maio 21

Cuidado com os estrangeirismos: Ambientação, nome de personagens e pseudônimos

      
        Hoje quero falar sobre um assunto que sempre me incomodou muito e que tenho observado através de resenhas de diversos blogs especializados em Literatura, não é algo que apenas incomoda a mim. Trata-se da escolha de diversos autores nacionais quanto a ambientação que dão às suas histórias, bem como a escolha de nome de seus personagens. Já se tornou comum um brasileiro que jamais saiu do país – às vezes nem do estado – ambientar suas histórias nos Estados Unidos ou Inglaterra, achando que assim será mais cool. Gente, põe uma coisa na cabeça de vocês: livros ambientados no exterior existem aos montes, escritos – pasmem! – por pessoas que vivem naqueles países! Se eu, ou qualquer outro leitor/consumidor estamos adquirindo um livro nacional, queremos um personagem que come arroz com feijão, pão com manteiga, assiste novela, futebol, sofre com o calor, curte e respeita as diferenças culturais, ou seja, queremos um personagem BRASILEIRO com quem possamos nos identificar, um personagem que ao sairmos na rua, teremos a impressão de que podemos encontrá-lo em qualquer esquina, tal seja a familiaridade que ele nos traga, tanto em atitudes, quanto em relação ao local onde vive. Se eu quiser ler um livro ambientado em Londres, vou comprar um livro escrito por um autor inglês que vai tratar o assunto com a propriedade que lhe cabe.
          Existem inúmeros problemas que podem decorrer do fato de você escolher ambientar sua história no exterior, mas citarei apenas os mais óbvios:
1 – Ao basear-se em pesquisas na internet (recurso que a maioria utiliza) você pode dar diversos “furos”, utilizando dados ultrapassados ou irreais sobre os locais dos quais irá falar.  
2 – Você não tem como saber exatamente como o povo daquele país se comporta, por isso seu personagem poderá ficar “artificial” bem como a reação das pessoas à ele.
         E quanto ao uso de nomes “estrangeiros” ou nomes inventados por você para seu personagem, você também estará criando problemas, pois:
1 – Estará dificultando a identificação do público com ele,
2 – Estará dificultando a memorização dos nomes deles, o que sempre é ruim, tenho um colega que escreveu um livro com nomes bem originais e depois quando fui ler resenhas do livro dele, todos só comentavam que foi difícil compreender a história porque não conseguiam memorizar o nome dos personagens, por isso cuidado, originalidade e criatividade são bons, mas como tudo na vida, há limites.
           Para pra pensar em todos os livros nacionais que você já leu. Quais foram os que você mais gostou? Onde eles eram ambientados?
           Em minha adolescência, li vários livros ambientados no Rio de Janeiro e muitos mais ambientados em São Paulo. Achava maravilhoso quando o personagem pegava o metrô e descia na estação República, aquela mesma na qual eu havia passado no dia anterior.
           Pense em Monteiro Lobato com suas locações interioranas em Sítio do Pica-pau amarelo? Ele não é uma referência da literatura brasileira infantil até hoje à toa. Quantos de nós aprendemos a amar seus cenários que lembravam os sítios de nossos próprios avós onde vivemos aventuras mil?
           E André Vianco, cujo maior mérito sempre foi sua ambientação em São Paulo, colocando seus vampiros em meio a agitada vida da metrópole? E Eduardo Spohr com seus anjos sobrevoando o Cristo Redentor?
           É claro que há os que dirão: mas e Paulo Coelho? Ele geralmente ambienta suas histórias no exterior. Sim, concordo, mas veja bem, via de regra são lugares que ele DE FATO conheceu, em alguns, ele até morou alguns anos. Deste modo, ele consegue falar dos lugares e dos costumes de forma satisfatória.
           Ah, e é claro que tudo isso nos leva a mais um assunto que gostaria de abordar: a adoção de pseudônimos. Sabemos que 90% dos escritores fazem isso, mas eu gostaria de fazer aí uma ressalva. Tenho conhecido autores que adotam nomes tais como “Stefanie Brigdet“, “Carl Smith” e por aí vai – aliás, são os mesmos que ambientam suas histórias no exterior e dão nomes difíceis a seus personagens – e a justificativa deles é que pretendem alçar carreira internacional, por isso adotaram o nome “americanizado“. Ora, Paulo Coelho não tornou-se Paul Rabitt para ser melhor aceito no mercado internacional e mesmo assim ele é o autor brasileiro que mais vende lá fora.

           Nosso país é tão vasto e possui tantos cenários não explorados literariamente, que tal escrever um livro ambientado em Rio Branco, Manaus, Curitiba, Cuiabá? Nunca li nada assim! E que tal criar alguma Carolina, que se apaixona por um garoto chamado Pedro e assinar tudo isso com o singelo pseudônimo de João Silva? Por que não? Valorize suas raízes, tenha orgulho de seu país e de você, porque assim, nós, leitores, também teremos. 

            Já dizia o grande Tolstói:


Elaine Velasco é autora da série Limiar,ambientada em sua cidade natal,onde reside ainda hoje. A história se desenrola em torno de Samuel, Ester e Miguel. Para saber mais, acesse: elainevelasco.blogspot.com.br

maio 21

Cuidado com os estrangeirismos: Ambientação, nome de personagens e pseudônimos

      
        Hoje quero falar sobre um assunto que sempre me incomodou muito e que tenho observado através de resenhas de diversos blogs especializados em Literatura, não é algo que apenas incomoda a mim. Trata-se da escolha de diversos autores nacionais quanto a ambientação que dão às suas histórias, bem como a escolha de nome de seus personagens. Já se tornou comum um brasileiro que jamais saiu do país – às vezes nem do estado – ambientar suas histórias nos Estados Unidos ou Inglaterra, achando que assim será mais cool. Gente, põe uma coisa na cabeça de vocês: livros ambientados no exterior existem aos montes, escritos – pasmem! – por pessoas que vivem naqueles países! Se eu, ou qualquer outro leitor/consumidor estamos adquirindo um livro nacional, queremos um personagem que come arroz com feijão, pão com manteiga, assiste novela, futebol, sofre com o calor, curte e respeita as diferenças culturais, ou seja, queremos um personagem BRASILEIRO com quem possamos nos identificar, um personagem que ao sairmos na rua, teremos a impressão de que podemos encontrá-lo em qualquer esquina, tal seja a familiaridade que ele nos traga, tanto em atitudes, quanto em relação ao local onde vive. Se eu quiser ler um livro ambientado em Londres, vou comprar um livro escrito por um autor inglês que vai tratar o assunto com a propriedade que lhe cabe.
          Existem inúmeros problemas que podem decorrer do fato de você escolher ambientar sua história no exterior, mas citarei apenas os mais óbvios:
1 – Ao basear-se em pesquisas na internet (recurso que a maioria utiliza) você pode dar diversos “furos”, utilizando dados ultrapassados ou irreais sobre os locais dos quais irá falar.  
2 – Você não tem como saber exatamente como o povo daquele país se comporta, por isso seu personagem poderá ficar “artificial” bem como a reação das pessoas à ele.
         E quanto ao uso de nomes “estrangeiros” ou nomes inventados por você para seu personagem, você também estará criando problemas, pois:
1 – Estará dificultando a identificação do público com ele,
2 – Estará dificultando a memorização dos nomes deles, o que sempre é ruim, tenho um colega que escreveu um livro com nomes bem originais e depois quando fui ler resenhas do livro dele, todos só comentavam que foi difícil compreender a história porque não conseguiam memorizar o nome dos personagens, por isso cuidado, originalidade e criatividade são bons, mas como tudo na vida, há limites.
           Para pra pensar em todos os livros nacionais que você já leu. Quais foram os que você mais gostou? Onde eles eram ambientados?
           Em minha adolescência, li vários livros ambientados no Rio de Janeiro e muitos mais ambientados em São Paulo. Achava maravilhoso quando o personagem pegava o metrô e descia na estação República, aquela mesma na qual eu havia passado no dia anterior.
           Pense em Monteiro Lobato com suas locações interioranas em Sítio do Pica-pau amarelo? Ele não é uma referência da literatura brasileira infantil até hoje à toa. Quantos de nós aprendemos a amar seus cenários que lembravam os sítios de nossos próprios avós onde vivemos aventuras mil?
           E André Vianco, cujo maior mérito sempre foi sua ambientação em São Paulo, colocando seus vampiros em meio a agitada vida da metrópole? E Eduardo Spohr com seus anjos sobrevoando o Cristo Redentor?
           É claro que há os que dirão: mas e Paulo Coelho? Ele geralmente ambienta suas histórias no exterior. Sim, concordo, mas veja bem, via de regra são lugares que ele DE FATO conheceu, em alguns, ele até morou alguns anos. Deste modo, ele consegue falar dos lugares e dos costumes de forma satisfatória.
           Ah, e é claro que tudo isso nos leva a mais um assunto que gostaria de abordar: a adoção de pseudônimos. Sabemos que 90% dos escritores fazem isso, mas eu gostaria de fazer aí uma ressalva. Tenho conhecido autores que adotam nomes tais como “Stefanie Brigdet“, “Carl Smith” e por aí vai – aliás, são os mesmos que ambientam suas histórias no exterior e dão nomes difíceis a seus personagens – e a justificativa deles é que pretendem alçar carreira internacional, por isso adotaram o nome “americanizado“. Ora, Paulo Coelho não tornou-se Paul Rabitt para ser melhor aceito no mercado internacional e mesmo assim ele é o autor brasileiro que mais vende lá fora.

           Nosso país é tão vasto e possui tantos cenários não explorados literariamente, que tal escrever um livro ambientado em Rio Branco, Manaus, Curitiba, Cuiabá? Nunca li nada assim! E que tal criar alguma Carolina, que se apaixona por um garoto chamado Pedro e assinar tudo isso com o singelo pseudônimo de João Silva? Por que não? Valorize suas raízes, tenha orgulho de seu país e de você, porque assim, nós, leitores, também teremos. 

            Já dizia o grande Tolstói:


Elaine Velasco é autora da série Limiar,ambientada em sua cidade natal,onde reside ainda hoje. A história se desenrola em torno de Samuel, Ester e Miguel. Para saber mais, acesse: elainevelasco.blogspot.com.br

maio 19

Resenha: “A Elite” de Kiera Cass


Sinopse – A Elite – The Selection – Livro 02 – Kiera Cass

A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Só uma se casará com o príncipe Maxon e será coroada princesa de Illéa. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Quando ela está com Maxon, é arrebatada por esse novo romance de tirar o fôlego, e não consegue se imaginar com mais ninguém. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto, dominada pelas memórias da vida que eles planejavam ter juntos.

America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, perdida em sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer — e ela está prestes a perder sua chance de escolher. E justo quando America tem certeza de que fez sua escolha, uma perda devastadora faz com que suas dúvidas retornem. E enquanto ela está se esforçando para decidir seu futuro, rebeldes violentos, determinados a derrubar a monarquia, estão se fortalecendo — e seus planos podem destruir as chances de qualquer final feliz.
Resenha:

A série  A Seleção trata de uma distopia, ocorrida num futuro remoto, onde os Estados Unidos foram destroçados por guerras e crises econômicas intermináveis, e um novo país foi erigido por Gregório Iléa, cujo nome foi adotado também por esse nova nação, que passou a chamar-se Iléa e cuja população encontra-se dividida em castas e onde cada pessoa só pode desenvolver-se profissionalmente e casar-se, constituir família, de acordo com a casta à qual pertence. Para citar algumas, saiba que existe a casta Um, dos mais ricos, a Três, dos professores e escritores, a Cinco dos artistas e a Oito, que é a última, dos serviçais. America pertence à casta Cinco e está apaixonada por Aspen, que pertence à casta Seis quando é selecionada para concorrer ao coração do príncipe Maxon e à coroa de Iléa juntamente com mais 35 candidatas. Ao firmar uma bonita amizade com Maxon, ela sente seu coração ficar dividido entre Aspen e o príncipe, entre ser um pobre membro da casta Seis ou pertencer à casta Um, mas acima disso, ela sente uma ferrenha vontade de mudar o injusto sistema que classifica as pessoas conforme seu nascimento e não conforme suas aptidões, um sistema que não dá oportunidades nem perspectivas de melhora.
Não sei se foi o fato de ter lido A Elite enquanto ainda enfrentava uma forte ressaca literária por causa de Jogos Vorazes – cuja protagonista é uma garota forte, politizada, determinada, que não mede esforços para libertar seu povo – mas o fato é que não gostei do livro. Achei que a autora “se perdeu” enquanto escrevia este livro. America, que no primeiro livro – A Seleção (resenha aqui: http://elainevelasco.blogspot.com.br/2012/09/resenha-selecao-de-kiera-cass.html) – era uma jovem determinada, politizada, lutadora, em A Elite tornou-se uma garota fútil e vazia, preocupada apenas com o próprio umbigo e com o amor do príncipe. Para mim, a autora fugiu completamente da proposta do primeiro livro. O livro não traz surpresa alguma, ela não descobre nada novo com relação aos rebeldes que tentam invadir o palácio nem faz avanço algum em relação a ajudar seu povo a sair do sistema injusto no qual vive. Até mesmo Maxon, antes tão perfeito, revela-se um cafajeste egoísta e mimado. E Aspen, antes importante peça no triângulo amoroso, torna-se apenas um acessório, um “estepe”. Para mim, foi um livro que apenas “encheu lingüiça”, deixando todos os fatos importantes para o livro final, o que é um risco, pois a autora pode acabar deixando tudo muito “corrido”, mal explicado, mal trabalhado. Eu ganhei o primeiro livro da trilogia na edição do Fantasticon do ano passado, das mãos da editora da Seguinte, que lá estava por ocasião de uma palestra e confesso que ele foi uma grata surpresa, o que me levou a adquirir o segundo livro, porém, A Elite, ao menos para mim, deixou a desejar e muito. 
Elaine Velasco é autora da série Limiar e leitora voraz de literatura Young Adult, especialmente quando esses tratam de Literatura Fantástica. Para saber mais sobre ela, acesse: elainevelasco.blogspot.com.br
maio 18

Como é ser escritor no Brasil?

Como é ser escritor no Brasil?
Olá amigos do blog!
Hoje vou responder uma pergunta na qual sou – digamos que – “inquisionado”; seja em lançamentos ou por e-mail a responder a pergunta do titulo deste post.
Como é ser escritor no Brasil?
Se fosse para eu responder usando uma palavra, usaria a palavra invisível.
Mas vou um pouco mais além. 
O que se pode esperar da literatura Nacional se não encontramos nossos autores/ escritores expostos nas vitrines das livrarias?
A resposta é simples…
Desde pequenos vivemos o consumismo e a superstição de que “tudo o que vem de fora é melhor”.
Brasileiro é assim, passeia de carro importado e quando quebra fica reclamando que não encontra autorizada na cidade em que mora.
Usa celular de alta tecnologia, mas na maioria das vezes não sabe inglês e tampouco utilizar todas as funcionalidades oferecida pelo aparelho.
Reclama dos políticos mas continuam a votar errado  – da mesma forma que os índios foram comprados com espelhos, cravos e outras especiarias muito bem descritas na história de nosso país; hoje um voto custa um vale refeição, um vale gás, um auxilio reclusão ou uma bolsa família -, e culturalmente voltamos a ser os “índios” da época do descobrimento.
E a educação? E a saúde? Onde ficam?
Ficam em segundo plano, da mesma forma que um livro nacional em uma livraria nacional. Ficam escondidos… Todo mundo sabe que existem, mas não procuram e quando o fazem, na maioria das vezes é por necessidade.
Não pelo hábito de leitura… Disso já desisti faz tempo.
Talvez pela necessidade de agradar um amigo escritor ou até mesmo o amigo, ou simplesmente para dizer que tem o livro.
Como encontrar leitores em um país onde a educação fica em segundo plano?  É o mesmo que encontrar agulha em um palheiro.
Dessa má educação nascem autores e escritores que ainda persistem iludidos pelo consumismo gringo, pois lá, um autor Best seller é bem pago, porém, lá fora, raríssimos são publicados por confiáveis agentes literários.
E aqui?
Aqui é Brasil. Pagou publicou.  
Vejo grandes editoras vendendo como se fossem gráficas e muitas gráficas usando o pseudo nome de editoras.
Mas então como explicar os fenômenos Nacionais?
Que fenômenos? Aqueles que aparecem como cometas; chamam atenção por um período de tempo e depois desaparecem?  Não… esses muitas vezes passam em brancas nuvens como um espectro.
Sim, um espectro de escritor que quando tomam a pílula vermelha da Matrix editorial, conseguem ver que no Brasil autor Nacional não tem espaço.
Desaparecem como fantasmas ou procuram ser reconhecidos fora da própria terra natal, carregando consigo um passaporte com paginas ilustradas. Lá é mais fácil… Será?
A segunda palavra que eu usaria para definir um escritor é amor.
Sim amor.
Amor por escrever em meio a tudo isso.
Vejo muitos autores nacionais de ótima qualidade e que eu me atrevo a classificá-los como “Best Sellers invisíveis”, ou seja, escrevem verdadeiras obras primas mas ficam oprimidos pela guerra literária e padecem pela falta de oportunidade.
Então retomo novamente a pergunta.
Como é ser escritor no Brasil?
A resposta é mais do que simples.
É não ser, mas com a esperança de um dia ser.
Um forte abraço a todos!
maio 16

Conto do Fantastiverso – Capítulo 2

Este conto é uma proposta do meu grupo literário Fantastiverso, afim de divulgar nosso trabalho e nossos livros. 

Sinopse: O anjo caído Samael está reunindo um exército composto de criaturas sobrenaturais. Os anjos tentarão impedi-lo. Mas descobrirão que o único sentimento mais forte que a vingança é o amor…
Nesse segundo capítulo, participam Samael (Limiar– Entre o céu e o inferno de minha autoria) e Ariel O Ceifeiro de Al Gomes), para quem não leu o primeiro capítulo, acesse: http://www.aartedeescrever.com/?p=167
Capítulo 2
Empoleirado sobre o teto do Masp, Samael observa a metrópole adormecida. Absorto em pensamentos, nem mesmo a tempestade que assola a cidade parece incomodá-lo. Apenas a chegada de um ser feito de pura energia, que aos poucos toma a forma de um homem com imensas asas é capaz de fazer com que ele mova a cabeça para a direita. Entretanto, ao constatar sua identidade, ele volta à sua apatia e sua posições iniciais, limitando-se a cumprimentar o visitante:
– Olá Ariel.
– Boa noite comandante.
– Não sou mais seu comandante há milênios, Ariel.
– Porém, jamais deixei de respeitá-lo Samael, por tudo que passamos juntos quando liderava o exército dos ceifeiros.
Samael soltou um suspiro entediado.
– Afinal, o que o traz até aqui velho amigo? Sei que não se trata de uma visita cordial.
– Sei o que está planejando Samael, e muitos de nossas hostes também o sabem. Vim pedir para que pare. É loucura, não vai dar certo.
– E que escolha tenho eu Ariel? Se nosso Pai me deu as costas e estou agora preso nessa guerra entre Ele e Lúcifer? Já sofri demais por não tomar partido.
– Sei que não é isso que o motiva. De verdade.
O silêncio imperou entre os dois por longos instantes, até que o antigo comandante o quebrou:
– Quem é você para me julgar Ariel? Bem sei que andas envolvido com aquela humana, aquela cuja alma deveria ceifar…
– Como sabes disso?
– As notícias correm, meu irmão. Toma cuidado.
– Não é o que estás pensando.
– Não? Já vi muitos anjos caírem Ariel, sei bem como tudo começa…
–  Acaso refere-se a Leuviah? Ele já vinha se corrompendo há muito tempo…
– Não fale desse maldito diante de mim! – dizendo isso, o anjo de asas cinzentas pôs-se em pé, punhos cerrados encarando o antigo companheiro.
– Acalme-se Samael, não vim reabrir velhas feridas. Só vim avisar-lhe.
– Pois então, fica também você com um aviso: Se continuares pelo caminho que estás trilhando, logo estarás ao meu lado, lutando contra as legiões de nosso Pai, logo serás mais um anjo caído.
Tomado de assombro pela severidade das palavras emitidas pelo antigo comandante, Ariel enrolou-se em suas asas e transformou-se numa imensa bola de energia que sumiu nos céus tão rapidamente quanto havia surgido.
maio 15

Livro X Filme: Jogos Vorazes

Sinopse – Jogos Vorazes – Jogos Vorazes – Livro 1 – Suzanne Collins

Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstram seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte! Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?

Resenha

         Primeiramente quero falar de como cheguei até Jogos Vorazes. Vários amigos do facebook viviam postando materiais sobre essa série e como esses amigos em especial têm o mesmo gosto que eu para livros, fiquei muito curiosa para conhecer a história. Associe-se a isso o fato de que, como toda mulher, sou louca por promoção e essa série sempre estava por um preço incrível no Submarino e ainda entre os mais vendidos. Porém, após minha decepção com Cinquenta tons de cinza (falarei sobre isso em outra resenha), fiquei com medo de comprar uma trilogia inteira e depois não conseguir sequer passar da metade do primeiro livro. Por esse motivo, ao saber que já havia o filme do primeiro livro da série, decidi assisti-lo. E só posso dizer que simplesmente A-ME-I. Assisti  ao filme duas vezes seguidas e só não assisti a terceira porque meu marido começou a reclamar, rs. No mesmo dia, encomendei os livros pela internet e ao recebê-los, devorei-os em apenas 6 dias! Levei dois dias para ler o primeiro, o segundo li num único dia e o terceiro só demorou 3 dias porque comecei a protelar a leitura porque não queria que ela acabasse! Fiquei na maior ressaca literária após terminá-lo e tive que ser muito forte para não começar a relê-los. Aí você se pergunta: então essa é uma resenha sobre a trilogia? Não caro leitor, essa é um resenha que pretende comparar o filme com o livro, é claro que falaremos apenas do primeiro livro, visto que os outros ainda não saíram.
          Pois bem, de tanto acompanhar filmes e/ou séries de TV que vieram de livros que li, já percebi algumas coisas… A primeira, é que nem todos os personagens dos livros podem ser levados ao filme, devido ao tempo relativamente escasso que ali se tem para contar uma história, portanto, já me conformei que alguns personagens por vezes muito queridos, simplesmente são esquecidos na hora de se adaptar um livro para um filme, aí o que se faz muitas vezes, é manter um personagem que mescle as características, falas e atitudes de vários personagens. Às vezes isso dá certo, outras nem tanto.  Veja o caso de Bonnie e Caroline, da série Diários do Vampiro, ao suprimirem a personagem Meredith, tentaram imprimir nelas as características desta terceira. O que aconteceu é que se desvirtuou muito a história original, onde Caroline era na verdade, inimiga declarada de Elena, e agora na série, ela é uma super amiga e a Bonnie, é bipolar, em certos momentos é frágil, em outros, corajosa. Também entendo que nos filmes, não há tempo para grandes explicações, nem grandes questionamentos, por isso, muitas coisas são “condensadas” ou se utiliza o recurso visual para subentendê-las. Porém, esse recurso sempre apresenta falhas. Por exemplo, o filme Jogos Vorazes, logo no começo, mostra Katniss, a protagonista, conversando com Gale sobre quantas vezes eles já se inscreveram para a Colheita, sem dar maiores detalhes e a impressão que você tem, se não leu o livro, é que eles estão ávidos por participarem dos Jogos, o que não é verdade, e por conta disso você fica “boiando” quando Katniss se apresenta como voluntária para tomar o lugar de sua irmã e todo mundo fica triste. Tipo, se era assim tão fácil participar, por que eles ficaram se inscrevendo mil vezes? E agora que Katniss conseguiu garantir sua vaga, por que esse drama? Enfim, só lendo o livro para entender.
Outra coisa que me incomodou um pouco no filme, foi que Haymitch muda de apático para mentor carinhoso e atencioso sem nenhum motivo real aparente, muito embora o motivo de tal mudança só seja elucidado no terceiro livro, então decidi relevar esse fato. Há também o relacionamento de Katniss e Gale, que no livro, é apenas uma amizade, que ela só percebe que talvez seja amor quando já está na Arena e no filme, eles são colocados como um casal logo de cara, mas também compreendo o uso de tal recurso, já que Gale precisa nos conquistar logo de cara, pois ele quase não aparece mais no filme. Mas o que eu realmente achei fantástico foi a abordagem escolhida para o filme. Enquanto eu o assistia, eu tinha a plena convicção que o livro era narrado em terceira pessoa, pois que aconteciam coisas que nossa heroína não tinha como ter conhecimento. Foi uma surpresa quando descobri que o livro é narrado em primeira pessoa. Esse recurso foi utilizado no filme, para explicar mais rapidamente e objetivamente certos detalhes importantes ao desenrolar da história.  
Ah, e tem também o mocinho da história! Peeta Mellark é o tributo masculino do distrito 12 que juntamente com Katniss estará na arena, competindo com outros 22 jovens entre 12 e 18 anos pela coroa e pela glória de ser o vencedor da 74ª Edição dos Jogos Vorazes. À princípio, suas atitudes são confusas e você fica muito desconfiado dele, pois que para haver um campeão, poderá haver apenas um sobrevivente, de modo que, se pretende sagrar-se um vitorioso, ele terá que matar também Katniss. Mas é aí que a história nos surpreende… E prende!
Não posso dar muito mais detalhes, para não dar spoilers, o que posso garantir é que Jogos Vorazes é uma trilogia que vale cada linha e sua adaptação para o cinema vale cada minuto!
Arrisco-me até a dizer que é a melhor série desde Harry Potter!!!   
Elaine Velasco é autora da série Limiar e fã incondicional dos livros e dos filmes de Harry Potter, e agora também de Jogos Vorazes. Para conhecer mais seu trabalho, acesse:elainevelasco.blogspot.com.br

maio 14

O Último Pedido


Olá Amigos do Blog

Hoje, venho compartilhar com vocês sobre um novo instrumento da internet interessante para todos nós escritores.

É um site chamado wattpad.

Pode ser que alguns por aqui já o conheçam, mas a verdade é que trata-se de uma rede social voltado a escrita e apresenta a possibilidade de se utilizar o idioma português.

Eu já conhecia sites similares ou, diga-se de passagem, genérico. Só que eram todos em inglês.

O legal desse site é que você podem começar um livro – assim como eu estou criando um livro teste -, e cada um dos seguidores pode comentar a sua estória – opinião crítica, tipo: Hermes, não gostei daquela cena que você disse que …

Isso ajuda muito o escritor enquanto está escrevendo e as vezes até a encontrar um erro relativo a estória que passou despercebido.

Para testá-lo, eu iniciei um livro com o título: “O Último Pedido”, que não terá mais de 90 páginas – pelo menos esse é o planejamento de meu esboço -, e se for aclamado por todos irei encaminhá-lo para a publicação e enquanto isso não acontece, vocês poderão acessar a estória na integra durante toda a produção. Basta clicar no link abaixo:

http://www.wattpad.com/16919569-o-%C3%BAltimo-pedido-cap%C3%ADtulo-01

Algumas curiosidade sobre essa “novel” é que faço uma mistura de romance e suspense e o antagonista quem é? Bom, isso deixo a cargo da imaginação de vocês para responder.

Para vocês fazerem o comentário é necessário se cadastrarem.

Bem, por hoje é isso.

Um forte abraço a todos!
maio 10

O Velho e o Mar


Resenha “O Velho e o Mar”

Olá amigos do blog!

Hoje trago para vocês uma resenha de um livro que me impressionou. Um livro curto, pelo menos na versão pdf tem 69 páginas.

A verdade seja dita, um bom livro não se constrói pela quantidade de páginas e sim pela qualidade do conteúdo e a mensagem que o protagonista nos transmite. Foi um livro que li em uma tarde, pois meu lado detalhista gosta de questionar e vivenciar a estória.

Ernest Miller Hemingway – Oak Park, 21 de Julho1899Ketchum, 2 de Julho1961– Hemingway era parte da comunidade de escritores expatriados em Paris, conhecida como “geração perdida”, nome inventado e popularizado por Gertrude Stein. Levando uma vida turbulenta, Hemingway casou-se quatro vezes, além de vários relacionamentos românticos. Em 1952 publica “O Velho e o Mar“, com o qual ganhou o prêmio Pulitzer(1953), considerada a sua obra-prima. Foi laureado com o Nobel de Literatura de 1954. … Ao longo da vida do escritor, o tema suicídio aparece em escritos, cartas e conversas com muita frequência. Seu pai suicidou-se em 1929 por problemas de saúde e financeiros. Sua mãe, Grace, dona de casa e professora de canto e ópera, o atormentava com a sua personalidade dominadora. Ela enviou-lhe pelo correio a pistola com a qual o seu pai havia se matado2. O escritor, atônito, não sabia se ela queria que ele repetisse o ato do pai ou que guardasse a arma como lembrança.

Aos 61 anos e enfrentando problemas de hipertensão, diabetes, depressão e perda de memória, Hemingway decidiu-se pela primeira alternativa. Todas as personagens deste escritor se defrontaram com o problema da “evidência trágica” do fim. Hemingway não pôde aceitá-la. A vida inteira jogou com a morte, até que, na manhã de 2 de julho de 1961, em Ketchum, Idaho, tomou um fuzil de caça e disparou contra si mesmo.  (WIKIPÉDIA, 2013).

A estória começa amarrando o leitor na trama, relatando a história do “velho” – nosso protagonista – e o rapaz –  que poucas vezes aparece na estória. O Fato é que o velho pescador sozinho, há 84 dias saia no esquife sem apanhar nenhum peixe sequer, sendo que os primeiros 40 dias era acompanhado pelo “rapaz”, que tinha um forte vinculo afetivo com o protagonista.

Primeiramente o que me chamou a atenção nessa magnífica obra, é que o personagem principal não tem nome. É apenas o velho… e o cenário, obviamente o mar.

O fato é que quando falamos de “velho” temos o sinônimo de sabedoria e experiência de vida. Agora imaginem essa bagagem toda com um velho pescador.

Pois bem, esse velho pescador continua aventurando-se em sua pescaria e não desiste, até que um dia, um enorme – diga-se de passagem, enorme mesmo – peixe abocanha seu engodo e a partir daí observamos o velho sendo arrastado por dias no mar, com as mãos e costas feridas, por não soltar a linha que prende o grande peixe.

Para apimentar a trama, o velho tem pouca agua potável e nenhuma comida, mas em nenhum momento, solta a linha. Após alguns dias “cansando” o peixe, ele consegue admirar o fruto de sua pesca, porém o velho está fraco… muito fraco… Desidratado, desnutrido, longe da vila de pescadores –  em uma pescaria que havia saído para retornar no mesmo dia -,  e com o peixe preso em seus vários anzóis, mas ele não o solta.

O final da estória…  Obviamente não vou contar. Mas posso lhes garantir que o livro nos presenteia com grandes lições, principalmente sobre a velhice, persistência e experiência acumuladas em um idoso que sabe muito bem administrar os próprios limites.

Um forte abraço a todos!
Postado por: Hermes M. Lourenço

maio 9

Conto do Fantastiverso

Olá amigos do blog!
Talvez não seja do conhecimento de todos que faço parte do grupo literário Fantastiverso, um grupo composto por 14 autores do gênero de Literatura Fantástica, unidos no intuito de difundir e divulgar esse gênero no Brasil. Para maiores informações, acesse: fantastiverso.blogspot.com.br.

Para 2014, estamos preparando uma antologia com um conto de cada um de nossos autores, afim de divulgar nosso trabalho. O livro será organizado por mim e publicado pela Editora Literata. Com vistas a este trabalho, também estamos escrevendo um “conto bônus”, escrito por 7 dos autores integrantes do grupo, envolvendo nossos 7 livros e seus personagens. É uma forma de divulgar não apenas nosso trabalho, mas também nossas obras e nossa futura antologia. Esse conto bônus será publicado em diversos blogs e sites, inclusive no A Arte de Escrever, semanalmente. Gostou da proposta? Então confere aí o primeiro capítulo dessa história fantástica que traz Samael, um personagem do meu livro Limiar e Diogo e os demais vampiros de seu covil do livro O Punhal da minha querida amiga Jéssica Anitelli.

Capítulo 1
Mesmo antes de abrir a porta, Diogo já podia sentir a enorme força que emanava da criatura atrás dela. Colocou a mão na maçaneta e a girou devagar, sem saber o que o esperava. Deparou-se com um homem alto, esguio, de cabelos negros e olhos azuis que o fitavam com interesse.
– Boa noite. Você deve ser o Diogo.
– Sim, eu mesmo. Desculpe, mas eu te conheço?
Abrindo um meio sorriso, ele se apresentou: – Creio que não. Meu nome é Samael. Quero falar com Augusto.
Se antes Diogo já estava com um péssimo pressentimento, isso apenas se agravou ao ouvir o estranho mencionar o seu nome e o de seu mestre. Eles nunca recebiam visitas, apenas dos humanos que os serviam, mas jamais de outras criaturas sobrenaturais, quanto mais uma daquela magnitude. Diogo não sabia exatamente o que aquele homem era, mas sabia que não era humano, nem vampiro, mas algo muito, muito mais poderoso. Ele que há pouco se acostumara com a existência de vampiros, jamais imaginou encontrar outra espécie ainda mais poderosa que a dele e isso o amedrontava.
– Não vai me convidar para entrar?
Diogo hesitou por um instante, perguntando-se se aquilo era sensato.
– Ora Diogo, se eu quisesse, já teria invadido a casa e destruído todos vocês, você sabe disso. Vim em missão de paz. – dizendo isso, o homem mexeu os ombros e duas enormes asas cinzentas surgiram em suas costas.
Aquela visão deixou Diogo completamente estarrecido.
Um anjo! – pensou consigo – Caraca, agora fudeu!
– Co-co-co-mo sabe o meu nome?
– Eu sei muitas coisas sobre você Diogo, coisas que nem mesmo você sabe. Conheci Henrique, de quem você herdou esses belos olhos verdes e conheci também os planos que ele teceu para você.
– O que?
Foram interrompidos por Samantha, que assomou à porta, querendo saber com quem Diogo conversava. Ao deparar-se com o anjo, pôs-se a analisá-lo por um instante, em seguida abriu um sorriso malicioso e o cumprimentou:
– Samael, há quanto tempo! Veio ver Augusto?
– Sim Samantha, poderia chamá-lo para mim?
– Claro, entre, por favor.
Diogo saiu da frente da porta, dando passagem para o estranho entrar. Agora estava ainda mais intrigado com a presença daquela estranha criatura na casa que ele dividia com outros 16 vampiros.
Quando o anjo chegou ao centro da sala, já estavam reunidos ali todos os companheiros de Diogo, exceto Augusto que agora surgia no alto da escada, precedido por Samantha.
– Samael, que bons ventos o trazem? – saudou o líder do grupo.
– Receio que não sejam bons os ventos que me trazem Augusto. – respondeu o anjo, com um ar pesaroso.
– Tenho ouvido rumores. Veio dizer-me que eles são verdadeiros?
– Receio que sim.
– Venha até meu escritório, lá poderemos conversar em particular.
O anjo atendeu ao convite de Augusto e o acompanhou até a porta que o outro indicava, enquanto 15 pares de olhos curiosos acompanhavam seus passos. Assim que a porta se fechou atrás deles, Diogo virou-se para Samantha e a cobriu de perguntas, que os demais acompanhavam interessados:
– Quem é ele Samantha? Ele é um anjo? Você o conhece? O que ele quer com o Augusto?
– O nome dele é Samael, como você já sabe. Ele é um anjo caído, antigo braço direito de Lúcifer, antes da Grande Queda. Poderia dizer que ele é o nosso “pai”.
– Pai?
– Sim. E quanto ao que ele quer com Augusto, creio que não gostaremos nem um pouco da resposta…
maio 4

Resenha: Fallen X Sussurro

Essa será minha primeira resenha no blog e de cara trago uma resenha dupla, ou seria nónupla (de nove)?

                                  Série Fallen                                                              Série Sussurro

Na semana passada, terminei de ler Finale, o último livro da série Sussurro e decidi não fazer uma simples resenha sobre ele, mas aproveitar para fazer uma postagem comparando a série Hush Hush com a série Fallen.
Para mim, é impossível falar da série Sussurro, sem falar da série Fallen, quem leu as duas e é fã do assunto, há de me compreender. As duas falam de jovens comuns que se apaixonam por anjos caídos. Entretanto, desde o começo, já é possível perceber significativas diferenças entre uma e outra. Fallen é mais sombria, mais “pesada”, mais melancólica, o que me cativou, confesso, porém Sussurro é tão “cotidiana” que te faz mergulhar na história, como se tudo aquilo estivesse realmente acontecendo com você.  
Comecemos pelos protagonistas, assumo que me identifiquei mais com Luce, apesar de julgar Nora mais verossímil, parece-me que a qualquer momento vou cruzar com ela na rua, pois ela é a típica adolescente comum, ao passo que Luce jamais foi comum. E por fim, chegamos ao eterno impasse: Daniel x Patch. Quem é mais sedutor? Quem é mais romântico, mais irresistível? Devo confessar que nesse ponto, sou do Team Patch. Daniel é meloso demais em alguns pontos, certinho demais, perfeito demais, apaixonado demais. Tanto, que cheguei a torcer para que Luce nem ficasse com ele, poderia ser o Cam ou o Milles que eu gostaria mais, poderia ser até o Lúcifer (spoiler!). Já o Patch… Ah, o Patch é o máximo: protetor na medida certa, bad boy na medida exata, romântico e sedutor perfeito.     
E as capas das duas séries? Lindíssimas! Impossível dizer quais são melhores. Apesar de  as capas da série Fallen serem um pouco repetitivas, acho que a série Sussurro ganha no quesito originalidade e ganha também no quesito títulos, achei fantástico eles remeterem à música, bem como aos pensamentos telepáticos que eles compartilham. Ah, mas o grande trunfo da série Fallen trata-se do livro “Apaixonados”. Os personagens secundários ganharam tanto destaque que foi necessário escrever um livro apenas para eles! E diga-se de passagem, um livro ótimo. Entretanto, ainda gosto mais de Vee que de Ariane, rs.
Uma coisa importante de ressaltar em séries é que sempre há um livro integrante que é melhor que os outros, ou ainda, um que te faz desistir da série toda (foi o que aconteceu comigo ao ler a série Personal Demons – resenha aqui: http://elainevelasco.blogspot.com.br/2012/10/resenha-personal-demons-pecado-original.html – o segundo livro é tão ruim que nem vou ler o resto), em Sussurro, acho que nenhum superou o primeiro, já na série Fallen, gostei sobremaneira do terceiro – Paixão – e houveram pessoas que me disseram que odiaram o segundo – Tormenta.
Quanto ao final, bem, eu estou no momento, escrevendo o livro final de minha trilogia e estou descobrindo que nunca é fácil encerrar um trabalho de forma satisfatória. Acho que eu nunca fico satisfeita com um final, talvez porque eu simplesmente não quisesse que houvesse um final, rs. No geral, até que eu gostei do final das séries, confesso que Fallen me surpreendeu bastante, não esperava aquela reviravolta, mas do desfecho não gostei. Deu a impressão de que eles lutaram tanto para nada, para voltar à estaca zero. Também não gostei de no final das contas, descobrir que ela era superior a ele, sei lá, achei forçado, estou um pouco cansada de no final sempre a frágil mocinha se transformar na super super. Quanto ao livro final de Sussurro, achei previsível. A batalha dos nefilins e tudo o mais. Tem seus pontos altos, mas não sei. Ao menos a cena final foi legal, com o casamento da Vee e tudo o mais. Ah, aliás, quero fazer uma ressalva, fiquei muito irada quando ela descobre que a Vee também é uma nefilim, fica parecendo que todo o mundo é nefilim! Marmelada.
Enfim, se me perguntasse há algum tempo atrás de qual das duas eu gosto mais, eu diria que gosto mais da série Fallen, mas agora analisando as duas ponto a ponto, acho que gosto mais de Sussurro. Não sei, estou em dúvida. Que tal conhecer as duas e tirar suas próprias conclusões? Fica aí uma ótima dica de leitura para quem – como eu – adora romances sobrenaturais.  
Elaine Velasco é autora da série Limiar, para saber mais sobre seu trabalho, acesse: elainevelasco.blogspot.com.br