outubro 11

Sherlock Holmes – Um Estudo em Vermelho

Olá Amigos do Blog!
De início, devo a vocês mil desculpas pela ausência.
O fato é que estou aperfeiçoando meus estudos, participando de diversos eventos literários – hoje por exemplo estou em RECIFE – PE , em um congresso da SOBRAMES – Sociedade Brasileira de Médicos Escritores. E em breve muitas novidades incluindo livro novo a caminho.
Hoje quero dividir com vocês um pouco da história de Sir. Arthur Ignatius Conan Doyle. Talvez não tenham ouvido falar dele, mas com certeza o nome Sherlock Holmes vocês já ouviram falar. Como eu sei disso? Elementar meu caro Watson.
Mas por trás do maior detetive do mundo — capaz de colocar Robert Langdon como aprendiz em Hogwarts —, temos um autor, no caso o Dr. Arthur Conan Doyle.
Andei pesquisando sobre o tema e me surpreendi com algumas descobertas. O autor e criador de Sherlock Holmes, nasceu em  Edimburgo (Escócia), 22 de maio de 1859 — faleceu em Crowborough, 7 de julho de 1930. Ele escreveu aproximadamente 60 histórias sobre o maior detetive do mundo, dentre outras publicações em outras áreas como ficção científica, romances, aventurando-se até na escrita de poesias. Os pais de Arthur Conan Doyle eram católicos, porém o autor preferiu seguir o caminho agnóstico, até graduar-se em medicina em Edimburgo. Após isso, ele serviu como médico em navio baleeiro, chegando a navegar pelo oceano Ártico até a costa da África – fiquem tranquilos que ela época ainda não tinha notícias de surto de ebola.
Porém o que me surpreendeu, foi que quando Arthur Conan Doyle ainda cursava medicina, ele tinha um professor chamado Joseph Bell, dotado de um comportamento completamente atípico. Bastava entrar um paciente dentro do consultório do Dr. Joseph Bell, que ele mandava o paciente se calar e tentava descobrir a profissão do paciente analisando as mãos, a exposição solar do paciente, a forma de caminhar, de falar, de sentar, o tipo de roupas, marcas na pele, calçados, etc… Em outras palavras ele tinha obsessão pela “observação” e antes do paciente abrir a boca ele já estava abastado de informações e conclusões do tipo: Você trabalha carregando navios – pela observação dos calos das mãos, da queimadura solar e da hipertrofia muscular. — A curiosidade é que em quase 99% das vezes ele estava certo.
Bem, com base nesse professor, adivinha em quem que Arthur Conan se inspirou? Elementar…
A prova surge na primeira publicação em que Sherlock Holmes aparece, intitulada “Um Estudo Em Vermelho”, que carrega a seguinte dedicatória do autor:

“É mais do que certo que é a você a quem eu devo Sherlock Holmes… Com base no centro de dedução, na interferência e na observação que ouvi você inculcar, tentei construir um homem.”
(Publicada no Beeton’s Christmas Annual de 1887)

Segue algumas outras curiosidades:

  • Em 1890, Conan Doyle começou a estudar oftalmologia em Viena; ele se mudou para Londres em 1891 para começar a atender como oftalmologista, e não atendeu nenhum paciente!
  • Em novembro de 1891, ele escreveu para sua mãe: “Acho que vou assassinar Holmes… e lhe dar fim de uma vez por todas. Ele priva minha mente de coisas melhores. ” Sua mãe respondeu, dizendo, “Faça o que achar melhor, mas o público não aceitará essa atitude em silêncio”.
  • Holmes e Moriarty aparentemente mergulharam às suas mortes nas Cataratas de Reichenbach na história The Final Problem.
  • A manifestação de desagrado do público fez com que o escritor trouxesse o personagem de volta; ele retornou na história A Casa Vazia, com a explicação de que apenas Moriarty havia caído, mas como Holmes tinha outros inimigos perigosos, especialmente o Coronel Sebastian Moran, ele fingiu estar “temporariamente” morto.
  • Após o retorno, surgiram mais 56 pequenas histórias e quatro livros.
Bem, o livro Um Estudo em Vermelho é leitura obrigatória para os apreciadores de Sherlock Holmes.
O livro retrata a forma que Watson conhece Sherlock Holmes pela primeira vez – dividindo o aluguel de um apartamento na famosa Backer Street 221 B.
O que chama a atenção na estória é a fascinação de Watson por Sherlock Holmes, chegando a fazer descrições das qualidades que ele é expert. Porém, percebe que Holmes não se interessa por Astronomia e algumas outras áreas, e quando vai questioná-lo sobre a teoria de Copérnico, Holmes responde que nosso cérebro é como um sótão, onde devemos guardar informações úteis. De que adianta saber a “teoria de Copérnico”, de que a terra gira em torno do sol? Se girássemos em torno da lua não faria a menor diferença.
No decorrer da leitura surge o primeiro assassinato no livro e Watson mergulha ao lado do genial Holmes para investiga-lo.
Outro ponto marcante é a genialidade e pesquisa de Arthur Conan, na criação de um personagem memorável.
Leitura obrigatória para os admiradores do gênero.

Um forte abraço a todos!
outubro 5

Novidades da série “Limiar”

Olá pessoal, para quem acompanha meu trabalho aqui pelo blog, venho trazer novidades sobre a minha série. Em breve, ela será publicada com nova revisão, nova edição, nova diagramação, nova capa e até novo título!!! Deleitem-se com a nova capa, feita por Renato Klisman.