janeiro 5

O Último Pedido

Olá Amigos do Site A Arte de Escrever!

É com muita satisfação que anuncio que o livro O Último Pedido – de minha autoria -, já se encontra nas livrarias Quixote aqui de Belo Horizonte e também está a venda pelo site da Editora Letramento.

O_LTIMO_PEDIDO_1417414765424531SK1417414765B (1) Segue Informações:

“Durante a viagem de lua de mel, uma famosa violinista e seu jovem marido sofrem um acidente aéreo, caindo no oceano atlântico e ficando à deriva com poucos recursos.
Ela perde uma das mãos; ele sofre graves ferimentos, e juntos terão que lutar pela sobrevivência em meio as adversidades do oceano, provando que a persistência e o instinto de sobrevivência podem ser regidos por uma imensidão de sentimentos.
Lutando contra intempéries físicas e emocionais, grandes questões serão colocadas em xeque, que somadas a tantas turbulências, aos poucos, as respostas vão surgindo de forma à conduzi-los na descoberta da verdadeira dimensão do amor e de um novo destino.”

 

Um forte abraço a todos e espero que apreciem a leitura!

janeiro 3

Resenha Inferno – Dan Brown

                                 Resenha Inferno – Dan Brown


downloadA princípio quando me deparei com o livro Inferno de Dan Brown, estava esperando algo do mesmo nível de Anjos e Demônios ou até mesmo Ponto de Impacto — que em minha opinião Ponto de Impacto continua sendo o melhor livro publicado pelo autor, respeitando as técnicas de escrita.

Há pessoas que dizem que Dan Brown não escreve mais livros e sim roteiros, e confesso a vocês seguidores do site A Arte de Escrever, que isso tem me incomodado, pois ultimamente tenho estudado diversos livros de roteiro e o que Dan Brown escreve está muito longe de um roteiro. Vejo Inferno como apenas um livro de ficção, nada mais do que isto, e como “qualquer livro”, que em mãos de roteiristas experientes, pode facilmente ser adaptado para as telas do cinema .

A característica peculiar de Dan Brown é colocar as tramas das estórias em cenários clássicos, onde por diversas vezes ele preocupa-se muito mais com a descrição das obras de artes e do locais * turísticos— que para muitos leitores, se não tiverem paciência de acessar o google images e/ou visitar o local que acontece a trama, irão ficar vagando em determinados pontos da estória —, como exemplo, a máscara mortuária de Dante Alighiere — uma das peças chaves da trama —, além de locais como Palazzo Vecchio — local onde se inicia a trama e que Langdon descobre que está em Florença, após acordar em um estado latente de amnésia, sob os cuidados da médica Sienna Brooks — uma médicimagesa digamos que com um QI muito, mas muito acima da média —, que é uma das co-protagonista da estória. Observem que sinalizei a palavra turístico, e aí vai uma crítica – a mesma que por sinal também recebi em um livro que o ambientei em Buenos Aires, Argentina. Será que toda a estória somente acontece em museus e lugares turísticos? Bem a resposta é que na verdade quando construímos nossa estória, usamos locais que pressupomos que a maioria das pessoas conhecem, e é claro, de forma a inserir o leitor para dentro do livro e envolve-lo ainda mais com a trama.
Voltando a estória, L
angdon tem alguns sonhos enigmáticos: com pessoas mortas, a máscara semelhante a usada na época da peste negra que parecia um bico de uma ave (vide imagem neste post), uma mulher de cabelos prateados e a frase “busca e encontrarás” o persegue pelo menos até o primeiro ponto de virada da trama.

Desta vez não é uma bomba no Vaticano, não se trata de um meteoro com indicações de vida em outro planeta, tampouco a descendência de Cristo. O gancho central é uma arma biológica colocada no subterrâneo de um algum lugar próximo a água corrente que irá espargir o “agente” podendo dizimar a humanidade, praga essa criada por um cientista, que queria controlar a população, achando que a população humana está crescendo exponencialmente dantee que talvez em pouco tempo – num futuro apocalíptico —, não existirá recursos para toda a humanidade, então, que tal dizimarmos a humanidade?

A partir daí temos o pontapé inicial do livro – um “desmemoriado” envolvido em uma conspiração que pode assolar a humanidade.

Com certeza os amantes de Dan Brown, esperavam mais no final do livro, pois como diz o tio Parker para Peter Parker — O Homem Aranha — “Quanto maior o poder, maior a responsabilidade”, e ser um autor best-seller, os futuros lançamentos agregam em uma grande expectativa para os leitores e achei que Inferno decepcionou, principalmente no que concerne ao tão cansativo que é a descrição dos itens de artes e locais turisticos, o que provavelmente foi uma das causas que me levou a abandonar a leitura em dois momentos.

O que mais me incomodou, foi a descrição médica de uma personagem que faz uso de injeções de anti-emético muito comum no mercado brasileiro de 1 em 1 hora — erro de tradução? (ainda não tive tempo de comparar com o original em inglês) —, mas asseguro que qualquer personagem que fizer uso desta medicação de 1 em 1 hora, não viverá 3 linhas na mesma página.

Também me incomoda o fato de que Robert Langdon, ainda continua sendo o mesmo personagem plástico, não moldável, como é o Frodo do Senhor dos Anéis — cá entre nós, se um Hobbit é capaz de se moldar com o sofrimento na jornada do Herói, então por que não um ilustre doutor e professor de Harvard?

Tirando os vieses, uma leitura interessante de um autor cuja capacidade criativa era digna de oferecer muito mais.

Um forte abraço a todos!

Por Hermes M. Lourenço

@Proibida reprodução sem prévio consentimento autor.