maio 10

O Velho e o Mar


Resenha “O Velho e o Mar”

Olá amigos do blog!

Hoje trago para vocês uma resenha de um livro que me impressionou. Um livro curto, pelo menos na versão pdf tem 69 páginas.

A verdade seja dita, um bom livro não se constrói pela quantidade de páginas e sim pela qualidade do conteúdo e a mensagem que o protagonista nos transmite. Foi um livro que li em uma tarde, pois meu lado detalhista gosta de questionar e vivenciar a estória.

Ernest Miller Hemingway – Oak Park, 21 de Julho1899Ketchum, 2 de Julho1961– Hemingway era parte da comunidade de escritores expatriados em Paris, conhecida como “geração perdida”, nome inventado e popularizado por Gertrude Stein. Levando uma vida turbulenta, Hemingway casou-se quatro vezes, além de vários relacionamentos românticos. Em 1952 publica “O Velho e o Mar“, com o qual ganhou o prêmio Pulitzer(1953), considerada a sua obra-prima. Foi laureado com o Nobel de Literatura de 1954. … Ao longo da vida do escritor, o tema suicídio aparece em escritos, cartas e conversas com muita frequência. Seu pai suicidou-se em 1929 por problemas de saúde e financeiros. Sua mãe, Grace, dona de casa e professora de canto e ópera, o atormentava com a sua personalidade dominadora. Ela enviou-lhe pelo correio a pistola com a qual o seu pai havia se matado2. O escritor, atônito, não sabia se ela queria que ele repetisse o ato do pai ou que guardasse a arma como lembrança.

Aos 61 anos e enfrentando problemas de hipertensão, diabetes, depressão e perda de memória, Hemingway decidiu-se pela primeira alternativa. Todas as personagens deste escritor se defrontaram com o problema da “evidência trágica” do fim. Hemingway não pôde aceitá-la. A vida inteira jogou com a morte, até que, na manhã de 2 de julho de 1961, em Ketchum, Idaho, tomou um fuzil de caça e disparou contra si mesmo.  (WIKIPÉDIA, 2013).

A estória começa amarrando o leitor na trama, relatando a história do “velho” – nosso protagonista – e o rapaz –  que poucas vezes aparece na estória. O Fato é que o velho pescador sozinho, há 84 dias saia no esquife sem apanhar nenhum peixe sequer, sendo que os primeiros 40 dias era acompanhado pelo “rapaz”, que tinha um forte vinculo afetivo com o protagonista.

Primeiramente o que me chamou a atenção nessa magnífica obra, é que o personagem principal não tem nome. É apenas o velho… e o cenário, obviamente o mar.

O fato é que quando falamos de “velho” temos o sinônimo de sabedoria e experiência de vida. Agora imaginem essa bagagem toda com um velho pescador.

Pois bem, esse velho pescador continua aventurando-se em sua pescaria e não desiste, até que um dia, um enorme – diga-se de passagem, enorme mesmo – peixe abocanha seu engodo e a partir daí observamos o velho sendo arrastado por dias no mar, com as mãos e costas feridas, por não soltar a linha que prende o grande peixe.

Para apimentar a trama, o velho tem pouca agua potável e nenhuma comida, mas em nenhum momento, solta a linha. Após alguns dias “cansando” o peixe, ele consegue admirar o fruto de sua pesca, porém o velho está fraco… muito fraco… Desidratado, desnutrido, longe da vila de pescadores –  em uma pescaria que havia saído para retornar no mesmo dia -,  e com o peixe preso em seus vários anzóis, mas ele não o solta.

O final da estória…  Obviamente não vou contar. Mas posso lhes garantir que o livro nos presenteia com grandes lições, principalmente sobre a velhice, persistência e experiência acumuladas em um idoso que sabe muito bem administrar os próprios limites.

Um forte abraço a todos!
Postado por: Hermes M. Lourenço