fevereiro 21

Resenha de “O morro dos ventos uivantes”

Sinopse:Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. “Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff”, diz a apaixonada Cathy. O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais surpreendentes de todos os tempos, O Morro dos Ventos Uivantes é um clássico da literatura inglesa e tornou-se o livro favorito de milhares de pessoas, incluindo os belos personagens de Stephenie Meyer.

 Meus comentários: Sabe aquele tipo de pessoa que quando está deprimida, vai assistir, ler ou ouvir algo beeeeeeeeeeem triste pra ficar mais deprimida ainda? Pois é, eu sou desse tipo de pessoa. Pense que no auge da minha depressão, decidi ler “O morro dos ventos uivantes”. E não foi porque ele é citado em Crepúsculo, como a maioria pode imaginar, mas foi porque certo dia, vi um trecho desse filme, para ser mais exata, a cena onde Heathcliff ao saber da morte da amada, exclama:

 “Fica comigo para sempre… toma qualquer forma… enlouquece-me! Mas não me deixes neste abismo onde não possa te encontrar! Oh, Senhor! É inexprimível! Não posso viver sem minha vida! Não posso viver sem minha alma!”

 Pronto, foi o que bastou para me convencer a comprar e ler o livro IMEDIATAMENTE! Um dos clássicos da Literatura mundial, “O morro dos ventos uivantes” é diferente do que estou habituada a ler, confesso. Seu ritmo é lento, mas as descrições são tão fascinantes, tão vívidas, que você se sente imerso na história. E os personagens, muito bem construídos, conseguem cativar o leitor, ou fazer-nos odiá-los ardentemente. Não me conformo por exemplo com a Catherine, a personagem principal, como assim ela casa com o outro só por causa de dinheiro, status? Ai que vontade de esganá-la! Já Heathcliff que a princípio nos causa repúdio, depois nos causa piedade e compaixão. Vítima de uma mulher egoísta e interesseira, destrói a própria vida e de todos a sua volta, numa vingança infrutífera e sem sentido, numa tentativa inútil de preencher o vazio deixado por aquela que amava. “O morro dos ventos uivantes” é um dos livros mais belos e mais tristes, mais cativantes e apaixonantes que já li, tudo a um só tempo.

 Seguem alguns dos meus trechos preferidos extraídos do livro:

 “E o meu amor por Heathcliff é como as rochas eternas que ficam debaixo do chão; uma fonte de felicidade quase invisível, mas necessária. Nelly, eu sou Heathcliff. Sempre, sempre o tenho em meu pensamento. Não é como um prazer – porque eu também não sou um prazer para mim própria – mas como o meu próprio ser. Portanto, não fale mais em separação: é impraticável…”

 “Agora você está mostrando o quanto foi cruel, o quanto foi cruel e falsa. Por que me desprezou: Por que traiu seu coração, seu próprio coração, Cathy? Não tenho para lhe dar uma palavra de consolo. Merece o que está sofrendo. Matou-se com suas mãos. Pode me beijar e chorar… pode arrancar de mim também beijos e lágrimas: o choro e os beijos só servirão para queimá-la melhor… para condená-la mais… Você me amava… que direito tinha então de me deixar? Que direito, responda! Lhe dava o miserável capricho que sentia por Linton? Por que nem a desgraça, nem a miséria, nem a morte, nem nada, nenhuma praga mandada por Deus ou satanás nos poderia separar, você, por sua vontade, nos separou! Não lhe despedacei o coração; você o despedaçou sozinha! E com o seu, esmagou também o meu. Pior para mim, que sou o mais forte. Quero por acaso viver? Que vida será a minha quando você… Oh, Deus do céu! Quereria você viver com sua alma enterrada num túmulo?”



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Posted 21 de fevereiro de 2014 by Hermes Lourenço in category "Uncategorized

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