fevereiro 5

Resenha de “Apátrida”, de Ana Paula Bergamasco

O livro Apátrida narra brilhantemente em primeira pessoa a história de Irena, nascida em Wioska. Já na infância perde a Irmã devido a parcos recursos da família em pagar um médico que se mistura ao sonho em se mudar de país. A irmã mais velha, amiga fiel também morre no ato do parto, enquanto o marido embriagava-se no boteco. A angústia da perda da irmã e o amor contido por Jacob vão crescendo até o momento que descobre sobre o casamento de seu amor verdadeiro com uma judia de Dublin, chamada Ewa. Um momento de depressão invade a vida de Irena que adoece diante das hostilidades da vida. Como um anjo, surge Hurik, onde Irena conhece seu primeiro beijo seguido do casamento, separação da família e gravidez do primeiro filho. O marido perfeito, amigo e amado companheiro, porém, mantendo na memória a doce lembrança de Jacob. Nova gravidez, porém a filha morre já ao nascer 3 dias após experimentar o colo materno. Injustamente o marido é enforcado, o que por forças militares Irena é deportada novamente para a Polônia, onde reencontra Jacob e desperta o ciúme de Ewa, que se mostra saber da paixão contida há anos do marido por outra mulher. Então a história ganha força após uma promessa feita a Jacob e torna-se mais emocionante, narrando fatos pertinentes aos campos de concentração onde a luta pela sobrevivência própria e alheia revelam o mais nobre sentimento humano.

Uma leitura intensa, envolvente e enriquecedora. As plenitudes de sentimentos transformam-se em lágrimas nos personagens dessa fantástica narrativa e certamente na face do mais cerne leitor.

Recomendo a leitura.