outubro 16

Mulheres de Éter

Olá amigos do blog!
Ontem foi o dia do professor e é claro que se somos capazes de ler estas palavras, devemos isso aos nossos professores que se dedicaram ao nosso aprendizado e que são verdadeiros heróis em um país que pouco valoriza a cultura e a educação.
De qualquer forma recebi um poesia feita especialmente e “exclusivamente” para o blog a Arte de Escrever da professora Inêz Oliveira, que na verdade foi ela quem nos cedeu esse belíssimo presente.
Achei fantástico o poema desde a escolha do título até os recursos de escrita. 
Como escritor de ficção, admiro as poesias e a sensibilidade peculiar e aroma de cada poema.
Um forte abraço a todos!















Mulheres de Éter

Que saudade!
Do tempo em que a mulher era somente mãe e dona de casa!
Tinha tempo para admirar os filhos, o marido e enfeitar sua casa com lindos jardins!
Tempo de músicas, bordados, bailes e encontro com amigos. Das noites românticas de luar em meio aos jardins floridos.
Havia tempo para ser bela, contemplada, amada e desejada.
A mulher queria mais…
Queria ser dona de si, queria a independência!
Doce ilusão!
A mulher acabou se tornando uma escrava da vida e da jornada de trabalho.
Estresses, depressão, doenças musculares e outras doenças psiconeuróticas. Ilusão!?
Casa, filhos, trabalho profissional, marido… E o descanso? Ficou longe demais…
Hoje casamentos são desfeitos como castelos construídos na areia.
A maioria dos homens – machistas – quando pouco auxiliam nos trabalhos da casa.
E a mulher mais atarefada, leva o casamento à dissolução.
Quem sofre são os filhos. Decepção!
Da natureza, do romantismo, uma lembrança quase esquecida.
São donas absolutas de suas vidas! Mas de que vida?
Donas do tempo que lhes sobra e senhoras das futilidades, dos shoppings?
Compram filhos com presentes – assim amenizam a sua ausência – transformam a culpa em um leve remorso. Será que isso resolve?
Filhos encarcerados em creches, outros reclusos em casa com Babás.
Há os que ficam com o pai desempregado e de mau humor.
São os filhos do vento!
Crescem em meio a uma sociedade programada… Dissimulada!?
Mas alguém tem que receber a culpa! É claro: os professores, as escolas, os governos…
E nós mulheres!?
Transformamos a mulher mãe em Senhora de nossa vida!
Será?

Autora: Inêz M. de Oliveira
Professora 

Todos os direitos reservados
Poema divulgado no blog mediante autorização da autora.


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Posted 16 de outubro de 2012 by Hermes Lourenço in category "Uncategorized

4 COMMENTS :

  1. By uso do véu on

    Li o poema de sua mãe. Ele retrata a realidade das mulheres modernas, divididas entre trabalho e família, muitas vezes não conseguem ser inteiras em nenhum dos dois. Penso que a mulher conquistou muitos direitos, entretanto perdeu seu direito mais sagrado que é ser esposa e mãe. A família perdeu muito com isso. As feministas podem me crucificar, mas o mundo carece de mães, carece de mulheres que exerçam o sagrado. Bela poesia. Também tenho um livro de poemas e dois romances, mas deixei a literatura e fui ser mãe, escrever a vida. Quem sabe um dia volte aos livros. Um abraço!

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    1. By Hermes M. Lourenço on

      Uso do Véu,
      Nunca é tarde para se retomar a escrita. Eu utilizo da técnica do gerenciamento do tempo e funciona, porém você tem que ser determinada em seguir.
      Também concordo com a Inêz, pois o conceito família vem sendo deixado de lado. Não só o conceito família, como também o indivíduo, pois vejo amigos passarem horas diante de celulares, navegando em rede sociais e se transformando escravos dos icones – veja a caverna de platão -, e nesse meio, a vida simplesmente passa.
      Um forte abraço!

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  2. By RUDYNALVA on

    Hermes!
    A poesia da Inez é inspirada e de uma profundidade ímpar, cheguei a me emocionar.
    Parabéns aos dois.
    cheirinhos
    Rudy

    Reply
    1. By Hermes Marcondes Lourenço on

      Olá Rudy, tudo bem?
      Sou muito seletivo quanto as publicações aqui no blog. De fato a poesia da Inêz é sublime! – capaz de deixar algumas feministas de cabelo em pé! -kkkkk.
      De qualquer forma é um belo poema, digno a ser comparado a obras de Cecília Meireles. – Isso sem falar no título que achei muito chamativo.
      Obrigado pela visita e um forte abraço!

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