maio 18

Como é ser escritor no Brasil?

Como é ser escritor no Brasil?
Olá amigos do blog!
Hoje vou responder uma pergunta na qual sou – digamos que – “inquisionado”; seja em lançamentos ou por e-mail a responder a pergunta do titulo deste post.
Como é ser escritor no Brasil?
Se fosse para eu responder usando uma palavra, usaria a palavra invisível.
Mas vou um pouco mais além. 
O que se pode esperar da literatura Nacional se não encontramos nossos autores/ escritores expostos nas vitrines das livrarias?
A resposta é simples…
Desde pequenos vivemos o consumismo e a superstição de que “tudo o que vem de fora é melhor”.
Brasileiro é assim, passeia de carro importado e quando quebra fica reclamando que não encontra autorizada na cidade em que mora.
Usa celular de alta tecnologia, mas na maioria das vezes não sabe inglês e tampouco utilizar todas as funcionalidades oferecida pelo aparelho.
Reclama dos políticos mas continuam a votar errado  – da mesma forma que os índios foram comprados com espelhos, cravos e outras especiarias muito bem descritas na história de nosso país; hoje um voto custa um vale refeição, um vale gás, um auxilio reclusão ou uma bolsa família -, e culturalmente voltamos a ser os “índios” da época do descobrimento.
E a educação? E a saúde? Onde ficam?
Ficam em segundo plano, da mesma forma que um livro nacional em uma livraria nacional. Ficam escondidos… Todo mundo sabe que existem, mas não procuram e quando o fazem, na maioria das vezes é por necessidade.
Não pelo hábito de leitura… Disso já desisti faz tempo.
Talvez pela necessidade de agradar um amigo escritor ou até mesmo o amigo, ou simplesmente para dizer que tem o livro.
Como encontrar leitores em um país onde a educação fica em segundo plano?  É o mesmo que encontrar agulha em um palheiro.
Dessa má educação nascem autores e escritores que ainda persistem iludidos pelo consumismo gringo, pois lá, um autor Best seller é bem pago, porém, lá fora, raríssimos são publicados por confiáveis agentes literários.
E aqui?
Aqui é Brasil. Pagou publicou.  
Vejo grandes editoras vendendo como se fossem gráficas e muitas gráficas usando o pseudo nome de editoras.
Mas então como explicar os fenômenos Nacionais?
Que fenômenos? Aqueles que aparecem como cometas; chamam atenção por um período de tempo e depois desaparecem?  Não… esses muitas vezes passam em brancas nuvens como um espectro.
Sim, um espectro de escritor que quando tomam a pílula vermelha da Matrix editorial, conseguem ver que no Brasil autor Nacional não tem espaço.
Desaparecem como fantasmas ou procuram ser reconhecidos fora da própria terra natal, carregando consigo um passaporte com paginas ilustradas. Lá é mais fácil… Será?
A segunda palavra que eu usaria para definir um escritor é amor.
Sim amor.
Amor por escrever em meio a tudo isso.
Vejo muitos autores nacionais de ótima qualidade e que eu me atrevo a classificá-los como “Best Sellers invisíveis”, ou seja, escrevem verdadeiras obras primas mas ficam oprimidos pela guerra literária e padecem pela falta de oportunidade.
Então retomo novamente a pergunta.
Como é ser escritor no Brasil?
A resposta é mais do que simples.
É não ser, mas com a esperança de um dia ser.
Um forte abraço a todos!