junho 16

Como escolher um título eficiente para seu livro


Hoje venho falar de uma experiência pessoal que vivi ao publicar meu primeiro livro. Quando escrevi Limiar, estava bem “por fora” do mercado nacional e vinha acompanhando apenas sucessos internacionais tais como Crepúsculo, Fallen e Hush Hush. Devido a isso, quando fui dar um título ao meu livro, julguei que seria interessante escolher um nome impactante, forte, uma palavra pouco usual.
Entretanto, essa minha ideia logo se mostrou falha. Compareci a n palestras onde sempre rolava a pergunta: Mas o que significa “Limiar”? Pois é, quis “enfeitar” tanto que acabei estragando. Pensa comigo: quem vai comprar um livro cujo título nem sabe o que significa?
Alguns me dirão: Bem, se a pessoa não sabe ao menos o que significa Limiar, não vai ler o livro mesmo… Mas isso não é bem real, pois quando escrevi meu livro, pensava justamente naqueles meus alunos que não tem o hábito de ler, que pouco conhecem do universo fantástico. Esmerei-me tanto em escrever um livro bem “didático” para esse público e veja só, pisei na bola justamente no título. Minhas suspeitas vieram a se confirmar na Feira do Livro que aconteceu em minha cidade em novembro do ano passado, quando atuei como organizadora e também como responsável pelo estande da Editora Dracaena. De todos os livros expostos, o que mais chamou a atenção da meninada, levando-as a folhear, ler a sinopse e comprá-lo mesmo sem conhecer a autora ou a editora, foi o livro O Último Beijo. Fiquei curiosa com tal fato e decidi “fazer uma enquete” com as pessoas que apanhavam OUB para analisá-lo. Perguntava, como quem não quer nada: “Por que esse livro chamou sua atenção?”  E a resposta era sempre a mesma: “Por causa do título. Ele é simples, direto, sei exatamente o que esperar deste livro, sei que haverá romance e isso já é o bastante para que eu me interesse por ele.” Quanto ao meu título tão original e elaborado, as pessoas diziam que ele não queria lhes dizer absolutamente nada. Apenas a imagem da capa ajudava, mas mesmo ela não conseguia sugerir que se tratava de um romance.
Nesse mesmo dia, tive a oportunidade de conversar com Carlos Augusto Segato, um escritor experiente e renomado, nascido na mesma cidade que eu, e de quem sou fã desde criança, já tendo lido quase todos os seus títulos. Batemos um papo justamente sobre esse tema e ele me contou que Pedro Bandeira, de quem ele é amigo pessoal, certa vez, mudou o título de um livro diversas vezes até que o mesmo “emplacasse”, pois um título é o mais importante numa história. É ele quem vai chamar a atenção, despertar a curiosidade do público. E cada povo tem uma preferência. Talvez lá fora títulos impactantes funcionem bem, mas aqui no Brasil, ele precisa ser simples, direto e objetivo. Haja visto o exemplo de tantos filmes americanos que ao chegarem aqui recebem títulos totalmente diversos dos originais, tais como My Girl (Minha garota) que aqui foi nomeado Meu primeiro amor ou Sundays at Tiffany’s (Literalmente: Domingo na Tiffany) que aqui chegou como Meu amigo imaginário ou ainda o filme 50 First Dates (literalmente: Cinquenta primeiros encontros) que aqui recebeu o nome de Como se fosse a primeira vez, e por que isso acontece? Será ao acaso? É claro que não. É óbvio que os empresários que trazem esses filmes para o Brasil, sabem muito bem “o que vende” e o que chama a atenção do público brasileiro, por isso fazem tais adaptações, além disso, eles o fazem amparados em amplas e criteriosas pesquisas, além de anos de experiência acumulada.
Mas um pobre autor incauto como eu era pode pensar: Mas a Editora não fará isso? Não, a Editora não fará isso e mais um sem número de coisas que ela deveria fazer. Ao menos não as que trabalham com autores iniciantes, mas isso já é assunto para uma outra postagem, por ora basta que você saiba que não poderá contar com ninguém além de você nesse quesito caro colega, e é por isso que lhe dou este conselho, ao escolher o título de seu livro, seja sucinto, direto e objetivo. Abaixo deixo exemplos muito bem sucedidos de livros que seguiram este padrão:  

 Elaine Velasco é autora da série Limiar, para mais postagens, acesse seu blog: elainevelasco.blogspot.com.br
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Como escolher um título eficiente para seu livro


Hoje venho falar de uma experiência pessoal que vivi ao publicar meu primeiro livro. Quando escrevi Limiar, estava bem “por fora” do mercado nacional e vinha acompanhando apenas sucessos internacionais tais como Crepúsculo, Fallen e Hush Hush. Devido a isso, quando fui dar um título ao meu livro, julguei que seria interessante escolher um nome impactante, forte, uma palavra pouco usual.
Entretanto, essa minha ideia logo se mostrou falha. Compareci a n palestras onde sempre rolava a pergunta: Mas o que significa “Limiar”? Pois é, quis “enfeitar” tanto que acabei estragando. Pensa comigo: quem vai comprar um livro cujo título nem sabe o que significa?
Alguns me dirão: Bem, se a pessoa não sabe ao menos o que significa Limiar, não vai ler o livro mesmo… Mas isso não é bem real, pois quando escrevi meu livro, pensava justamente naqueles meus alunos que não tem o hábito de ler, que pouco conhecem do universo fantástico. Esmerei-me tanto em escrever um livro bem “didático” para esse público e veja só, pisei na bola justamente no título. Minhas suspeitas vieram a se confirmar na Feira do Livro que aconteceu em minha cidade em novembro do ano passado, quando atuei como organizadora e também como responsável pelo estande da Editora Dracaena. De todos os livros expostos, o que mais chamou a atenção da meninada, levando-as a folhear, ler a sinopse e comprá-lo mesmo sem conhecer a autora ou a editora, foi o livro O Último Beijo. Fiquei curiosa com tal fato e decidi “fazer uma enquete” com as pessoas que apanhavam OUB para analisá-lo. Perguntava, como quem não quer nada: “Por que esse livro chamou sua atenção?”  E a resposta era sempre a mesma: “Por causa do título. Ele é simples, direto, sei exatamente o que esperar deste livro, sei que haverá romance e isso já é o bastante para que eu me interesse por ele.” Quanto ao meu título tão original e elaborado, as pessoas diziam que ele não queria lhes dizer absolutamente nada. Apenas a imagem da capa ajudava, mas mesmo ela não conseguia sugerir que se tratava de um romance.
Nesse mesmo dia, tive a oportunidade de conversar com Carlos Augusto Segato, um escritor experiente e renomado, nascido na mesma cidade que eu, e de quem sou fã desde criança, já tendo lido quase todos os seus títulos. Batemos um papo justamente sobre esse tema e ele me contou que Pedro Bandeira, de quem ele é amigo pessoal, certa vez, mudou o título de um livro diversas vezes até que o mesmo “emplacasse”, pois um título é o mais importante numa história. É ele quem vai chamar a atenção, despertar a curiosidade do público. E cada povo tem uma preferência. Talvez lá fora títulos impactantes funcionem bem, mas aqui no Brasil, ele precisa ser simples, direto e objetivo. Haja visto o exemplo de tantos filmes americanos que ao chegarem aqui recebem títulos totalmente diversos dos originais, tais como My Girl (Minha garota) que aqui foi nomeado Meu primeiro amor ou Sundays at Tiffany’s (Literalmente: Domingo na Tiffany) que aqui chegou como Meu amigo imaginário ou ainda o filme 50 First Dates (literalmente: Cinquenta primeiros encontros) que aqui recebeu o nome de Como se fosse a primeira vez, e por que isso acontece? Será ao acaso? É claro que não. É óbvio que os empresários que trazem esses filmes para o Brasil, sabem muito bem “o que vende” e o que chama a atenção do público brasileiro, por isso fazem tais adaptações, além disso, eles o fazem amparados em amplas e criteriosas pesquisas, além de anos de experiência acumulada.
Mas um pobre autor incauto como eu era pode pensar: Mas a Editora não fará isso? Não, a Editora não fará isso e mais um sem número de coisas que ela deveria fazer. Ao menos não as que trabalham com autores iniciantes, mas isso já é assunto para uma outra postagem, por ora basta que você saiba que não poderá contar com ninguém além de você nesse quesito caro colega, e é por isso que lhe dou este conselho, ao escolher o título de seu livro, seja sucinto, direto e objetivo. Abaixo deixo exemplos muito bem sucedidos de livros que seguiram este padrão:  

 Elaine Velasco é autora da série Limiar, para mais postagens, acesse seu blog: elainevelasco.blogspot.com.br