fevereiro 2

Resenha de “Agora eu Morro”, de Fabio Brust

A morte é um dos sentimentos mais temidos pelo homem e representa o processo final de nossa evolução biológica.
Fábio Brust surpreendeu-me com a história de Akia um imortal que quer morrer.
Nesse desejo imensurável, vivendo a imortalidade ele presencia a perda das pessoas que amava e ironicamente assiste a morte de nosso planeta. Até nosso planeta morre, mas Akia não.
A água torna-se fonte da vida e pela sua escassez a luta pela sobrevivência faz aflorar nossos instintos mais primitivos – o que restou do ser humano se autodestrói na luta pelo precioso líquido.
O Homem perde seu valor…
Nesta jornada em busca da morte, o protagonista encontra Liel e Yuma, amigos fiéis, que prometem ajudá-lo.
O cenário se passa em vários países, num futuro apocalíptico onde a chuva ácida ocupa a beleza da natureza extinta.
Então Akia encontra outro imortal, que sabe como morrer trazendo consigo a chave para seu dilema e então encontra a resposta para salvar a humanidade e a própria terra.
Mas um novo sentimento de esperança começa a brotar no coração de nosso protagonista e outra vez o dilema vida versus morte torna-se supremo.
Uma obra rica nos detalhes e que fará o leitor refletir sobre a morte e principalmente sobre a preservação de nosso planeta.
A leitura em diversos momentos me fez recordar sobre a carta da terra, mas o autor consegue ir além.
O jovem escritor soube elaborar uma bela obra, que nos põe a pensar sobre viver em um mundo em ruínas ou morrer pelo tédio da eternidade.
Certamente uma leitura cativante e recomendada.