janeiro 16

Resenha A Hora do Lobisomem

Resenha: A Hora do Lobisomem
Olá amigos do Blog!
Estamos de volta e para abrir o ano com o pé direito, que tal começarmos com um pouquinho de sangue?
Não escondo de ninguém que sempre admirei as obras de Dan Brown – ainda mantendo minha indignação pelo Langdon manter a mesma personalidade em todos os livros, -diferentemente do Frodo do Senhor dos Anéis, que no final do livro já não era mais o mesmo Frodo -, afinal, sabemos que o sofrimento modifica a personalidade de qualquer personagem.
Minha meta era resenhar O livro Inferno de Dan Brown, porém, acabei abandonando a leitura algumas vezes e está sendo uma luta essa leitura – a mesma dificuldade que tive na leitura do Guardião de Memórias. – mas em breve irei postar a resenha do livro por aqui.
Minha admiração atualmente está sendo pelos livros de Stephen King.  Admiração tanta, que me permiti comprar a bibliografia do autor e estou surpreso com a história de vida do Mr. Sthephen. Isso sem contar que a bibliografia do autor nos permite compreender de onde vem algumas ideias, do tipo a personagem cética religiosa da mãe de Carrie, do livro Carrie a Estranha – obra por sinal em cartaz nos cinemas do Brasil.
Sthephen King é dotado de uma escrita primorosa, e no livro a Hora do Lobisomem, os capítulos são iniciados com os meses do ano.  Cada mês reporta um capitulo com seu respectivo conjunto de cenas.
O livro conta a estória de assassinatos causados por uma besta, descrita pelo autor como:  “um animal de orelhas eriçadas como um triangulo peludo”, que já aparece no primeiro capitulo do livro. A trama acontece acontece na cidade de Tarker’s Mills – coincidência de lado, mas me lembrei muito do Under the Dome – Sob a redoma -, cuja trama acontece em Chester’s Mill. Coincidência não acham?
A grande pegada do livro  é a forma que o autor conduz o leitor e o prende na trama, pois de início você quer saber quem é o lobisomem.
Essa dúvida paira até a metade do livro, e desaparece quando Marty, um menino de cadeira de rodas consegue descobrir quem é o assassino da lua cheia.
Então a surge uma nova dúvida e mais uma vez o mestre Stephen prende o leitor, colocando de um lado um personagem fragilizado e o lobisomem que na verdade é – acharam que eu iria contar né? – , que decide matar a o jovem Marty e assim preservar sua verdadeira identidade.  
Com isso você fica preso na leitura até o desfecho final.
Uma leitura fácil, rápida e enriquecedora na forma de sua descrição. Os cenários da estória foram desenvolvidos de forma extraordinária pelo autor.
Leitura recomendadíssima para aqueles que gostam de um bom suspense mesclado com terror.
Um forte abraço a todos!
“O lobo está  correndo em sua direção, correndo em duas pernas, sua pelugem alaranjada pela lua, seus olhos com lampejos verdes, e em uma das patas dianteiras – uma pata com dedos humanos e garras no lugar das unhas  – está a pipa de Brady. Esvoaçando loucamente.
Brady se vira para correr e repentinamente braços rudes o circundam; ele sente o cheiro de algo como sangue e cinamomo e é encontrado no dia seguinte escorado no Memorial  à Guerra, sem cabeça e sem entranhas, a pipa numa das mãos rígidas.
A pipa esvoaça, como se tentando subir ao céu, enquanto as pessoas se viram de costas, horrorizadas e nauseadas. Esvoaça porque a brisa voltou. Esvoaça como se soubesse que será um dia bom para pipas.”

Stephen King


Copyright 2019. All rights reserved.

Posted 16 de janeiro de 2014 by Hermes Lourenço in category "Stephen King; A Hora do Lobisomen; terror", "suspense.

Agradecemos sua visita! Volte sempre que puder! Se quiser deixe um comentário com sua opinião, assim que pudermos responderemos. Comentários ofensivos não serão aceitos.