junho 23

Colocando os pingos nos “is”

Olá Amigos do Blog!
Bem, hoje vou falar um pouquinho sobre uma das etapas que acho que seja a mais importante para se escrever um livro. Conheço autores com ideias maravilhosas que na hora de passarem para o papel surgem alguns problemas de escrita, fazendo com que o leitor desista do livro antes de chegar ao final.
Não que cada autor deva ser o professor doutor e pós graduado em língua portuguesa, porém temos que transmitir para quem está lendo a sua ideia – você está vendendo seu peixe -, e nessa hora surgem fatos que complicam a leitura – basta se colocar no lugar do leitor  – e deixam o revisor de mãos amarradas por estarem impossibilitados de alterarem o contexto da estória. Isso sem contar que é uma das causas básicas de rejeição de originais pelas editoras.
Ultimamente vejo alguns “críticos” descendo a lenha no autor – Independente do autor ter produzido um livro cujo tema não agrade alguns leitores-, muitas vezes o autor desconhece algumas técnicas e isso o coloca em um “tribunal de insensatez literária” fazendo que muitos autores desistam de escrever devido a críticas. Respeito todas as opiniões, porém, para andarmos, primeiramente aprendemos a caminhar e ninguém subiu numa bicicleta pela primeira vez e ganhou um campeonato. Escrever é praticar e experiência se ganha com o tempo e estudo.
Jamais quero ser prepotente e tampouco dizer-lhes que eu sou o mestre da escrita. O que quero é compartilhar erros que “eu já cometi” e que me desagradaram muito. Isso me levou a procurar livros e aprimorar meu processo de escrita.  Como já disse anteriormente “escrever é um eterno processo de aprendizado”.
Durante uma leitura alguns meros detalhes desagradam o leitor.
Vejamos algum erros que tornam a leitura extremamente monótona.
1- Alô?
2- Alô! Quem está falando?
3- Sou eu Ana.
4- Quem está falando?
5- Sou eu Ermínio.
6- Oi Ermínio, tudo bem?
7- Comigo tudo bem, e você?
8- Comigo tá tudo bem.
9- Ah. Que bom. Fico feliz que tenha ligado.
10- Liguei porque estava com saudades.
11- Que bom que ligou. Também ia te ligar! Também estava morrendo de saudades…
No exemplo acima, existem uma série de erros e por incrível que pareça os erros gramaticais são os que menos incomodam.
O primeiro grande incômodo chama-se trivial. O autor preocupa-se com frases óbvias que usamos ao telefone ou em nosso dia a dia, estacionando a progressão da história gastando uma infinidade de parágrafos e “enrolando” o leitor. Foram gastas 5 linhas para saber que Ermínio estava telefonando para Ana, e o que é pior 11 linhas para saber que Ermínio estava com saudades de Ana; quando poderíamos transmitir a mesma mensagem de forma resumida e mais visual.
Um desejo incontrolável fez com que Ermínio subisse apressadamente as escadas até o telefone.  Sentiu um imenso alívio ao ouvir a voz de Ana.
É obvio que poderíamos escrever a mesma passagem de diversas formas.
Outro erro comum do autor são as palavras repetidas. Observem no mesmo exemplo:
1- Alô?
2- Alô! Quem está falando?
3- Sou eu Ana.
4- Quem está falando?
5- Sou eu Ermínio.
6- Oi Ermínio, tudo bem?
7- Tudo bem Ana, e você?
8- Comigo tá tudo bem Ermínio.
9- Ah. Que bom. Fico feliz que tenha ligado.
10- Liguei porque estava com saudades.
11- Que bom que ligou. Também ia te ligar! Também estava morrendo de saudades
“Bem” – kkkk usei de propósito –  pelo texto já da para perceber o tanto incomoda as palavras repetitivas. Agora imaginem um livro inteiro escrito dessa forma…
Também antes de concluirmos esta postagem, percebemos que da 8ª à 11ª linha, confunde a cabeça do leitor. Você não sabe quem está falando com quem… vixe!
Por hoje é só.
Espero que tenham gostado do post.

Um forte abraço a todos!


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Posted 23 de junho de 2012 by Hermes Lourenço in category "comuns", "Dicas Sobre A Escrita", "erros", "escrita", "frases comuns", "repetição

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