setembro 26

Resenha: O Ritual de Jéssica Anitelli

            Quero iniciar esta resenha de uma forma um pouco diferente. Todo mundo sabe que eu e a escritora Jéssica Anitelli somos muito amigas, certo? O que vocês não sabem é que eu sou a PIOR leitora beta do mundo e mesmo assim, ela continua confiando em mim e sempre que peço ela me envia seus textos para que eu possa analisá-los antes que sejam publicados. Mas depois de alguns capítulos, acabo desistindo porque prefiro ler livros impressos e falo pra ela: “Leio quando publicar”. Ela sempre responde apenas: “O.K.” E continua sendo minha amiga, rs. Pois então, acontece que com O Ritual, o mesmo sucedeu-se, logo que terminei O Punhal, o primeiro livro da série, pedi a ela que me enviasse o segundo pois estava ansiosa pela continuação, mas como já lhe disse, desisti da leitura na metade porque eu sou uma DROGA  de leitora beta, rs. Na Bienal do Rio de Janeiro, como sempre, dividimos o mesmo quarto de hotel e a primeira coisa que fizemos ao nos encontrar foi “trocar” livros. Dei a ela um exemplar de Abismo e ela me presenteou com um exemplar de O Ritual. Já na viagem de volta, vim lendo-o, a partir do ponto em que parara na versão digitalizada e como a viagem era muuuuuuuuito longa, deu tempo de terminar a história. Em seguida, prometi à Jéssica que logo logo faria resenha e ela, sempre tão compreensiva, ficou esperando pela resenha. E esperou, esperou e esperou. Jéssica, eu te adoro e sei que vai me perdoar pela demora, pois somos BFF, hehehe.

Enfim, vamos à resenha!

Sinopse: 

Será mesmo certo um humano conviver tão próximo ao seu maior predador? Júlia pensava que seu amor por Diogo era maior que tudo e que a partir daquele momento as coisas se ajeitariam e eles, finalmente, poderiam ficar juntos. Será mesmo? O Conselho dos vampiros não deixará a pobre garota em paz, pois ela carrega consigo a maior arma de eliminação da sua espécie. E se não bastasse essa perseguição que a deixa transtornada, há também Marta, que continuará a mexer com as emoções do jovem vampiro de olhos verdes e da menina ruiva. Observando tudo de cima está Henrique, que não abandonará o corpo de seu parente até que o ritual seja realizado e assim possa voltar ao que era há mais de 100 anos. Mas até que isso aconteça, este vampiro que não possui dentro de si nada de humano, causará conflitos e dores. O segundo livro da série promete arrebatar o leitor do começo ao fim e levá-lo a manifestar sentimentos dos mais variados.

Resenha:
O Punhal, foi o primeiro livro de Jéssica, escrito quando ela era ainda adolescente. Lembro-me que quando o li, vi ali uma autora jovem com muito potencial e uma história instigante, algo raro nessa nova seara de novos autores. Depois dele, Jéssica tem trabalhado em diversos livros, e com isso, adquiriu experiência e isso reflete-se muito bem em O Ritual. Um livro com certeza mais maduro, mais denso, mais impactante. O que achei mais interessante foi a forma como ela conduzia a história. Enquanto O Punhal é narrado em terceira pessoa, mas sempre pelo ponto de vista de Diogo, O Ritual também é narrado em terceira pessoa, porém desta vez, pelo ponto de vista da Júlia e em alguns momentos, do ponto de vista de outros personagens, tais como Miguel e Açucena, personagens apresentados neste volume da série. O foco também é um pouco “desviado” do casal protagonista do primeiro volume, pois agora eles tornaram-se parte de algo muito maior, parte de uma conspiração por ressurreição e poder. Novas e misteriosas criaturas  são apresentadas, além de rituais macabros e sinistros. Há ainda o princípio da história de Beatriz, a filha de Diogo e Júlia, que por ser uma “híbrida”, meio humana, meio vampira, é uma ameaça crescente para ambas as raças. 
No primeiro livro, odiei a Júlia, mas neste livro adorei como ela dá um “jeitinho” em sua rival, hahaha. Foi o ponto alto do livro! Ah, quero fazer uma pequena ressalva: Jéssica anda tão empolgada com os livros eróticos que acabou “apimentando” um pouco essa série também, por isso, para quem gosta, vai adorar certos trechos.


 Achei que Nelson perde um pouco a importância neste livro e Henrique também, esperava mais “aparições” dos dois. O grande trunfo do livro é mostrar que apaixonar-se por um vampiro têm lá as suas desvantagens, tais como: passar os dias sozinha,  acordar ao lado de um defunto, tudo é muito mais complicado, doloroso e estranho ao lado dele, enfim, que Crepúsculo é para os fracos, kkkkkkkk.
Recomendo a leitura e só para constar, já estou com O Conselho, o terceiro livro da série, em mãos, só que desta vez, vou terminar de lê-lo antes que seja publicado, afinal, serei sua revisora.