fevereiro 6

Iboy

Iboy

Olá pessoal, hoje trago a resenha de um filme que me chamou a atenção em dois aspectos. O primeiro por ser uma produção realizada pela Netflix, que a além das séries de alto nível, vem produzindo filmes dos mais variados gêneros.

O filme I-boy, deixa claro que os produtores se inspiraram em Stan Lee, na criação de um Héroi, o que particularmente hoje considero um pouco complicado diante da diversidade de heróis que temos no mercado, que vão desde o homem morcego, homem aranha aos x-men.

A história de iboy, fala sobre um garoto Tom( interpretado por Bill Milner), residente na periferia de Londres. Um cara caladão, que tem uma paixão recolhida por Lucy  (interpretada por Maisie Williams – conhecida por interpretar  Arya Stark na série de televisão Game of Thrones), que não tem nada de fenomenal a princípio.

A trama começa quando  Tom é convidado para um encontro com Lucy em um determinado local.  Tom, um tímido adolescente, é claro que não quer deixar de lado a oportunidade de encontrar sua amada, apesar de não ser correspondido. Ao chegar no local combinado, por azar, tom descobre que o local é a cena de um crime, onde a pobre Lucy, fora violentada. O pior é que os bandidos ainda estão na cena do crime, e como todo desastrado, Tom consegue atrair para si  a atenção dos criminosos, e enquanto tenta fugir dos bandidos leva um tiro na cabeça, onde fragmentos metálicos do projétil, se espalham pelo cérebro do pobre jovem, criando conexões inexplicáveis e dando a ele poderes inacreditáveis.

Bem, neste ponto prefiro deixar de lado um pouco a história e falarmos sobre a veracidade dos fatos. Não quero entrar no assunto de balística, mas sabemos que os principais projéteis das armas de fogo são feitos de chumbo (existem de outros materiais como tungstênio, ósimo e urânio, mas não vem ao caso), e que chumbo não conduz eletricidade que no meu ponto de vista faz a história perder a credibilidade.

O segundo fator que me incomodou, foi o tempo de hospitalização. O sujeito recebeu um tiro na cabeça, que nos termos médicos podemos chamar de Traumatismo de Crânio Grave secundário da PAF (projétil de arma de fogo). Como médico, sei a repercussão de um Trauma dessa magnitude além do edema cerebral e outras complicações que geramente deixam sequelas resultantes do trauma. Foi meio difícil engolir 10 dias de internação com base na Tomografia mostrada no filme. No mínimo 30 dias, com sequelas permanentes, é claro.

Bem, voltando a história, nosso protagonista então descobre que capaz de controlar qualquer dispositivo eletrônico apenas com a mente, em especial smartphones, laptops, desktops, televisão — também me fez lembrar um pouco o exterminador do futuro onde os exterminadores tinham acesso a qualquer computador —  e utilizando destes poderes, Tom resolve fazer justiça com as próprias mão e ir atrás dos criminosos.

Os clichês principais do filme:

— jovem pobre de periferia apaixonado por uma moça que não lhe dá atenção (homem aranha).

— Após um acidente ganha poderes notáveis (homem- aranha, quarteto-fantástico, Hulk, etc…)

— Resolve fazer justiça com as próprias mãos.

— Temos um grande vilão.

Bem, tirando os clichês, a história é boa e com ótimos efeitos especiais, apesar de totalmente previsível.

Recomendo a todos os que gostam de uma boa mistura entre ação e ficção.



Copyright 2018. All rights reserved.

Posted 6 de fevereiro de 2017 by Hermes Lourenço in category "ficção científica", "Filmes

Agradecemos sua visita! Volte sempre que puder! Se quiser deixe um comentário com sua opinião, assim que pudermos responderemos. Comentários ofensivos não serão aceitos.