe olhava para mim como se tudo aquilo fosse irrelevante para ela mais admito fui fraco e me desviei da minha principal missão quando eu disse.
-Mãe ?
Ela respondeu secamente
-sim filho ?
-eu quero te foder.

Então lágrimas começaram a sair de seus olhos pois ela estava lembrando de tudo que havia feito e isso colocou um sorriso gigantesco em meu rosto pela primeira vez eu estava feliz pela primeira vez eu havia visto o diabo chorar.

Ela se despiu e eu logo em seguida, e eu assim fiz estuprei minha mãe enquanto ela chorava ao lado do corpo baleado do meu pai. E eu sorri e eu gargalhei e babei.
E quanto finalmente havia gozado dentro de seu útero decidi que queria tentar te outra maneira e atirei em sua cabeça. E transamos de novo.

Fiquei feliz naquela noite pois minha família estava liberta de seu tormento de suas vidas medíocres de suas prisões psicológicas, agora eu tinha um propósito eu faria o trabalho de Deus eu livraria as pessoas de suas prisões.

Porém agora a humanidade mostra sua ingratidão me prendendo nesta sela suja e cheia de ratos agora a humanidade mostra suas garras e assim executa seu salvador…..

Luis Torneol

@ Todos os direitos reservados

Conto publicado com autorização do autor.

Apresentação do Autor:

Acredito que essa apresentação foi um desafio maior para mim do que escrever qualquer história que já tenha feito, considero-me um ótimo mentiroso por tanto acredito não ser justo com vocês dizer algo falso a meu respeito… Por fim direi a única verdade que sei sobre mim mesmo: Sou um velho livro manchado de vinho tinto e cigarros baratos… Adeus e boa sorte.


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Posted 22 de fevereiro de 2017 by Hermes Lourenço in category "Conto

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